Lado a Lado #003 – Indumentária

 

As mudanças constantes no mundo e os diferentes grupos culturais que se formam nos fazem refletir sobre quem somos e qual nossa identidade. Mas a nossa identidade e nossa essência seriam algo que pode ser tirado, mudado ou trocado – como uma peça de roupa?

Frequentemente os cristãos se veem em meio a conversas sobre indumentária, roupas e acessórios; e termos como efeminada, gospel e decência sempre aparecem.

Proteção, pudor, demonstração de sensualidade, adorno, diferenciação simbólica, filiação social ou individualização: quais são os reais motivos pelos quais nos vestimos?

Compreendendo o conceito indumentária e a comunicação transmitida através do vestir, a importância da roupas em diferentes grupos culturais e como o surgimento da moda, com a Revolução Industrial, influenciou o mundo e a cristandade. Andrea Menezes, Gabriellen CarmoSilvana Silva e Tatinha Vidal conversam sobre esse curioso tema, visando desmistificar boatos e trazer informações verdadeiras através de embasamentos histórico, teórico e técnico, a fim de que a Saúde da Igreja seja preservada e mantida.

 


Vitrine: Giancarlo Marx
Participação especial: Gabi Meirelles
Edição: Rogério Moreira Jr

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Referências

Sites

  • Santa Costura de Todos os Santos (site, instagram)
  • Moda Church – Performances e produções estéticas do vestir feminino em igrejas evangélicas cariocas (artigo em pdf)
  • Qual é o dress code ? Moral e juízo estético no vestir feminino evangélico (artigo em pdf)

Artigos

  • BARTHES, Roland. Imagem e Moda. Trad. Ivone Benedetti. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
  •  STEFANI, Patrícia da Silva. Moda e Comunicação: a indumentária como forma de expressão. Juiz de Fora: UFJF, FACOM, 2. sem. 2005, 90 fl. mimeo. Projeto Experimental do Curso de Comunicação Social.
  •  SANTO, Agostinho. Sobre a doutrina cristã. Liv 11, Cap 1.
  •  JONES, Sue Jenkyn. Fashion Design: O Manual do Estilista. COSAC & NAIFY.
  •  EPITETO, Entretiens. In: Les stoïciens. Paris, Gallimard/Pléiade, 1962.
  •  SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de Linguística Geral. Payot.
  •  POLLINI, Denise. Breve história da moda. Editora Claridade, São Paulo, 2007.
  •  COX, Barbara. et al. Última moda: uma história ilustrada do belo e do bizarro. Publifolha. São Paulo, 2013.
  •  ANAWALT, Patrucia Rieff. A história mundial da roupa. Editora Senac São Paulo. São Paulo, 2011.
  •  CEZAR, Marina Seibert. A estética como comprovação da devoção. Revista Dobras. Estação das Letras e Cores. São Paulo.
  •  ALVES, Rita de Cássia Gonçalo. Moda Church – Performances e produções estéticas do vestir feminino em igrejas evangélicas cariocas. Mosaico – Volume 7 – Número 11. Rio de Janeiro, 2016.
  •  ALVES, Rita de Cássia Gonçalo. Qual é o dress code ? Moral e juízo estético no vestir feminino evangélico. Rio de Janeiro, 2016.
  •  FOGG, Marnie. Tudo sobre moda. Sextante. Rio de Janeiro, 2013.
  •  ANAWALT, Patricia Rieff. A história mundial da roupa. Editora Senac. São Paulo, 2011.
  •  LEVENTON, Melissa. História Ilustrada do vestuário: um estudo da indumentária, do Egito antigo ao final do século XIX, com ilustrações dos mestres Auguste Racinet e Friedrich Hottenroth. Publifolha. São Paulo, 2009.

Categorias: Lado a Lado,Podcast

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  • Lourival Gonçalves

    Ficaria feliz em não sermos “marcados” ,kk, pelas roupas,nem pelos trejeitos ou timbre de voz,na verdade deveríamos ser uma Geração do reino e optarmos pelas características do Reino,tipo: Não odiar o seu irmão.Mas só foi um coments sem ainda ter ouvido.kk.baixando.

    • Rogério Moreira Júnior

      eita, volta ai e diz o que achou depois de ouvir! Abraços mano!

      • Lourival Gonçalves

        As roupa não tem um fim em si mesma e não serve de termômetro de espiritualidade.Pra mim é escamotear, muito vezes, um vida que não comunga com a palavra.Por exemplo,sou da AD e pareço causar estranheza pelo uso de barba. O uso e costumes,que são necessários e não sou contra, acabam virando motivo de pecado.Se o uso de tal costume me torna religioso o bastante para me prender um vida que não excede a dos fariseus ele se torna descartável. Agora,constranger o irmão pelo uso da barba não se trata de um irmão néscio,mas sim legalista. Assim como uso de bermuda e tal. Já levei indiretas pelo o uso.O produzir fruto dignos de arrependimento difere totalmente do conceito de santidade imposto e ensinado por muitos.

        .A própria gravata,como representação de espiritualidade”,se tornou uma coleira religiosa.Existe hoje um certo abuso religioso que coloca o cristão como culpado pelo não uso daquilo que deveria ser bons costumes.Sim,estar em um contexto existe a necessidade obedecer suas práticas,mas cá entre nós,a palavra sobrepõe a tudo isso.

        Ser inconveniente ao não uso de certos costumes te coloca no banco do réus,ao ponto de considerado culpado.Não entendo como em um contexto cristão u uso de tal indumentária é pecado e no outro não. Como posso afirmar isso.E meu irmão da outra denominação? Ele irá para o inferno? Muitos pensam assim,fora daquilo que a bíblia realmente nos ensina.

        Muitos confundem Doutrina e costumes. Veja que John Stott diz em seu livro Cristianismo Equilibrado:

        “Quando resistimos a mudanças- sejam elas na igreja ou na sociedade devemos perguntar-nos se são na realidade, as Escrituras que estamos defendendo (como é nosso costume insistir ardorosamente) ou, se ao contrário, é alguma tradição apreciada pelos anciãos eclesiásticos ou de nossa heranças cultural. Isto não quer dizer que todas as tradições, simplesmente por serem tradicionais, devam a qualquer custo ser lançadas fora. Iconoclasmo sem crítica é tão estúpido quanto conservantismo sem crítica, e é algumas vezes mais perigoso. O que estou enfatizando é que nenhuma tradição pode ser investida com uma espécie de imunidade diplomática à examinação. Nenhum privilégio especial pode ser-lhe reivindicado.
        Enfim,parabéns pelo podcast meninas.

  • Pâmella Mattos

    Oi meninas! Amo o Lado a Lado. Parabéns pelo podcast. Sobre a relação entre roupa e e moral citada em 01:12, na minha opinião é interessante pensar no que Paulo fala em I Cor. 8:6-13 até I Cor 9 que é bem radical. É uma análise interessante sobre você poder fazer ou usar, mas subjugar sua vontade por amor ao outro e à Deus. Você sabe que ao usar a camiseta com estampa de caveira não influencia sua vida espiritual em nada, mas o irmãozinho fulano vai se escandalizar, então não use por amor a ele. Vejo que isso se aplica a bebidas alcoólicas, tatuagens e outras questões. Não é a relação entre nós e a roupa, mas na relação dos “fracos na fé” com a imagem que estamos passando. É o que compreendo do que Paulo quer dizer nestas passagens. Claro que a roupa não deixa ninguém mais santo, mas ela pode ser instrumento de escândalo, com certeza.

    • Rogério Moreira Júnior

      Poisé, esse texto serve pra tantas coisas, né… As vezes em nome da liberdade nós podemos simplesmente ferir os outros.

  • Priscila Bulbarelli Ferreira

    Esperava uma conversa bem diferente, parabéns meninas! Só acho que todo cuidado é pouco ao entrarmos no assunto “Cuidado para não fazer o homem pecar”, é muito comum esse discurso, mas sempre esquecemos que o homem pode fazer a mulher pecar também seja na vestimenta ou no modo de se comportar.

    • Rogério Moreira Júnior

      Claro, pode sim – até como a Silvana falou no programa, das roupas que alguns podem usar pra tentar seduzir as meninas – ou nem as roupas, mas o jeito de falar, de abraçar… E infelizmente tem alguns que podem fazer isso mais pelo prazer de ver uma mulher se apaixonando do que por um desejo sincero de cortejar.

  • Bruno Fonseca

    Olá meninas. Tenho que ser sincero e dizer que baixei o episódio mais por gostar de vocês do que por me interessar pelo tema em si. Achei que não ia gostar muito, entretanto, ouvi hoje e achei o máximo. Informações muito interessantes e importantes. Bacana pra levantar alguns pontos importantes no debate sobre o modo de vestir do cristão! Em resumo, o pod foi uma grata surpresa. Isso fora a qualidade de vocês como apresentadoras, que vem aumentando bastante em pouco tempo.

    Um abraço!

    • Rogério Moreira Júnior

      Poisé Bruno, as gurias arrebentaram mesmo. Abraços!

  • Ótimo episódio gurias! Sem palavras, muitas reflexões ouvindo esse podcast.

    Abraço
    EddieTheDrummer (PADD)

    • Rogério Moreira Júnior

      Valeu por ter aparecido ai, mano!

  • Rafael Paiva da Silva

    Como estamos na era dos extremistas (coxinhas e mortadelas por exemplo) a roupa também segue esse destino nas igrejas, ou se permite tudo, afinal não podemos ser preconceituosos e cada um veste o que bem entende, ou se proíbe tudo e toda novidade ou algo que está na moda é “do diabo”.
    http://istoe.com.br/388812_PADRE+FAZ+DESENHO+EM+IGREJA+BANINDO+ROUPAS+INDECENTES+/

  • THIAGO MENILLO

    Sempre volto nesse Lado a Lado só para ouvir a Ana Paula falando das vestes proféticas… hilário, rio muito, mas por dentro.