Contraponto 019 – Desvendando Animações

 

Quem não gosta de animações? Cada um tem seu desenho animado favorito, uma animação pra chamar de sua e, por isso, encontramos um motivo para falar sobre elas neste episódio. Neste programa, um time animado procura encontrar os motivos para amarmos esse tipo de gênero e ainda, especular sobre doutrinações e ideologias nestas produções. Obviamente, desvendar o que está pro trás das animações leva em conta uma série de elementos como contexto de produção, viés ideológico, entre outros. Por isso, convidamos você para embarcar nesse bate-papo. De Walt Disney à Studio Ghibli, de Shrek à Zootopia, das animações para TV aos longas no cinema, como essa linguagem – dentro da cultura pop – serve a todos os públicos?

Abner Melanias convida Erlan Tostes (Mundo Afora), Rodrigo Chaves (Salada Cult) e Marcelo Nakasse  para uma conversa sobre animações.

CLUBE DO CONTRA: https://goo.gl/erwUEl

Arte por Marcelo Nakasse

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Categorias: Contraponto,Podcast

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  • Rafael Paiva da Silva

    Vocês comentaram que existem pessoas (geralmente os mais velhos) que acreditam que os desenhos politicamente incorretos de antigamente não “faziam mal” para as crianças, mas existe também uma galera que acredita que os desenhos de hoje “bestializam” as crianças, deixam elas idiotas e ingênuas, pois os desenhos não ensinam a realidade, é tudo muito bonitinho e sem maldade, aí dizem que não preparam as crianças para enfrentarem as dificuldades da vida. Eu confesso que fico com esse medo, pois minha filha acabou de fazer um aninho de idade, e ela ama Pepa Pig, mas eu já ouvi dizerem que esse tipo de desenho deixa a criança meio abobada. O que vocês acham dessas críticas?

    • Rafael, tudo bom?
      Quando dizem que os desenhos atuais não preparam as crianças para enfrentarem as dificuldades da vida, eu só posso concordar.
      Nem os atuais, nem os antigos, nem desenho algum vai preparar as crianças para as dificuldades futuras. Esse papel de pavimentar o caminho no qual a criança andará e estruturação psicológica é do familiar responsável pela criança e não de um desenho animado.

      Eu como pai, não compreendo que um desenho animado ou uma animação
      voltada para o público infantil deve ter a função primordial de educar
      uma criança. Sua função é o entretenimento.

      Pernalonga, Patolino, Pica-Pau, Popeye, Dick Vigarista, Pepe Legal, Gato de Botas, Roger Rabbit, Castelo Rá-tim-bum e cia me entretiveram há décadas atrás.
      Hoje quem entretém a minha filha é a Luna, a Ladybug, o Blaze, o Alvin, DPA, Esquadrão Bizarro e a Matilde de Porto Papel (que eu amo).

      Quem me preparou para a vida não foi a filosofia de vida do Goku e nem a obstinação do Bucky. Foram os valores que meu pai e minha mãe imbuíram em mim.

      Um abraço e obrigado pelo comentário!

  • Cara… estou sem palavras!

    as animações fizeram parte da minha vida, assisti desde Turma da Mônica até DBZ e nesse meio, passando por desenhos da Disney, de super heróis, desenhos com apenas uma mensagem moral> Mas também grandes animações como Rei Leão (<3) e afins… Ainda hoje passam, volte e meia me pego assistindo um episódio de Regular Show ou Adventure Time (sim, eu assisto!) ou sempre que posso, revisito um filme da Pixar e cada vez é uma sensação diferente.
    Quantas vezes já assisti Divertidamente só pra tem aquele monte de emoções que o filme traz?

    Parabéns pelo episódio Ab… sensacional!!!!

  • Indo no embalo de indicações, quem ainda não viu, veja Ghost In The Shell (1995), com roteiro da lenda Masamune Shirow e direção de Mamoru Oshii. Em tempos onde adaptações são arrasadas por quarteirões (ao invés do contrário), vale muito a pena ver o anime.

    https://www.youtube.com/watch?v=K6w99jcxYAw

    • O anime é fantástico!

      • Ildeones Costa

        Assisti tudo de Ghost in the Shell…dizem as más línguas que Matrix tem um pé em Ghost in the shell.

  • Giancarlo Marx

    Senhores, excelente Contraponto. Só fiquei me coçando em dois momentos. Primeiro quando vcs trataram da hegemonia da Disney e apontaram a Dreamworks como a primeira “desafiante” da gigante. Me lembrei na hora de uma história que conheci através de um programa que passava de madrugada no Discovery Kids chamado Splat!, no final da década de 90.

    É a história de Max Fleischer, criador da Betty Boop, Gato Felix, Popeye, entre outros. O cara era o grande nome da animação depois do Walt Disney. Tinha como principal diferencial o apelo ao surreal. “Se algo pode ser filmado com atores, não tenho por que fazer um desenho animado”, dizia ele.

    Quando a Disney lançou seu primeiro longa, A Branca de Neve, o Fleischer não quis deixar por menos. Empenhou todos os seus recursos em uma animação longa: As Aventuras de Guliver. Acontece que o lançamento coincidiu com a grande depressão, e o cara quebrou.

    Hoje parece que o neto dele cuida dos direitos dos personagens que sobraram (alguns eles simplesmente venderam).

    O segundo momento que eu me cocei foi quando vcs falaram das produtoras atuais e se esqueceram da BlueSky, que produz as franquias A Era do Gelo e Rio.

    Mas vocês lembraram de todo o resto (que eu sequer sabia que existia) e fizeram um programa memorável de um tema que eu aprecio muito. Então estão mais do que de parabéns!

    • Valeu @giancarlo_marx:disqus
      Faltou falar sobre tanta, tanta coisa que só uma continuação pra dar conta.rs

  • Ronaldo Lana

    Sabe aquele episódio que a gente fica com vontade de quero mais? Então, rs… esse terminou muito cedo! Podia rolar um parte II, né?

    Só queria comentar de duas animações/desenhos que lembrei durante o episódio e que marcaram minha infância, além de todas as outras citadas no cast e nos comentários aqui: A História sem Fim e o Em Busca do Vale Encantado. Ambos me marcaram demais… e acho que foi no “Em Busca” que tive meus primeiros contatos diretos com a ideia de perda, tristeza, nostalgia, superação e recompensa. É isso!

    Ah, e teve uma animação que assisti faz um tempo, esta mais adulta e com um tema difícil: As Biciletas de Belleville.

    Parabéns pelo papo, caras, foi demais!

    Ps.: Erlan, o que aconteceu na casa de Libra foi tão somente uma grande demonstração de amizade, altruísmo e abnegação!

    • As Biciletas de Belleville é uma animação lindíssima.
      Obrigado @ronaldolana:disqus por essa lembrança!

  • Thiago Martins

    PERAEEEEEEEEE……

    NINGUÉM
    FALOU
    DA
    OBRA-PRIMA
    CHAMADA
    DIVERTIDAMENTE??????

    que animação incrível…

    • Há alguns entre nós @disqus_cC7GFPqpvn:disqus que “Não gosta da animação” HAUHAUHAUH
      Não quero dizer quem… rsrsrs

  • As animações sempre fizeram parte da minha vida. Como tive uma infância humilde, os desenhos eram o meu principal passatempo. Hoje como pai, percebo que as crianças têm muitas coisas para ocupar o seu tempo, e acabam não assistindo muitos desenhos animados.

    Gosto muito dos desenhos do Cartoon, em especial o Irmão do Jorel, que é feito por brasileiros. Para quem cresceu nos anos 80, essa animação faz muitas referências a época.

    Quero citar um desenho que considero muito importante para mim, que é os Simpsons. Comecei a assistir esse desenho na pré-adolescência, e foi aí que comecei a entender que desenhos não são apenas para as crianças, e que eu poderia continuar assistindo pelo resto da vida.

    Sobre o episódio do Pica Pau, li a seguinte explicação:
    Durante a guerra o exército americano orientou os cidadãos a economizar recursos, a fim de usar a riqueza nacional para abastecê-los durante o conflito. Segundo o governo: “Era um mal necessário.”

    No episódio o Pica-Pau vê uma placa na estrada com a informação “Economize gasolina e pneus! Esta viagem é mesmo necessária?”

    Então, foi dada a brecha para a crítica à atitude do governo americano. O Pica-pau muda sua expressão e diz: “Eu sou um mal necessário!”

    • UAU @disqus_WHHPvT1H6X:disqus
      Não sabia dessa explicação no caso do Pica Pau…
      Obrigado por isso…

  • THIAGO MENILLO

    Alice no País das Maravilhas é terror para crianças, perturba qualquer um