BTCast 174 – Traduções da Bíblia

 

Muito bem (3x), o seu podcast semanal de teologia está no ar. Em mais um episódio do Outubro Reformado, Bibo e Mac recebem Daniel Faria da Mundo Cristão para juntos falarem sobre a história das traduções da Bíblia.

O que é tradução? Quais as dificuldade de uma tradução? Existiria evangelismo sem tradução? Quando aconteceu a primeira tradução da Bíblia? Quais são as principais traduções da Bíblia? Existe tradução totalmente fiel? O que é equivalência formal e equivalência dinâmica? A tradução de Almeida já deveria ser aposentada? A NTLH é uma paráfrase? Depois de responder todas essas perguntas, apresentamos a vocês a NVT – Nova Versão Transformadora.

O podcast cristão do Bibotalk tem a missão de ensinar teologia em áudio para ver o crescimento bíblico-teológico da igreja brasileira. Com os especiais da Reforma Protestante, no outubro reformado, procura tornar essa história viva nos dias de hoje.

CONHEÇA A NOVA VERSÃO TRANSFORMADORA | Fanpage da Mundo Cristão

Arte da capa: Guilherme Match (conheça o trabalho dele aqui!).

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    • Givo Silva

      Ansiava por essa tema aqui no BTCast….vamos abaixar e ouvir!!!

    • Lourival Gonçalves

      Esse podcast já vai ser útil para o dia da Bíblia.

    • Alexandre Ferreira Santos

      Salve Bibo, Mac e Daniel! As definições de Reforma foram atualizadas. kkkk

      Sobre “localização”:
      Enquanto vocês muito bem diziam sobre Localização, Mudança de Geração etc. eu ia pensando nesta relação entre a Palavra de Deus e o Povo de Deus. Uma das coisas que caracteriza um povo é a sua cultura (nisto se inclui a linguagem), logo, se os membros de um povo morrem e nascem, transitam, sua cultura só pode ser dinâmica. Ou seja, a Palavra de Deus só comunica se dirigida a um Povo e neste sentido as traduções atestam que se trata de uma Palavra Viva.

      Sobre o termo Escritura:
      Uma coisa que hoje em dia é muito claro pra mim é que existe uma tensão entre Escritura e Oralidade. Na maioria das vezes esquecemos que a Escrita é uma técnica que mudou a forma do homem se comunicar. As linguas passam a evoluir de modo diferente com a escrita e no caso da transmissão de conhecimento há uma resistência no uso da nova “tecnologia”. As Sagradas Escrituras Hebraicas, a Biblioteca de Alexandria (e outras) estão no olho do furacão desta peleja entre Escrita e Oralidade. Se não fosse o aspecto sagrado que nossos “livros” tomaram, provavelmente, muita coisa teria se perdido, como aconteceu com a cultura celta (e outras).

      Sobre a tradução latina:
      De interessante que tenho pra contar é que em 1979 foi concluida a Neovulgata, a revisão da tradução de S. Jerônimo segundo os critérios cientificos das traduções contemporâneas. Além disso, a Nova Vulgata tem uma preocupação especial com a posição das palavras segundo o ritmo, pois muitos textos podem ser cantados na liturgia (Exemplo: Salmos, Evangelhos, partes das epístolas, etc.). Assim, a Vulgata (revista e ampliada. rs) segue sendo a tradução oficial da Igreja Católica, base para as traduções vernáculas, sobretudo para os livros usados para a Proclamação da Palavra na Assembléia do Povo de Deus.

      Uma nota sobre uma tradução digna de nota:
      A tradução da bíblia de Cirilo e Metódio, Evangelizadores dos Povos Eslavos, não só foi o ponto de partida para organizar a gramática daquele povo como ajudou a formar o Alfabeto Cirílico, que é nada mais nada menos que o alfabeto usado por toda a região da ex-URSS.

      Uma provocação:
      “Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: A tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.” SARAMAGO, José

      Abraços manos.

      Post Scriptum I: Quero ouvir sobre a divisão em capítulos, versículos e subtítulos. rs rs rs.

      Post Scriptum II: Ô Bibo, já pensou em vender, na BtStore, BtCadernos “molesquine” pra galera tomar nota enquanto ouve o BtCast? #FicaaDica

      • Sensacional, Padre. Sua bênção!

        A propósito, a versão NeoVulgata pode ser encontrada no Brasil na versão ‘Bíblia de Navarra’ (bilíngue e comentada) – Vendida em volumes separados, pela editora quadrante. Uma excelente (e cara) opção.

    • Silvana Oliveira E Silva

      Quando eu estava na graduação, fiz uma disciplina chamada “História da Medicina”. a professora nos deu a cópia de um texto do Séc XVIII, sobre uma doença presente nas regiões mineiras, e solicitou a interpretação dele. Praticamente impossível! A fluência, a grafia e o estilo de escrita eram tão diferentes dos atuais, a ponto de não termos até hoje idéia de qual era o nome equivalente da doença na atualidade.
      Conto esse episódio para ilustrar como a Língua é dinâmica, um processo que no caso do português, por sua complexidade estrutural, complica e muito o processo de tradução e revisão do texto, de forma que ele mantenha seu sentido para o povo.
      Se quem escreveu em grego lá no inicio pensou na compreensão popular, na era atual, onde acessibilidade é o lema, isso fica muito mais urgente. Daí essa idéia de uma revisão permanente da versão soar muito coerente para mim. Claro, sem perder o sentido original.
      Eu fui da turma que torceu o nariz para a NTLH, revirou os olhinhos para a NVI (embora seja a minha versão litúrgica atual), dada minha doutrinação na “almeidinha”. E acabo pensando no Deus que fala com português formal e erudito (povo da freestyle, foi mal mas…), então a Bíblia ideal deve ter linguagem clara, sem as mesóclises (mas como eu conheceria mesóclises sem minha almeidinha?) Rsrsrs
      Obrigada por mais um episódio pra se ouvir 2 vezes e aplaudir de pé 10 vezes. Parabéns!!!!

    • Mais um daqueles programas que a gente tem que parar tudo que está fazendo para prestar total atenção. O papo foi rico em informações. Há pouco tempo adquiri uma NVI e comecei a leitura de capa a capa, tem sido muito bom. Às vezes também dou uma lida de leve na NTLH e percebo bem a diferença entre elas. Fico com a sensação de que a NVI é um pouco menos “acessível” do que eu gostaria e que a NTLH é um pouco exagerada. O fato de descreverem a NVT como um meio termo entre ambas me deixa muito interessado. É muito importante esse trabalho de traduzir a Escritura para a linguagem do povo que a lê, seja para quem já é cristão como também e principalmente para quem não é. Contudo, para quem tiver interesse em estudar a Bíblia a fundo é conveniente que se utilize do máximo de material de pesquisa possível, o que inclui também uma boa variedade de traduções distintas. Isso é bem melhor do que simplesmente eleger uma tradução como sendo a “Tradução Divina da Revelação Especial”.

      Uma dúvida: a NVT é um trabalho de tradução feito exclusivamente pela equipe da Mundo Cristão ou a editora é apenas uma revendedora?

    • mano, verei como está nosso espaço no servidor, mas tava apertado, por isso cortei já há mais de 3 meses o zip e não houve muita reclamação, tu é o segundo. Se tu instalar um app no seu celular, não baixa certinho?

      • Jaum Frits

        Vou tentar no app então. Valeu pela atenção.

    • Ronaldo Lana

      Usei Romanos pela NVT ontem em uma breve exegese comunitária e gostei muito da tradução. Ela parece ser mais jovem, mais “leve”. Por ajudar na compreensão e facilitar a leitura, já ganhou meu coração, rs. Quanto mais traduções, melhor.

    • Victor

      O pessoal da MC tem previsão de editar uma bíblia de estudo NVT?

    • Esdras Martins

      Teve um momento do podcast pela 01h04m, o Alex comenta de 2 textos que ele se baseou e que estaria nos rodapés hehe

    • Luiz Renato Oliveira Périco

      Faltou comentar da Frestyle do Ari Jr! rs rs rs
      Falando sério, partindo do comentário do trecho de Eclesiastes, que é poético, achei problemáticas as escolhas, em poesia (que é boa parte da Bíblia), é problemática “traduzir” as metáforas, bem como alterar a estrutura formal do texto, porque esses são justamente os elementos poéticos do texto. Me parece que as escolhas deles “mataram” a poeticidade do texto. Meio que inverteu o que era nota e o que era tradução.
      Mas, enfim, é só um comentário, e tradições sérias são sempre benvindas.
      Abraços.

    • Daniel Nogueira

      Muito boa a tradução! Amei a amostra grátis do Kindle. Quando estará disponível no YouVersion?

    • Rafael Miranda

      Pena que o Novo Testamento desta edição da Bíblia Nvt e de outras como NVI, NTLH, ARA, ARC 4% de contaminação , é baseado no Texto Crítico compilado por Westcott e Hort (dois exegetas hereges e liberais) que produziram o Texto Crítico que enfraquece as doutrinas bíblicas tais como: divindade de Cristo e seu nascimento virginal, expiação e mote vicária de Cristo, doutrina da trindade, inspiração da Bíblia,doutrina da salvação e jejum bíblico. Além disso, o TC gera gravíssimas contradições, suprime e altera mais de 6000 palavras, possui 2000 adicionadas e 2000 adulteradas, totalizando mais de 10.000 (7% !) perversões das cercas de 140.000 santas palavras do Novo Testamento em grego!
      difere mais de 5.300 vezes do Texto Receptus. Dá pra notar que o TC não é digno de confiança e/ou que no mínimo há alguma coisa errada com ele. Vou deixar dois links aqui que desenvolvem melhor esse tema para que se interessar pelo assunto: http://solascriptura-tt.org/…/TeoriaWH-NTGrego…
      / https://www.youtube.com/watch?v=BKifTQDiZWo

      • Alexander Stahlhoefer

        Enfraquece em nada. O texto crítico não contradiz em nada qualquer doutrina clássica da fé cristã. Esse mimimi desse site q vc citou já cansou faz tempo

        • Rafael Miranda

          Será que não enfraquece mesmo? Eu fui pesquisar a respeito e verifiquei que que enfraque sim. Vejamos um pequeno exemplo:

          ACF – João 6:69 “E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente.”
          ARA – João 6:69 “E nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus.”

          ACF – 1 Coríntios 16:22 “Se alguém não ama ao Senhor Jesus Cristo, seja anátema. Maranata!”
          ARA – 1 Coríntios 16:22 “Se alguém não ama o Senhor, seja anátema. Maranata!”

          ACF – 1 Coríntios 16:23 “A graça do SENHOR Jesus Cristo seja convosco.”

          ARA – 1 Coríntios 16:23 “A graça do Senhor Jesus seja convosco.”

          ACF – Gálatas 4:7 “Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo.” Nota: Herdeiro de quem? De Deus. Por meio de quem? De Cristo.

          ARA – Gálatas 4:7 “De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus.”

          ACF – Gálatas 6:15 “Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura.” Nota: Por meio de Quem somos novas criaturas? Por meio de Cristo!

          ARA – Gálatas 6:15 “Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura.

          ACF – 1 Coríntios 5:4 “Em nome de nosso SENHOR Jesus Cristo, juntos vós e o meu espírito, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo,”

          ARA – 1 Coríntios 5:4 “Em nome do Senhor Jesus, reunidos vós e o meu espírito, com o poder de Jesus, nosso Senhor,”

          ————————————————————————————————————-

          E aqui na internet é só pesquisar que podem ser encontrados muitos outros. Quem gosta do TC é a igreja romana, pois ela promove a base de um deles e as testemunhas de Jeová que atacam a deidade de Cristo, para elas esse texto é perfeito. A Bíblia é a Palavra de Deus, e em Deus não há margem para dúvidas, ou é verdade ou mentira. As pessoas sinceras e que buscam a verdade merecem ter em mãos os manuscritos fidedignos que são atestados pelos pais da igreja, usado pelos primeiros cristão e reformadores e não textos fraudulentos.

          • Alexander Stahlhoefer

            Se a teologia dependesse só desses versículos aí seria problemático, mas como as doutrinas são baseadas em muito mais do que só nestes textos, não há qualquer problema com o texto crítico

            • Rafael Miranda

              Uai,o estudo de Deus, isto é a teologia, depende intrinsecamente dos oráculos revelados aos judeus que posteriormente foram codificados e tornou-se Escritura. Tudo o que sabemos sobre Deus e Seus ensinamentos vem de lá. Acho problemático também uma teologia, qualquer que seja ela, não se basear totalmente na Bíblia. Mais problemático ainda é haver dois textos que tratam do mesmo assunto discordarem entre si mais de 5000 vezes só no Novo Testamento e inclusive chocar-se com versos do Velho Testamento. Westcott e Hort tão eruditos não pensaram ou não perceberaM isso! Qual será o verdadeiro, pois, um certamente é falso!

            • Alexander Stahlhoefer

              Os pais da Igreja dispunham de copias feitas à mão dos textos do NT que sequer eram encadernados. As diferenças entre estas copias é que geraram estas mais de 5000 diferenças. Não foram dois estudiosos – que podem ser hereges e tudo mais – que criaram estas diferenças. Aliás, o próprio Receptus é obra de edição. Vou ter que contar a verdade pra ti aqui:
              Erasmo de Roterdã publicou em 1516 o Novum Instrumentum omne. Com ele fez esta obra? Ele utilizou o Minusculo 1eap (Codex Basilensis – que contém o NT sem o Apocalipse – copiado numa abadia dominicana e datado do século 12) e o Minúsculo 1rk de origem bizantina tb do seculo 12, que Reuchlin (professor de Grego de Philipp Melanchton) tinha guardado. Além disto ele utilizou ainda os seguintes Minusculos para a composiçao: 2e, 2ap, 4ap, 7p e 817. Isto porque na comparação entre os manuscritos gregos e o texto da Vulgata faltavam versículos. Erasmo tentou encontrar textos gregos para fechar com os versículos da Vulgata.
              A próxima etapa na criação do Textus Receptus (que não caiu do céu como alguns parecem crer) foi dada por Robert Estienne, que pegou a edição de Erasmo e comparou para a criação de um novo texto. A diferença foi que Estienne introduziu a contagem de versículos, o que não havia até ali. Esta contagem é a mesma ainda usada hoje. Theodor Bezza usou a edição de Estienne e a de Erasmo para compilar a sua propria edição, chamada de Codex Bezae
              Em 1663 Elzevir mesclou partes da primeira e da quarta edição do Codez Bezae e o imprimiu com o nome Textus Receptus.
              Estava criado o texto que nenhum reformador usou como base, mas que todo bom fundamentalista acha que caiu do céu.

            • Rafael Miranda

              1. Sobre Erasmo de Roterdão

              Erasmo era versado em grego e latim. Ele conseguia comparar as traduções da Bíblia em latim,
              como a Vulgata, com os manuscritos gregos mais antigos do Novo Testamento.
              Versões refinadas do Novo Testamento em grego de Erasmo ajudaram a produzir traduções ainda melhores em vários idiomas.
              Alguns tradutores que usaram a obra de Erasmo foram: Martinho Lutero, que traduziu para o alemão; William Tyndale, para
              o inglês; Antonio Brucioli, para o italiano; e Francisco de Enzinas, para o espanhol. E você me diz que os reformadores
              não se valeram do Textus Receptus para suas traduções modernas?. Na segunda edição do Novo Testamento Grego de 1516,
              (posterior àquele que você citou) esta obra foi usada pelos tradutores, 54 eruditos em Hebraico e Grego, na versão da
              Bíblia do Rei Tiago I de Inglaterra. O texto ficou conhecido mais tarde como o Textus Receptus.
              Trabalho esse, elogiado até mesmo pelo Papa Leão X.

              2. Sobre os códices

              2.1. Códex Sinaiticus somente foi achado em 1844, e é um dos mais importantes manuscritos gregos já descobertos,
              e o único codex que contém o Novo Testamento inteiro, havendo uma interrelação com o Codex Vaticanus, constituindo
              assim, um dos mais importantes manuscritos gregos para o Criticismo Textual, juntamente com a Septuaginta. O povo de Deus
              ficou, então, esperando 1764 anos sem o legítimo texto até ele ser encontrado?

              2.2. Codex Vaticanus é um dos mais antigos manuscritos existentes da Bíblia grega – Antigo e Novo Testamento (Septuaginta)
              A erudição acadêmica atual considera o Codex Vaticanus como um dos melhores textos gregos do Novo Testamento,
              juntamente com o Codex Sinaiticus. Até a descoberta do texto do Sinaiticus por Tischendorf, o Codex Vaticanus
              era inigualável. O Codex Vaticanus foi usado extensivamente por Westcott e Hort na edição de “O Novo Testamento no Grego Original”,
              em 1881. As edições mais vendidas do Novo Testamento grego são largamente baseadas
              no texto do Codex Vaticanus.DETALHE: A proveniência e início da história do codex é incerta, havendo várias especulações diferentes entre Hort,
              Kenyon, Burkitt sobre o local da descoberta.

              De posse desse achados, os críticos textuais do séc XIX usaram-nos para fazer suas revisões e tentaram incorporar estes, de forma infeliz,
              a um texto já estabelecido,conhecido e usado pelos primeiros cristãos, pais da igreja e pelos reformadores. Se a edição do N.T de Westcott e
              Hort é o texto fiel e verdadeiro, onde esteve a legítima palavra de Deus todos esses anos?

              Sobre o suposto ‘fundamentalismo’

              A Bíblia não é um livro qualquer mas é uma co-autoria entre Deus e o homem. Se a Bíblia é para mim, regra de fé e prática, logo,
              ela, necessariamente norteia e compromete toda a minha vida, a relação com o próximo, com a natureza, com toda uma cosmovisão.
              Sendo assim, não posso tomar como verdade tudo aquilo que me é dito ou tentam impor como verdade. É preciso saber, esmiuçar aquilo
              em que estou crendo, nesse sentido, o fundamentalismo é bom. É bom o fundamentalismo, pois este tem base. Já o superficialismo…

            • Alexander Stahlhoefer

              Da onde você tirou essa ideia doida que os pais da igreja usavam algo como o receptus? Perceba que isso não passa de loucura da cabeça fundamentalista que quer “salvar” a Bíblia. Mas deixa eu te contar uma coisa: exceto por essa idolatria insana pelo receptus eu concordo com os dogmas da igreja antiga e da reforma e provavelmente (não te conheço pra dizer com certez) creio nos mesmo dogmas que você, e faço isso com o texto crítico, pois ele não diminui em nada a fidelidade bíblica dos dogmas da igreja antiga, uma vez que os dogmas não dependem do códice utilizado (na época eles nem tinham certeza ainda se apocalipse era revelado), mas da autoridade apostólica dos pais, que repassaram a tradição recebida dos apóstolos de forma fiel e a alicerçaram nos textos do NT que tinham a disposicao. O problema do fundamentalismo é que quer salvar os dogmas que a tradição nos legou afirmando que os pais usavam um texto que nem em sonho vamos conseguir reconstruir.

            • Rafael Miranda

              O Textus Receptus é a verdadeira composição, única e original, do texto grego contendo todo o Novo Testamento escrito pelos Apóstolos. Durante o período Bizantino nos anos 312 – 1453 d.C., o Textus Receptus foi usado pela Igreja Grega.Veio deste mesmo texto, a Peshita, a Itálica, a Céltica, a Gaulesa, e a Bíblia Gótica. Na idade média as versões dos Valdenses, dos Albigenses e outras versões que foram suprimidas por Roma. E temos também manuscritos do NT em aramaico e siríaco que atestam a autenticidade do TR e que são mais uma prova contra o TC.

              Mais algumas omissões do Texto Crítico:
              Omite referência ao nascimento virginal, em Lucas 2.33
              Omite referência à deidade de Cristo, em 1 Timóteo 3.16
              Omite referência à deidade de Cristo, em Romanos 14.10 e 12
              Omite referência ao sangue de Cristo, em Colossenses 1.14

            • Alexander Stahlhoefer

              Na verdade vc se refere ao texto majoritário, que é uma família de textos do tipo bizantino que deu origem ao receptus no ano de 1663. Infelizmente não temos uma edição completa do majoritário antes de Erasmo, além disto o texto mais antigo é do sec XII produzido pelos mesmos copistas romanos que vc demoniza nos outros comentários.

            • Rafael Miranda

              Na verdade o que eu quis me referir foi que o Textus Receptus guarda grande semelhança ao Texto Bizantino (ou Texto Majoritário), por isso às vezes são chamados como se fossem o mesmo texto. Porém há algumas POUCAS diferenças entre o Textus Receptus e o Texto Bizantino, como em Atos 8:37 e em 1 João 5:7-8. Ao examinar alguns manuscritos antigos, percebe-se alguns rabiscos próximos ao texto, denunciando assim, tentativa de adulteração. De modo algum, os “demonizei” ainda que tenham sido incompetentes, tendenciosos e manipuladores mesmo sabendo que estavam trabalhando com a Palavra de Deus.

      • Alexander Stahlhoefer

        Além do mais esta estatística que vc cita é a grande qualidade do texto crítico, pois prefere manuscritos mais antigos e de famílias mais bem documentadas do que o receptus. E choro todo é preguiça de usar as notas da crítica textual e trabalhar com elas

        • Rafael Miranda

          Que grande qualidade do Texto Crítico você vê, amigo? O Texto Crítico do Novo Testamento está repleto de problemas: adulterações, supressões, distorções, amputações, contradições e isso é sabido pelos especialistas ‘ sérios’ em crítica textual problemas esse que até mesmo leitores leigos encontram e ateus e/ou agnósticos que se valem de tantos erros para desacreditarem a Bíblia. Se o Texto Crítico (editado por dois liberais e hereges) que tem sido promovido é o verdadeiro baseado no Codex Vaticanus e Sinaiticus, e o Texto Receptus supostamente não tem qualidade, onde esteve a legítima Palavra de Deus todos esses anos?

          • Alexander Stahlhoefer

            A grande qualidade é que ele apresenta inclusive o receptus dentro dele, basta deixar a preguiça de lado e usar o aparato para fazer a crítica textual.

            • Rafael Miranda

              É verdade. O Texto Receptus se encontra dentro do Texto Crítico, porém, adulterado, suprimido, distorcido e amputado. Graças a Deus e à competência do massoretas e soferins, não temos esse problema nos escritos hebraicos, pois os judeus foram fiéis depositários de seus escritos, ao contrário, dos monges copistas da Igreja Romana. Os Judeus jamais aceitariam duas versões conflitantes para um mesmo tema como alguns cristãos ocidentais protestantes aceitam, ainda mais os piores manuscritos.Pensa nisso!

            • Alexander Stahlhoefer

              O AT tem menos problema com manuscrito, nisto vc tem razão, mas não é bem assim que não tem texto conflitante. Achar que o Leningradensis é copia perfeita sem erros é muita meninice. Basta comparar com traduções como LXX, Siriaca e mesmo as citações do AT no NT pra ver as diferenças. Além disto há que se considerar as diferenças com o Papyrus Nash e com os textos de Qumram! Ou seja, os judeus também tem que lidar com isso, embora eles tenham conseguido estabelecer um texto fechado já em 1008, o que não garante que ANTES desta data, houve direfenças. Pensa nisso!

            • Rafael Miranda

              Sobre o Papyrus Nash, este contém o Dez Mandamentos que está de acordo com o texto massorético. Nada de novo!
              Sobre a Septuaginta, esta obra foi realizada por 72 sábios judeus, 6 de cada tribo, e confio muito na competência dos escribas judeus, pois tem muita reverência e temor pelo texto bíblico, e o melhor de tudo e é patente isso, que os judeus foram fiéis depositários de seus escritos. Muito provável, que não haja problemas na essência do texto. E os escritos de Qumram só vieram validar as cópias mais antigas dos textos comumente usados para as traduções da Bíblia.

            • Alexander Stahlhoefer

              tanta competência que há mais livros na LXX do que na BH. Tanta competência que nos profetas menores a LXX difere em conteúdo significativamente do TM

            • Rafael Miranda

              Em primeiro lugar, a competência dos escribas judeus e inquestionável, uma vez que temos menos problemas, se comparados com o trabalho de monges copistas da igreja romana. Pois bem, os livros adicionais (apócrifos) na Septuaginta que você menciona foram traduzidos para o grego poque o cânon hebraico somente foi fechado no ano 90 D.C . Quais diferenças de conteúdo exitem entre a BH e a LXX nos profetas menores e quais são as fontes que documentam isso?

            • Alexander Stahlhoefer

              Quem já pôs a traduzir o TM e a LXX pra fins de exegese ja percebe de cara as diferenças. Traduz aí Miqueias 2 pra servir de exemplo. Mas traduz mesmo, não pega serviço feito pelos outros.

            • Rafael Miranda

              Ainda não me debrucei sobre o estudo exegético entre estas duas obras. Por enquanto, estou começando o NT. Então, não me lembro de ter usado trabalho pronto de outros para defender minhas teses. Tenho de admitir que traduzir o Tanak do hebraico para o grego da LXX foi um grande desafio, pois grego e hebraico são duas línguas diametralmente opostas com peculiaridades, sintaxe e semântica próprias. Querer compará-las é no mínimo impossívell. Mas vou fazer esse deverzinho que você me passou. Em breve, te mando ele pronto.

      • Marcelo Nakasse

        Que temos aqui? Solascriptura.tt e textus receptus no mesmo comentário!

    • Renata Kulczar Paulino

      Muito legal! Vocês são demais!
      Aliás, terminei minha maratona!
      Avisem o “Carrasco” que vou dar trabalho pra ele hehehe
      Agora vou poder comentar mais!
      Tô sentindo falta da Glória…
      Graça e Paz
      Renata
      Cabreúva/ SP

    • Flavio Medeiros

      Um professor de hebraico uma vez explicou na sala de aula que no Salmo 23 verso 1 ” O Senhor é meu pastor e nada me faltará” a tradução mais fiel seria : ” O Senhor é meu pastor e de nada sentirei falta”. Isso seria um bom assunto para se tratar quando vcs convidarem novamente um professor de hebraico.
      A paz.

    • Deborah Pedroso

      Observem nossa linguagem na hora de orarmos, a linguagem das nossas músicas, a maioria ainda muito formal. Alguns amigos chegaram até me dizer que tratar Deus como “você” é pecado. Então mantemos o “tu”. Há uma resistência muito grande ainda e eu não entendo o porquê de manter tanta formalização.