Contraponto 017 – Quando o esporte se tornou produto pop?

 

“Vamos jogar pra garantir os 3 pontos. Graças a Deus, fazendo tudo o que o professor pediu e sair com um resultado bom daqui”.
Brincadeiras à parte, o esporte – ou melhor, a industria do esporte – tem se tornado produto pop ao atingir grandes massas e passou de uma simples competição, dependendo da modalidade, para um negócio que desperta paixão, seguidores (ao invés de praticantes) e boas discussões. Pay-per-view, realities, NFL, Super Bowl, play-offs, são algumas das razões para acompanhar esse fenômeno pop e servem também para tentar o consumo do esporte.

Abner Melanias convida Matheus Soares (NoBarquinho) e Mauricio MAC Machado (BTCast) para discutirem e tentarem identificar quando o esporte se tornou produto pop.

CLUBE DO CONTRA: https://goo.gl/erwUEl

Arte por Marcelo Nakasse

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Categorias: Contraponto,Podcast

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  • Leonardo Oliveira

    Eu quero contribuir com mais fator dentro dessa equação que é o motivo da “popularização” (depois eu explico as aspas) dos esportes. Vocês abordaram pouco (ou quase nada, talvez mais no final) o cinema. Vocês colocaram a internet e as redes sociais como principal fatos, mas ao meu ver o cinema foi e é por anos a maior vitrine dos espotes de massa americanos.
    Foi o cinema que popularizou no mundo os esportes de massa americanos, vou alem, a gente gosta de Futebol Americano e Basebol por conta da Sessão da Tarde! kkkkk
    Eles nos ensinaram as regras, os nomes e o amor deles por esses esportes. A internet só fez aumentar a audiência desses, quer dizer, não é “só” porque é o que move a economia esportiva.
    Agora, porque a minha questão com o POP?
    POP pra quem? Para o Brasileiro? Para o mundo? Ou o jovem classe media antenado a internet?
    Futebol Americano e Basebol sempre foi POP paras os EUA e Europa.
    A partir da década de 90 o Volei se tornou popular no Brasil e hj no Brasil e Itália esses esportes são uns dos mais praticado também, nas escolas inclusive. Nas não é POP, por que? Por que não tem midia e hype suficiente?
    Só as lutas e iEsportes que eu vejo realmente algo que se pode dizer: “Virou POP”
    Na verdade eu to meio confuso com o conceito de POP que vocês usaram. rsrs

    Bjs

    • @leo_hard:disqus

      Interessante sua perspectiva de análise por meio do cinema. Realmente, devo concordar contigo, não houve um debruçar dos convidados e tb minha como host em fazer essa abordagem. A intenção era observar por outros pontos de vista.
      Então… obrigado por acrescentar esse olhar.

      Bem, o que nomeio de “produto pop”, tanto no título quanto na discussão, tem a ver diretamente com uma reordenação em larga escala do sistema cultural: as demandas muitas vezes vem de regiões até então à margem desse sistema e que agora, passam a protagonizar “regras culturais”, antes locais, hoje globais. E isso não é aculturação e sim, uma nova linguagem.
      Produto porque é mediado pela industria cultural. Pop porque acessa públicos em larga escala, pelo motivo motriz do consumo: quanto maior a massa, maior circulação do meu produto.

      Nesse sentido:

      POP pra quem?
      Já tratamos disso nos contrapontos, ainda que não de forma total, mas entendo a cultura pop – como discuto no meu ensaio “O profano e o sagrado na cultura pop” – como aquele que é capaz de estabelecer novos códigos e signos que provocam um comportamento para além da cultura local, territorial. Respondendo a pergunta, o POP é pra quem consome o pop. Pode ser um nicho específico no Brasil, no Zimbabuê ou no Brooklin.
      Mas há que se pensar que o pop é específico e também global.
      Neste podcast, específico, nichado.

      Para o Brasileiro?
      Como disse, não necessariamente o brasileiro que assisti a um filme sobre baseball fará desse esporte sua prática diária. Ou seja, quando uma série ou filme (produtos pop) fazem uso desse motivo o que se quer não é gerar uma massa que pratique basquete e, sim, que as linhas gerais da cultura americana avance para além de seu território e se torne linguagem comum à um estadunidense e um brasileiro no campo da comunicação. Neste caso, midiática.

      Para o mundo?
      Sim e não. Sim, pois é possível não absorver as regras de um esporte e ainda assim entender uma competição dentro de um filme. Isso porque o que comunica não é a regra do esporte e sim o “torcer pelo time” ou “torcer pelo protagonista/time”.

      Ou o jovem classe media antenado a internet?
      Sim e não. Novamente, o produto pop é, ao mesmo tempo, específico e global: Anitta e Beyonce. No caso da primeira é cultura pop brasileira, local, não-global. Já a segunda, avança fronteiras e, é, local e global ao mesmo tempo.
      Ambos os casos são produtos consumidos por uma massa.

      O que vc identificou me deixa muito feliz: vc identificou que faltou um recorte necessário ou até mesmo as explicações que fiz acima para melhor orientar o ouvinte.
      Por isso, espero que tenha respondido suas questões e obrigado por continuar a conversa iniciada no podcast fazendo com que eu altere, de alguma forma, a comunicação que estabeleço com os ouvintes.

      VALEU!

  • Mano (Natanael)

    Fala galera.. Muito bacana o podcast.
    Bom, sou muito de assistir esportes, único motivo de ter TV por assinatura também (e com um pacote muito antigo que me dá todos os canais de esporte em HD.. hahaa..). Lembro de assistir as Olimpíadas de Sydney na madrugada, na TV aberta, o que tivesse passando valia.
    Acompanho esportes americanos, não tão de perto. Comecei com NBA, na REDETV ainda, se não me engano, sábado a noite. NFL seria o segundo que acompanho, gosto bastante também. Mas vai tudo, NHL, Beiseball é que não me vai muito, não entendi completamente ainda, é taco? haha.
    Mas futebol é o que mais consumo, acompanha mesmo, Espanhol, Premiere League, Italiano, Champions, Europa liga.(Inclusive, no momento que comento, está quase começando Real X Barça)
    Ainda sobre futebol, confirmo o que o Mac falou, sendo de Joinville também, torço para o São Paulo, por influência de primo, e pelos mundiais de 92 e 93, quando estava na fase decisiva para escolha de times. Mas, torço para JEC também, por ser da cidade.
    Agora, algo que vocês comentaram pouco, o papel dos narradores/comentaristas das transmissões. Mac falou dos narradores/comentaristas de Futebol americano da ESPN, que de fato são muito bons. E, que, junto com as redes sociais, contribuem muito para tornar esses esportes o que são. Particularmente sou FÃ DE ESPORTES, prefiro a ESPN em tudo. Gosto do estilo de narração e comentários. Tem também o Alê Oliveira, e o BBDebate, que com pegada na comédia, são um novo ponto de aproximação, eu acredito. Fazem muito bem a ponte com as redes sociais, o Youtube. Eu particularmente acho positivo, apesar de por vezes apelar, mas gosto, torna a transmissão, e o esporte, mais leve.
    Era isso.
    Abraço.
    (depois de Real e Barça vou lá comentar no episódio sobre novelas.. hahaha)

    • Obrigado, @manonatanael:disqus pelo comentário.

      Puxa vida, não conseguimos citar outros nomes no quesito narração de esportes. Valeu por ter acrescentado alguns nomes.

  • André Lopes

    Eu lembro que em 1990 a Editora Abril publicou uma revista Esporte em Ação, substituindo a Placar (que eu já colecionava desde menino pequeno). Numa revista falava sobre o Superbowl daquele ano entre NY Giants e Buffalo Bills. Foi muito interessante, mas depois não passou mais na TV, saiu do “hype”. Agora que voltou estou acompanhando e a verdade é que é muito emocionante. Basquete e Basebol é muito chato! fico mais no futebol moleque. Legal o episódio!

  • Thiago Daileon

    Bom estou um pouco atrasado com o podcast mas vou tentar dar minha contribuição. O fato que muito dos esportes “americanos” chegou ao Brasil primeiramente com obras cinematográficas e isso auxiliou e muito nessa dita popularização é inegável, além do fato de termos uma limitação no incentivo e divulgação de outras modalidades no nosso país, sendo inundados quase que exclusivamente por fultebol, como se 100% da população só tivesse interesse por essa modalidade. Mas nas gerações atuais temos um outro fator ao qual acredito que nenhum participante do cast tenha essa vivência, que são de algumas animações (mais precisamente japonesas) que tem como tema esportes não tão populares no Brasil como o próprio Futebol Americano, Baseball, Basquete, entre outros. E que fizeram muito sucesso entre o publico consumidor dessas mídias. Sobre E-Sports serem esporte ou não, bom a definição de esporte (de uma forma bem crua) é toda pratica competitiva organizada com regras definidas que tem uma federação regulamentadora estabelecida.Se os E-Sports tem tais características…. sim são esportes, por mais que muitos não se agradem da ideia. Sobre a transmissão e ao fato de assistir tais competições, seja de LoL, CS, SFV etc. Assim como muitos outras modalidades…agrada assisti-las que tem interesse pelo esporte…assim como muitos não suportam ver uma partida de Tennis ou uma corrida de Formula 1 mas ainda sim é de muito interesse de outra parcela do publico, seja de praticantes ou de aficionados pela modalidade. Senti falta da participação de um Educador Físico. Acredito que poderia ter dado um complemento de informação no episódio. Ótimo Podcast. Continuem assim.

  • Não acompanho mais esportes. Perdi o interesse de acompanhar. Não que não goste, ainda gosto de futebol, tenho um time para torcer, acho sensacional assistir uma partida de vôlei ao vivo em um ginásio lotado, ter a emoção de torcer para outros esportes, mas perdi o interesse de acompanhar. O que mais tenho acompanhado (mesmo que bem pouco) são os campeonatos de CS: GO (E-Sports), tentando dar uma força pra comunidade, visto que os brasileiros se destacam. Mas mesmo assim, não sou aquele que para tudo nos horários dos jogos para acompanhar. Só se estou livre 🙂
    Acho que não sou POP.

    Abraço
    EddieTheDrummer (PADD)