Fora do Éden 009 – Parque da Arca, Olimpíada e Pokémon GO nas Igrejas

Depois de um programa mais para baixo na semana passada, nosso caminho para fora do Éden nos trouxe à água nesta semana – água suficiente para uma arca flutuar por ai, ou para nadadores se prepararem para as olimpíadas. E que tal guardar os animais dessa arca dentro de Pokebolas?

  • Parque temático da Arca é inaugurado nos EUA (qual é a ideia por trás do parque? E as polêmicas? E essa arca flutua?)
  • Atletas falam de Jesus durante a Olimpíada do Rio (quais as histórias inspiradoras? Por que o nadados da foto tem um versículo na bochecha? Alguém ainda lê “Uma Vida com Propósitos”?)
  • Pokémon GO chega ao Brasil e pastores discordam de como devem lidar com o jogo (Pokemons são mesmo os demônios de bolso? Basta abrir as portas das Igrejas e os jovens vão se converter?)

Participantes: Abner Melanias, Cacau Marques, Rodrigo Bibo de Aquino e Rogério Moreira Jr.

Convidado: Leopoldo Teixeira, dos Cabracast

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Links no episódio.

Pesquisadores descobrem cemitério filisteu em Israel

  • Um parque temático bíblico estreou no mês passado nos Estados Unidos, em Kentucky. A principal atração do “Ark Encounter” é uma réplica em tamanho real da arca de noé, com 155 metros de comprimento e que custou MAIS DE 100 milhões de dólares para ser construída. As pessoas podem passear por dentro dos três andares da arca e ver com os próprios olhos como Noé poderia ter abrigados os animais ali dentro. O visitante vai encontrar réplicas da família de Noé, dos animais e até mesmo de dinossauros. Eles esperam receber 16 mil visitantes por dia.
  • O empreendimento recebeu diversas críticas. Jim Helton, líder de um grupo ateísta chamado Tri-State Freethinkers, disse que “basicamente, esse barco é uma igreja que cria crianças cientificamente analfabetas e mente a elas sobre a ciência”. Bill Nye, famoso divulgador científico americano, fez críticas ainda mais duras, acusando ele de proporcionar que “centenas de crianças em idade escolar que já foram indoutrinados e que sofreram lavagem cerebral”. Alguns grupos de ateus tentaram impedir que crianças pudessem acessar o parque, alegando que excursões ao parque vão contra a constituição americana. No texto lemos o seguinte: “Neste país, o dono do parque está livre para erguer monumentos à sua Bíblia, mas as escolas públicas não estão autorizadas a expor as crianças a mitos religiosos e ao proselitismo”
  • Além disso, o estado de Kentucky ofereceu incentivos fiscais para o parque, isentando ele de pagar 18,25 milhões de dólares de impostos pelos próximos 10 anos. Além disso, os empregados do parque tiveram que preencher um formulário declarando a fé cristã. É como uma confissão de fé que diz que a Biblia é autoridade suprema, que o dilúvio é um fato histórico, e que se coloca contra atitudes que vão desde a homossexualidade quanto o sexo por prazer e a pornografia.
  • Ken Ham (presunto), fundador do grupo Answers in Genesis, responsável pela obra, disse que “Em um mundo cada vez mais laico e tendencioso, é hora de nós cristãos fazermos algo”. Esse grupo segue uma interpretação de Terra Jovem, ou seja, que a terra tem cerca de 6 mil anos de idade. Eles também é responsável por outro trabalho de, digamos, divulgação científica dessa visão: o Museu do Criacionismo, inaugurado em 2007, que apresenta a visão criacionista da Terra Jovem, com painéis que mostram seres humanos convivendo com dinossauros, por exemplo.
  • Os ingressos para visitar o local custam US$ 40 (R$ 132) para adultos e US$ 28 (R$ 92) para crianças.

Atletas cristãos demonstram sua fé na olimpíada

  • No dia 5 de agosto começaram os jogos olímpicos do Rio de Janeiro, mais de 11 mil atletas de mais de 200 países (inclusive vários que a gente só conheceu ali) vieram para disputar as medalhas aqui no Brasil, isso sem falar dos turistas e das equipes de apoio. Acontece que no meio disso começamos a ver algumas histórias tanto de atletas que demonstram sua fé quanto de grupos que estão aproveitando para evangelizar nesse evento. Veja algumas histórias:
  • Nadadora cristã é primeira atleta a competir na “equipe dos refugiados”: Yusra Mardini, 18 anos, é uma refugiada Síria de família cristã. Ela vivia em Damasco, e por causa da guerra civil no país ela a família foram até a Alemanha, passando por Líbano, Turquia, Grécia, Macedônia, Sérvia, Hungria e Áustria. Uma história curiosa é que ela estava num barco de refugiados quando o motor parou de funcionar, a meio caminho da ilha de Lesbos, na Grécia. Ela, a irmã e mais uma mulher pularam na água e puxaram o barco por três horas e meia, se revezando para levá-lo à terra firme. Ela não se classificou para as semifinais dos 100 metros borboleta.
  • Michael Phelps volta a fé nos jogos olímpicos. O grande nadador americano (que sozinho tem 21 medalhas de ouro, enquanto o Brasil tem 24 em todas as olimpíadas) declarou algumas vezes nos últimos meses que retornou a fé depois de um tempo desviado. Em 2007, numa entrevista à revista Time, ele disse que acreditava em Deus, mas não era religioso, nem costumava ir a festas na Igreja. Em 2008 ele foi fotografado fumando um cachimbo de maconha numa festa universitária, e foi suspenso por três meses pela federação de natação. Em 2014, depois de anunciar aposentadoria na Olimpíada de Londres em 2012, ele foi preso por dirigir embriagado e em alta velocidade. Foi ai que Ray Lewis, amigo dele, conversou com o nadador, e compartilhou a fé com ele. Phelps foi para uma clínica e começou a ler o uma Vida com Propósitos, e se reconciliou com seu pai, que deixou a casa quando o filho tinha 9 anos de idade.
  • Artigo da Christianity Today sobre os atletas que colocaram Deus na frente do Ouro, e outro da Premier Christianity com frases de atletas cristãos na olimpíada.

Pokémons invadem Igrejas, e pastores se dividem sobre o que devem fazer

  • Pokemon GO foi um jogo que mexeu com o mundo neste mês que está disponível. Ele já é um dos aplicativos mais populares nos smartphones, e está enchendo as ruas com pessoas carregando seus celulares e gastando sola (e bateria) correndo atrás de Pokemons. Por outro lado já houve casos de assaltos e até mortes de pessoas durante esta caçada. Entretanto, um grupo que tem se dividido sobre o jogo são os cristãos. Há duas questões aqui: se os jovens podem jogar, e o que fazer com os jogadores que vão até as igrejas para pegar pokemons e recarregar suas pokebolas.
  • Algumas Igrejas estão proibindo e associando o jogo com práticas demoníacas. Outras estão pesando em como podem aproveitar para chamar os jovens que se aproximam da Igreja.

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