Contraponto 001 – Violência: a cultura pop sangra

 

1, 2, 3… Começou!!!

Abner Melanias convida Bibo, Cacau Marques (No Barquinho e Juntos em 1) e Nito Xavier (Pupilas em Brasa) para discutirem se existe muita violência na cultura pop. Analisando pontos da estética da violência à questão espiritual/moral , o Contraponto apresenta elementos para construir uma visão crítica sobre os filmes e séries que consumimos. O episódio conta ainda com uma entrevista com PH Santos (Iradex e Vlog do PH) para acrescentar ao papo outros ângulos.

Indicações
Laranja Mecânica – livro e filme
Pupilas em Brasa sobre Laranja Mecânica: podcast
Bastardos Inglórios – filme
A noite dos mortos vivos – Romero
Old Boy – filme
Eu vi o diabo – filme
Onde os fracos não têm vez – filme
Fargo – série

Assine o feed do novo podcast da família Bibotalk, clique aqui!


Categorias: Contraponto,Podcast

Tags: ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,

  • Lourival Gonçalves

    Dizem que “Grandes” histórias foram “escritas” com sangue,mas ouvir um podcast sobre o tema é outra coisa,ainda mais aqui que rola hemorragia nasal direto.kkk.Baixando.

    • Depois volte pra me contar o que vc achou, sentiu ou sangrou HAUHAUHAUH
      @lourivalgonalves:disqus

  • É, virei fã mesmo do Contraponto hehehe tem futuro.

    Sobre a palavra Violência, mesmo tendo hoje uma gama maior de significados e aplicações, talvez a origem faça pensar sobre. Vem de “violare” (violar, desonrar, ultraje). Aparentemente há um conceito de atravessar alguma linha divisora e protetora entre o ambiente e o outro. Como que rompendo mesmo o outro. “ultraje” já tem isso de “ultra” “além” “do outro lado” e “desonrar” cita uma honra retirada, algo próprio do outro que foi retirado sem permissão.

    [Alerta de textão, alerta de textão! As últimas linhas resumem tudo. Obrigado.]

    Me fez pensar que talvez ao ver a violação do outro se repetindo muitas vezes, caleje na maioria, assim quando se percebe que uma lei foi quebrada muitas vezes e já não se tem espanto por isso, mesmo o resultado opressor sendo o mesmo.

    Por outro lado há o fato de que com muita experiência em algo, a tendência é o tédio. Se bater e ver sangrar foi excitante para um guerreiro, depois de algumas guerras talvez seja tão comum que ou ele começa a desejar outras experiências ou busca naquela um nível mais intenso, mais sangue.

    E dai é só escolher qual insensibilidade ao vermos violarem o outro: indiferença seja por não ser eu seja por ser falso; prazer seja por querer ver mais, curiosidade ou até mesmo merecimento numa vingança; inação por ser algo inevitável ou comum; utilitarismo ao ter a violência como padrão ou ferramenta de ganho pessoal (busca por autoridade por exemplo); ou até mesmo para mantar sua “identidade” e visão de mundo como certo atos que assistimos de autoridades policias nos últimos anos.

    Agora um Contraponto: Entendo que é chato ouvir o “mais como Cristo sofreu…coitado” se limitando ao sofrimento físico. Mas quanto ao filme o Paixão de Cristo vou defendê-lo no ponto do uso da violência dele pelo seguinte motivo: Não há como filmar a experiência espiritual de inferno que Jesus Cristo passou no nosso lugar sem fazer alguma ligação com sua morte física. A própria bíblia usa termos como “moído pelas nossas iniquidades” para passar talvez uma imagem de um ser humano puro sendo moído como um grão em um pilão feito por nós mesmos ou algo próximo, um ser humano quebrado em pedacinhos que seja… A ideia da destruição de alguém é o centro da questão, e filmado de forma a chocar, talvez só a morte e humilhação pública chegariam próximos da mensagem de forma rápida e universal. Afinal a dor é universal.

    De certa forma ajudou a “sujar no bom sentido” um romantismo sobre a crucificação. Se usássemos cadeiras elétricas desenhadas nos altares talvez teríamos mais a noção de qual dura era a ideia de morte que fomos salvos (claro a morte física sendo uma figura para remeter a morte espiritual, e acadeira sendo aos pouco vista como simbolo da salvação). A parte mais interessante pra mim foi o final mesmo. E outra, quanto maior a chuva de meteoros na cabeça maior é o impacto de ver o herói se levantar dos escombros. As vezes dizer que Cristo ressuscitou podia soar para alguns como “voltou a bater o coração depois de parar por um tempo”. A figura da morte sangrenta faz lembrar do absurdo que é romper não só a morte como a destruição. Faz lembrar que a destruição espiritual é pesada. Por este peso, acho interessante a violência no filme como elemento para o discurso dele, mas não como registro de uma tortura ou algo do tipo que traga pena e dó.

    Resumindo, pra mim violência é violar mesmo, estamos insensíveis à ela, precisamos voltar a ter noção dela sermos mais humanos, usaria em filmes sim caso tenha sentido pra mim e Paixão de Cristo foi mais o uso de figura de linguagem pra reflexão do que para gerar dó por alguém ferido.

    • Obrigado por esta contribuição @riba_n:disqus
      Esse acréscimo é pertinente e altamente enriquecedor.
      E valeu pelo elogio inicial.

  • Raidara Gomes

    Já estreou sendo sensacional, parabéns!

    Pra mim, o que nos deixa apáticos são os “programas policiais”, por vezes, até o telejornal. Acredito que (pelo menos a maioria das pessoas) ainda temos o senso do que é ficção e o que é realidade. E ser bombardeado de informações reais, apenas sobre violência, deixa uns apáticos e outros apavorados.

    Aguardando o próximo! :p

    • Sim @raidaragomes:disqus vc pontuou bem: ainda temos a sensibilidade de identificar o que é ficção e o que é realidade!

      Obrigado pela contribuição! =D

  • Rafael Farias

    ola gostei do pod escutei já duas vezes de ontem pra hoje, pois meu cérebro é meio de vagar kkkkshushsua bom, fico ansioso para o tema sobre como diria o bibo a tal da “pornificação das coisas” isso me atinge diretamente pois vejo excessos na tv, internet, video games etc. há tbm poderia rolar algo sobre essas coisas de teoria da conspiração, não estou afirmando que acredito porém, ando vendo muito piramides, olho que tudo vê e etc em vários lugares cara. se isso realmente não existe o por que de tanta exibição destas figuras relacionadas com artistas e celebridades, qual a intenção da mídia em produzir isso, seria só tiração de sarro ? talvez sim ou não. bom fico no aguarda, e mais uma vez parabéns pelo programa bem legal e relevante, espero conhecer um dia vocês todos e dar um abraço. kkk tenho escutado mais vcs que minha mãe e meu pai junto kkkk já pensaram nisso ? é loucura e responsa total nhem. falo até

    • MeOW DEUS!!!! @disqus_zxL4Nje9zZ:disqus Isso é muita responsabilidade, hehehehe, ser ouvido mais que pai e mãe, heehhe

      Cara, obrigado por esse comment. Isso é essencial para vermos como está o trabalho nesse início. E… será um prazer conhecer vc tb um dia! Até lá! =D

  • Lucio Santos Carvalho

    Muito bacana esta nova programação. Se permitem dar uma dica seria legal se em um programa você falassem sobre o anseio pela Justiça e a demonstração de tal anseio em series e filme. Uma serie que gosto muito e vjo um pouco disso é Gotham . Novamente obrigado pelo podcast e que venha muito outros. Um abraço!

    • Valeu @luciosantoscarvalho:disqus
      Obrigado pela dica. Já coloquei aqui na lista que está grande pra caramba!!! hehehehe

      Tentei ver Gotham e não consegui continuar… =(
      Mas isso não impede que discutamos!

  • Alexandre Ferreira Santos

    Show de bola. Esse assunto dá pano pra manga. A violência nos fascina, é expressão de poder. Além do que foi discutido podemos lembrar dos esportes, não só das lutas, mas da rivalidade entre torcidas, etc. A violência como entretenimento não é só estetizada mas é exercida no cotidiano. Tem também o sadomasoquismo, a violência vinculada ao prazer…

    Enfim, no meu ponto de vista, a arte, a cultura pop, se propõe revisitar as experiências humanas cotidianas por outras vias: Amor, ódio, paz, violência, etc. Se mereceu uma representação cultural é porque está na alma humana de alguma maneira. E é bom percebermos com o que nos identificamos.

    Lembro de quando assisti ‘Assassinos por Natureza’, era moleque, como fiquei agitado, tive a oportunidade ali, pela primeira vez, de refletir sobre a violência em mim. Esse é um passo importante que cada um deve dar por si: Porquê estou me sentindo melhor ao dar uns tiros no Call of Duty? Porque me sinto mal com as cenas de Jogos Mortais (eu me sinto. rs)? Como o PH disse: O que a gente faz com isso é o que importa, no fim.

    • Acredito que vc @alexandreferreirasantos:disqus tenha tocado num ponto importante: ao revisitar “as experiências humanas cotidianas” a representação da violência atinge cores ainda mais fortes, apenas pq é um espelho do que está na alma humana??? Opa… já temos um outro ângulo aí pra discussão. Só por isso, obrigado!!!!!

  • Muito bom o formato do podcast, parabéns.
    Quanto ao assunto, eu estou aqui pensando sobre, desde que terminei de ouvir o programa.

    A violência faz parte da vivência humana em sociedade e Caim já nos mostra isso bem claramente. Anos depois, seu neto Lameque o honra com violência dobrada.

    Em primeiro lugar, eu enquanto pai, me preocupo ao ver a violência ser um objeto de vislumbre para nossos jovens.

    Vejo o Tarantino , por exemplo, dizendo que país descolados deveriam levar seus filhos para ver Kill Bill e, quando questionado sobre o porquê de abordar a violência com tanta frequência em seus filmes, ele simplesmente responde:
    -Because it’s fun!

    Enu entendo a experiência audiovisual como sendo formada por pelo menos 3 camadas, listadas abaixo da mais básica para a mais complexa:

    1. Recursos
    2. Enredo
    3. Mensagem

    Os recursos são os elementos utilizados para criar a experiência audiovisual.
    Podemos dividi-los entre recursos materiais, humanos e imateriais (Câmera, microfone, iluminação, atores, produtores, diretor, trilha sonora, relacionamentos, humor, etc)
    O enredo é a história que é contada. Pode ser feito de várias maneiras e através de diversos gêneros.
    Agora a mensagem vai além daquilo que o diretor concebe. Ela na verdade é aquilo que o espectador absorve do produto publicado.

    Meu ponto é: A violência audiovisual apenas legitima-se quando é utilizada como recurso.
    Ela choca, mas é necessária, pois afeta diretamente a mensagem através do enredo.

    Exemplifico no modo contrário: Funny Games, do Michael Hanneke, é um caso claro de película cuja menagem é sádica e não só gira em torno da violência, como a idolatra.
    (Mea culpa: acho esse filme sensacional, tantono original, quanto o remake, mas não recomendo pra ninguém).
    Deadpool tem sido aclamado como um.filme sem amarras, que do de si, dos filmes de sua categoria e da classificação etária, entretanto, muito do que o filme apresenta é desnecessário. Não há necessidade nem do enredo, nem do personagem (que faz determinadas coisas que nem o Garth Ennis imagiaria).

    Tendemos a encarar a violência como algo natural, afinal, olhamos para nosso passado e encontramos em abundância métodos hediondos de entretenimento (Coliseu?).
    Tarantino trata a violência como diversão porque de fato ela o é. Mas não deveria ser.
    Ela fascina, como diria Renato Russo, mas justamente porque nossas vidas são tão normais.
    Quando eu me deparo com obras literárias, ou audiovisuais, que fazem uma ode à violência, despropositadament, eu me entristeço (e aqui, Laranja Mecânica, Clube da Luta, American History X e Cubo são isentas desta minha crítica)

    Um outro ponto que não foi abordado e preciso editar meu comentário, é a violência psicológica.
    No filme Educação, não há um tapa, um soco nem sangue. Contudo, a protagonista sofre uma violência coercitiva e moral que é absurda.
    E a violência do aborto presente em 4 semanas, 3 meses e 2 dias, que é tão real, quanto a cruel realidade em que vivemos?

    Como concluir um assunto tão aberto como esse? Não vejo como, pois quanto mais escrevo, mais insights me vem â mente. Sendo assim, encerro aqui. Abs.

    • Valeu @erlantostes:disqus pelo comentário!!!
      Gostaria muito de ter citado Hannekee e seu original “Funny Games” e tb o remake (dirigido por ele tb), porém, até mesmo pra mim, alguns filmes não podem ser recomendados assim sem um DISCLAIMER ENORME!!!rs

      Fiquei com vontade de gravar novamente o podcast e inserir essa questão da violência psicológica, quem sabe não voltamos à ela?

      Mais uma vez, obrigado!!!

    • Ricardo Oliveira

      Olha, Funny Games não exalta a violência, hein? O filme não é sádico, ele fala sobre sadismo e experimenta uma linguagem sobre o assunto de forma que incomoda o espectador. É a linha do Haneke em boa parte do que faz. Hoje, ele está mais suave.

  • Ricardo Carvalho

    Centopeia Humana 1 e 2 é um filme
    interessante para ser observado. O segundo filme teve como objetivo o exagero
    da violência, talvez o roteirista pensou “se o primeiro filme choca com 3
    pessoas, imagina com 20? ”, porém, não acontece conforme esperado. O primeiro
    filme é muito mais chocante, talvez porque nos sentimos muito mais próximo da
    história de três pessoas e mais longe da história de 20 e também pelo primeiro
    filme ter uma pegada mais realista. Uma coisa é certa, o exagero da violência
    pode não chocar, talvez um filme com 95% das cenas dramáticas (sem violência) e
    com uma cena final com uma violência extrema, choque muito mais.

    • MEOW DEUS @Ricardo_cs91:disqus
      Centopeia Humana não deu pra mim! AHGUHAUHAUHAUHAUHAUHAU

      No mais, concordo contigo: um drama, sem violência explícita, evoca ainda mais sentimentos do espectador do que o sangue na cara.

  • Ricardo Oliveira

    Excelente podcast, mr. Abner. Parabéns pelo tratamento do assunto e pelo debate. Acho que cabia mais sobre games aí, mas quem sabe numa parte 2 sobre o assunto?

    Só queria deixar aqui meu porém quanto à visão que foi dada 2x sobre Tropa de Elite na conversa. Não sei se foi por falta de tempo de explicar, mas eu acho complicadíssimo que se pense que o filme exalta a visão de tortura que ele apresenta. Basta lembrar das cenas de Wagner Moura em casa explodindo de raiva com a própria mulher ou com crise de estresse e tendo de ir ao psicólogo; ou mesmo percebendo (o que fica mais evidente no 2o filme) que existe uma amostra de contexto violento onde tudo acontece: na gênese da formação de um policial do Bope até o que acontece no morro.

    Se houve quem tivesse a visão a favor da tortura ao ver o filme na época, só prova o próprio ponto do filme: tem algo muito errado em como estamos tentando resolver o problema da violência e das drogas no Brasil.

    • Faz todo sentido seu ponto sobre Tropa de Elite, mas para a grande massa que viu o filme projetou no Nascimento um herói urbano, mesmo o filme tentando mostrar as crises da vida dele. Conheço muitas pessoas que adoraram o primeiro e odiaram o segundo, devido sua profundidade ideológica.
      Mas seu comentário esta muito coerente.

    • hmmmmm… acho que talvez seja isso: uma falta de tempo/edição para tratar melhor “Tropa de Elite”. Meu ponto – que deixei claro – é que, de forma geral, houve uma exaltação da figura do Nascimento à um patamar de heroi brasileiro (por parte da massa que o consumiu e reproduziu o “faca na caveira”). E isso contradiz a intenção do seu realizador (Padilha).

      Sua análise @disqus_sAJNC4mh9F:disqus é certeira!!! Obrigado!

  • Cecília

    Parabéns, muito bom!
    A violência está por toda parte, mas quando se trata de entretenimento, podemos escolher se queremos ou não contemplá-la.E não acho q filmes, games, desenhos e séries possam instigar a violência nas pessoas.

    Quanto ao tipo de violência, ainda prefiro o terror psicológico a uma mar de sangue. American Horror Story, por exemplo, não consigo ver as aberturas, pulo todas!!

    Beijo e sucesso!

    • @disqus_gOVfR5cCzi:disqus esse tipo de violência (a psicológica) muito me atrai. No sentido de pesquisa, mesmo! HAUHAUHAUHA

      E eu te confesso: não tenho estômago pra algumas coisas tb. Faço como vc: PULO!!!

  • Esdras Martins

    Muito bom!!

    É um contraponto e tanto esse que fora abordado! Hehe realmente, essa violência que assistimos pode ser tanto boa quanto ruim, tudo dependerá da pessoa que recebe.
    Eu ainda acho pior os programas de TV, eles mostram a violência que ocorreu em tal local e muitos desses programas (que acho que são os piores) não mostram o sangue ou coisa desse tipo, mas mostram em detalhes o que ocorreu. O que para mim, isso só dá a chance para aqueles que gostam de fazer algo errado para saberem como fazer ou então até melhorarem isso, afinal toda análise do crime de como bandido fez, por qual porta invadiu, como torturou a vítima (e etc) é tudo informado em detalhes pela TV!

    Resumindo o que eu quis dizer: o que a TV faz é fazer uma análise do crime e alguns até mostram os “erros” e “acertos” do assaltante praticamente dando a chance para outros bandidos não fazerem errado e até melhorarem.

    Pelo menos isso ocorria muito, quando eu ainda via TV haha já que desisti de ver TV hoje em dia…

    Parabéns pelo contraponto e que venham muito mais!

    • Fala @esdrasmartins:disqus
      Sobre esse lance da TV: assisto meio que por tabela quando estou na minha mãe e sogra e te afirmo: tem sangue pra tudo quanto é canal!!!

  • David Cortez

    Acabei de assistir o “Onde os fracos não tem vez” vlw pela dica, sensacional final surpreendente, excelente pod.

    • Que demais vc ter assistido e gostado @disqus_9el4Fzm5en:disqus

  • André Lopes

    Abner muito bom o episódio, a reflexão e tudo mais… Eu gosto muito dos filmes do Tarantino justamente pelos diálogos como foi comentado, no meio daquela violência pastelão… Penso que a violência faz parte do ser humano, ou talvez alguma matéria prima mais fundamental que dela deriva a violência, a competitividade, a vontade de conquistar etc… Assim como me dá medo ver pessoas que explodemnem rompantes de ira, também me dá medo pessoas que nunca demonstram nenhum sentimento violento (seriam essas serial killers adormecidos?, hahahaha) Boas reflexões…

    • Valeu @disqus_3fy7gYByy6:disqus
      mano… até arrepia esse lance de pessoas que não demonstram nenhum sentimento… dá até um programa inteiro só sobre isso… hehehehehe

  • Gabriel Tuller

    Achei bacana o podcast e a forma como vcs abordaram o tema. Concordo com o Abner quando ele diz que de certa forma quando estamos assistindo alguém bater em outro entramos em catarse extirpando nossa vontade de fazer isso, mas que com as “amarras” da sociedade em que vivemos não fazemos. O Nito tocou nesse ponto também quando comentou sobre os Games e acho que talvez isso poderia ter sido explorado um pouco mais, mas nada que mude drasticamente o andar do podcast.

    No mais, acredito que os seres humanos no geral veem no universo virtual de games, filmes, hqs e livros uma maneira de colocar pra fora toda essa violência interna que não executamos na vida real. Até que ponto isso influencia? não sei, acabamos ficando tão anestesiados com a violência real que nem nos damos conta mais de separar ou tomar consciência de que aquele ser humano estirado no chão com um tiro na cabeça não volta no “outro filme”.

    Abraço!

    • ô seu lindo @gabriel_tuller:disqus
      Valeu pelo comments! Sobre explorar a fatia dos games, pensei que seria interessante um programa exclusivamente para isso… neste ficaria sem o aprofundamento necessário.

      Abração!!!

  • Ricardo Ávila

    O tema abordado foi bem destrinchado, inserindo meios de entretenimento mais consumidos como filmes, séries, jogos eletrônicos e livros. As referências citadas, por mais obvias que tenham sido (digo isso sem ofender), foram direto ao ponto. Sim, Quentin Tarantino, Stanley Kubrick, George Romero e irmãos Coen chocam as pessoas com cenas fortes e recursos técnicos que só os mestres podem fazer. E é por isso que somos fãs do que eles criam/criaram.

    Concordo que estarmos cada dia menos impressionados com as ondas de violência que ocorrem nos grandes centros. Em nenhum outro momento da história a violência foi tão divulgada e gerou tanto lucro. Isso só mostra a necessidade que os seres vivos tem em partir para as vias de fatos.

    Falando em história, a humanidade sempre foi violenta. Caim usou de violência. A Bíblia tem vários relatos de tirania e derramamento de sangue. Grandes nações foram erguidas com batalhas muitas vezes injustas. E a sociedade tinha conhecimento disso. E escolhia um lado para torcer. Nos dias atuais continua do mesmo jeito.

    As indicações foram excelentes. Acrescentaria a lista “Nascidos para Matar”. Não recomendo “Faces da Morte”.

    Parabéns a todos os participantes. Sucesso à todos!

    • Obrigado @ricardovila:disqus pela contribuição.
      Achei bem interessante que vc tocou num ponto que não exploramos completamente: a questão lucrativa desse mercado!

      Verei “Faces da Morte” …. =P

      • Ricardo Ávila

        Algumas pessoas ficam enojadas com “Faces da Morte”. Não recomendo para aqueles/aquelas que se impressionam facilmente.

        Grande abraço e sucesso!!! 🙂

  • Anderson Oliveira

    Abner e equipe
    Gostei bastante do conceito do Contraponto e fiquei animado em ouvir este primeiro episódio. No entanto, estou até agora pensando e acho que não foi bem o que eu esperava.

    Queria deixar aqui minhas impressões na intenção de contribuir. Como disse, a ideia é muito boa e acho que tem um grande potencial.

    Senti falta de uma uma reflexão de como os cristãos podem se “contrapor” a esta cultura da violência. Até que ponto isto pode ser consumido sem afetar nossa espiritualidade?

    Achei suas perguntas aos convidados fantásticas, mas as respostas não foram muito pela mesma linha. Pareceu-me em alguns momentos que os convidados não estavam bem preparados para darem respostas mais embasadas.

    Se no fim são indicados filmes super-violentos apesar de seus bons roteiros, qual é de fato o nosso “contraponto”? Que cristãos estão “liberados” para consumirem este tipo de entretenimento? Neste caso, o “mundo” tem um contraponto aos cristãos no sentido de que, na opinião de que este tipo de consumo está “ok” para eles e que não teria nada de mais estar “ok” para os cristãos?

    Por favor, não me entendam mal. Não quero dar uma de “super-santo”. Também assisto séries e filmes. Sempre tento administrar o que assisto e o que assistem os meus filhos. Mas queria comparar os meus critérios com os de outros cristãos. Por isso me atraí pela ideia do contraponto.

    Taí, este é o meu. Parabéns pela iniciativa! Já assinei o feed e tudo mais.

    • Primeiro de tudo, obrigado pelo comentário e o apontamento de algumas problemáticas @disqus_AAQmRxnb3r:disqus

      A falta que sentiu sobre uma “reflexão de como os cristãos podem se “contrapor” é proposital. O Contraponto não terá um espaço para fazer um exercício específico nesse sentido. Explico: a ideia deste podcast é ser uma análise crítica e conceitual, não uma ajuda pedagógica para um ferramental ~apenas~ cristão. É mais um meio de diálogo, um contraponto. Se tiro um espaço para, didaticamente, falar só sobre os impactos na vida cristã (1) subestimo o ouvinte cristão que fez os devidos filtros (teoria e prática) durante a conversa e (2) afasto o não cristão que não vai entender o que está acontecendo. Ah… não se trata de negar ou negociar verdades, mas de abrir o diálogo e criticar analiticamente e não de um ponto de vista cristão/evangélico.

      Quando vc fala sobre a questão de indicação dos filmes, ao final, eu realmente concordo com vc que deveríamos fazer o DISCLAIMER ainda maior. No caso, eu fiz uma introdução apontando para que o consumidor/ouvinte fizesse o dever de casa e verificasse a indicação etária dos filmes/séries, porém, poderia ter feito com maior cuidado. Obrigado pelo toque.

      E agora, fique tranquilo, mano. Não te entendi mal, não. Pelo contrário, preciso de vozes que apontem os erros, indiquem outras possíveis abordagens, enfim… ouvintes críticos, que eu que eu mais quero com o Contraponto.

      Por isso, OBRIGADO!!!! valeu!!!!

  • Rodrigo Rodrigues Malheiros

    A estética da violência no cinema é um tema recorrente. Há um filme documentário chamado ARQUITETURA DA DESTRUIÇÃO que trata da estética nazista. Qual a relação? No cinema como na vida a elaboração artística pode ser usada para camuflar a violência, por incrível que pareça, pelo fato de tratar a violência como instrumento de beleza (no que refere à arte).

    • Poxa @rodrigorodriguesmalheiros:disqus “EU PRECISO VER” esse documentário. Tá na minha lista já faz um tempo, preciso fazê-lo subir algumas casas… vc me ajudou nisso!

      VALEU!

  • Ótimo começo para o ContraPonto! 🙂
    Faz uma semana que escutei (estava viajando e só consegui vir agora comentar), mas eu curti o episódio. Um fato interessante é que, por mais que filme possam “anestesiar” nossa reação à violência, há um ponto sempre lembrando que aquilo é ficção. Porém, o que percebo que mais influencia são os programas sensacionalistas (jornais) onde a violência é mostrada sem pudor. Hoje, as pessoas tem a tendência a assistir e observar horrorizadas uma briga (com direito a pipoca) no meio da rua, ao invés de separar. Obviamente, estou generalizando…

    Abraço
    EddieTheDrummer (PADD)

    • Olhaí… temos uma ótima perspectiva: a influência de jornais sensacionalista em detrimento aos filmes, séries… ótimo mesmo!

      Sei que vc é um comentador de carteirinha @eddiethedrummer:disqus então… obrigado por isso! 😉

  • Santo Irgo

    Como advochato, teria mil comentários a fazer, MÃS acho legal fazer 1 bela observação: no direito, temos uma expressão chamada ‘recognoscibilidade social’ – para uma norma ser efetiva, não basta ela ser legislada, mas a sociedade precisa reconhecê-la como uma norma.

    Da mesma forma, as artes visuais passa pelo crivo da verossimilidade – talvez com o tempo, todos tenhamos nos tornado cada vez mais chatos e mais exigentes no que tange à verossimilhança das cenas (e até mesmo personagens) que assistimos. Um grande exemplo disso são as necessidades de se construir e elaborar personagens que evoluam no decorrer da trama; e isso também pula pro lado gráfico. Uma cena de bangue-bangue, com um pistoleiro levando um tiro e dando cambalhotas pra trás, morrendo sem sangue hoje seria vista como “trash”, pela completa desconexão com a realidade. Todos nós já vimos como é alguém levar um tiro. Como o sangue escorre de algumas veias ou jorra de algumas artérias.

    Nos tornamos macabros, de certa forma.

    • Só amigo mesmo pra dar carteirada logo na primeira frase… AHUAHUAHAU
      Ótimo acréscimo @santoirgo:disqus VALEUZAÇO!!!!

  • HENRIQUE REBELLO

    Fantastica proposta. A crítica pela analise conceitual e prática e não uma crítica pelo simples julgamento. Um ótimo exercício do pensamento. Parabéns Abner Melanias. Parabéns equipe Bibotalk.

    • Poxa @henrique_rebello:disqus é justamente isso. Uma análise mais madura acerca de determina obra ou linguagem pode ser realizada pelo viés conceitual e prático e não pelo simples “gostei, não gostei”. SHOW!!! Obrigado pelo comentário mano!!! VALEU!!!

  • Interessante é que o drama e ausência de ação já está racionalizado na mente de que o filme é um “chato” e intragável. Espera-se o tiro, a facada. Algo que me mantenha acordado. De alguma maneira isso já foi enraizado em nosso sistema. Não tem como desplugar. Ótimo ínicio, Abner. Sugestão pra uma próxima conversa. Destrinchar algo na linha do Consumo de produtos gospel. Camisetas cristãs??? Esse vai dar pano. Abraço pra ti.

    • E aí @Denys_Cruz:disqus adorei a sugestão… vou incluir na lista que tá XXIIIIgante!
      Abração!!!!

  • Esqueci de comentar… mas nunca é tarde… enfim…

    Como fã do cinema sul-coreano venho aqui defender o “I saw the Devil”. Acho um belo filme de ação. Precisaria rever para perceber se ele é realmente é tão violento quanto o Bibo afirma. Mas acho que estou anestesiado pela ” violência na cultura pop”.

    Reforço a dica da Trilogia da Vingança: Mr. Vingança, OldBoy e Lady Vingança, são ótimos filmes.

    Para fechar, gostaria de indicar um filme Japonês chamado Lady Snowblood. É um filme da década de 70 que influenciou muito o Tarantino no roteiro de Kill Bill.

    Abraços.

    https://www.youtube.com/watch?v=dQCaaNqaajo

    • Obrigado por esse acréscimo @FelipeMusico:disqus eu não sabia dessa influencia no cinema do Tarantino. Coloquei na lista para ver.