Fala que eu não tô…

É no mínimo interessante como situações rotineiras fazem (ou pelo menos deveriam fazer) o cristão refletir sobre como anda procedendo, sobretudo em coisas consideradas de pouca importância e que quase não têm conseqüências.
Vou dizer algo que é a mais pura verdade. O cristão – estou falando daquele que possui uma natureza pecaminosa e que precisa mortificá-la dia a dia -, seja qual for o seguimento ou denominação, se preocupa mais com o pecado que pode ser “descoberto” do que com aquele que ninguém nunca sequer sonhará que você cometeu.
Creio que um dos melhores exemplos que posso dar é aquela situação em que ao receber um telefonema, alguém atende em seu lugar e, nos bastidores – sabe-se lá por qual motivo – você faz gestos e sussurra o seguinte para a pessoa que atendeu: “se for fulano, fala que eu não tô“.
Ah, quem nunca fez isso que atire a primeira pedra não é? Nossa, é algo tão bobo e inofensivo, você pensa. Pois é meu caro e minha cara, o fato é que raramente temos consciência das práticas sociais que ainda estão impregnadas em nós, e mais fato ainda é que várias dessas práticas podem ser pecaminosas, ou no mínimo estar aquém de uma conduta cristã sadia. Há até quem nomeie bobagens como a que foi ilustrada acima como mera “convenção social”, necessária para o bom andamento dos relacionamentos interpessoais, mas será que essas bobagens resistem se confrontadas com as Sagradas Escrituras? Bem, eu poderia citar uma série de textos bíblicos que afirmam que mentir é pecar contra o próximo e contra Deus – sim, pois pedir para falar que “eu não tô” quando você está, mas não quer fazê-lo por outro motivo, é no mínimo contraditório e certamente caracteriza-se como mentira -, mas vou ficar com um bem conhecido e sugestivo. Nas palavras de Paulo:
“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Rm 12:2.
O pecado também afeta a esfera social/cultural, e não ao contrário. Tudo devemos submeter ao senhorio de Cristo, sendo que, se Ele é a Luz, nem mesmo as bobagens deixam de ser expostas.

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  • @murilopruner

    É isso aí MAC. Quem nunca passou por uma situação dessas heim? Já arrisquei meu emprego algumas vezes, quando me neguei obedecer ao "diz que não tô"…
    Aproveitando, fiz um cartoon lá no MassaCrente sobre o assunto. Confere lá: http://www.massacrente.com.br/?p=139

  • MAC

    Fala grande Murilo 🙂

    Pois é, bom testemunho também tem que ser dado naquilo que é corriqueiro.
    O teu cartoon é praticamente a imagem do meu texto, hehe. Cara, ficou muito bom mesmo.

    Abração!