BTLero 007 – Sexo na TV

 

Muito bem, no ar mais um BTLero, aquele podcast em que falamos de cultura pop e outras drogas. Nesse episódio Abner recebe a Jaque, do podcast Delas , Deborah e Bianca do Projeto Redomas, e ainda intercala esse papo com uma entrevista com a Ana Carol do site Game of Thrones Br.

Quem não já se sentiu incomodado com a nudez gratuita de um outro personagem? Quem já não “tirou as crianças da sala” ou mesmo avançou aquela cena mais quente? Para nós, cristãos, a questão vai ainda além: quais seriam os limites entre o erótico e o pornográfico no que consumimos?

Links comentados:

Artigo
As falsas fronteiras do erótico com o pornográfico

Séries citadas
Girls
Ballers
Scandal
The Newsroom
House of Cards
MadMen
Jessica Jones
Master of None
Grace and Frankie
Gilmore Girls
How I Met Your Mother
Buffy: A Caça-Vampiros
Jogos Vorazes: A Esperança – O Final
Community
The 100
Inside Amy Schumer
Broad City
The Good Wife
Game of Thrones

Categorias: BTLero,Podcast

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  • Wélica

    Adorei a novidade! Abner, você é 10!

    Jaque e as meninas fizeram um ótimo trabalho. Voltem sempre. rsrs

    Também gostei muito de Master of None, resolvi ver por causa do Aziz e fiquei por que é realmente cativante. A forma como eles discutem os temas é de uma naturalidade super bacana, se assemelha bastante às nossas próprias conversas e questionamentos. O episódo 07 é realmente muito bom, como a Jaqueline destacou, mas meu episódio favorito ainda é o Parents (Ep. 02)! Sem contar que os atores que interpretam os pais dele na série são seus pais reais.
    Ahh… o Ansari foi indicado ao Globo de ouro! 🙂

    Destaque também para o epi. 04! (Is Mindy Kaling real? – e a fala foi improviso) hahaha

    • Valeu @wlica:disqus pelo carinho!!!

      E em Master Of None temos as duas melhores “comédias românticas” do ano: “Nashville e “Mornings”. São dois eps tão enxutos e sensíveis que tinham que levar tudo o que é prêmio.

      Abs

    • Obrigada, Wélica (:
      Comecei a assistir Master of None depois da gravação… estou no ep 8. Realmente o 7 é incrível, mas o Parents, ep 2, dá vontade de guardar numa caixinha <3
      Abraços!

    • Aff eu sou burra e não sei comentar HAHAHA, mas o cumulonimbus ali é Deborah. Hehehe.
      Abraços!

  • Parabéns pela iniciativa de trazerem mais mulheres para as conversas aqui! Achei muito bom! Já acompanho a Jaque no Delas e adoro.

    • Valeu @julipereira:disqus !!! A visão que elas trouxeram pode transformar olhares, o meu, por exemplo. 😉

  • Erik de Oliveira

    O episódio foi exatamente o que eu achei que ia ser.

    • Obrigado por vir aqui comentar @erik_nachos:disqus
      Agora, vem cá, me responde: ser exatamente o que vc achou que ia ser, é algo bom, ruim? O que posso fazer para melhorar?

      Tks

  • Rodrigo Silveira da Silva

    Gostei muito do papo! Gosto muito de filmes e séries, mas… eu e minha esposa deixamos de assistir muitas séries por causa de nudez. Pelo fato de não nos sentirmos confortaveis com a possíbilidade, mesma que involuntária, comparação que possamos fazer um com o outro e os atores, não sei se é possível saber o limite do “olhar para cobiçar” e ofender o outro. Quando é uma cena que podemos adiantar adiantamos ou qndo percebemos que vai começar um nu feminino, eu olho para o lado e ela me avisa qndo já posso ver (nem sempre dá tempo) daí continuamos assistindo, mas quando fica muito frequente e percebemos o “tom” que o diretor está pretendendo usar paramos de assistir. Na nossa opinião qualquer obra audiovisual não precisa mostrar nudez e não acrescenta na narrativa. Sou ilustrador e entendo a mente dos produtores de conteúdo. Que dá dá para insinuar cenas de sexo que seriam relevantes para a trama de maneiras até mais criativas do que expor as atrizes ou atores. Acho que os diretores e produtores usam da nudez para puro apelo, que como sabemos chama muita atenção. PS: Sou fã de Senhor dos Aneis e filmes de fantasia, mas por esses motivos, Game of Thones não passou do primeiro bloco rsrs

    • @rodrigosilveiradasilva:disqus sua posição se parece muito com a de casais que conheço. E isso é interessantíssimo, afinal, se o casal assiste juntos, é bom que a decisão tb seja. Muito legal!
      Infelizmente, como confessei, ainda assisto GoT =/

      Valeu pelo comment

  • John Caprestana

    Eu acho que esse podcast foi muito pautado pela discussão de violência de gênero. É uma necessidade falar disso? Eu creio que a necessidade é falar de violência como um todo. Sou contra dividir grupos e tentar fazer uma disputa de qual é mais injustiçado. Violência contra quem ou o que for é injustificável. E é fácil falar da objetificação da mulher no cinema. Mas nunca ouvi ninguém falar da objetificação da mulher no samba, no funk, no rap. Vamos ser sinceros. Sejamos contra a VIOLÊNCIA.

    • Fala @JohnCaprestana:disqus! Concordo com sua primeira afirmação, mano! E é interessante que haja espaços para que falemos disso e, por isso, trouxemos as meninas para que possam ampliar ainda mais a forma como vemos alguns produtos pop.
      E… olha… daria um podcast inteiro só para falar sobre a objetificação da mulher. Neste caso, falamos no cinema, mas com toda a certeza, poderíamos falar também no samba, funk, rap…Mais que isso, seria interessante tratar o pq disso.

      E, por último, acho que vc acaba de nos dar um pauta, hein?! Temos que falar contra a violência. É isso aí…obrigado pelo comentário, cara! objetificação da mulher no cinema.

    • Ênedy Fernandes

      Cara, vc ta confundindo as coisas. O problema não está na violência ser contra a mulher ou contra o homem. E sim que há uma violência que é CONSENTIDA. Quantos de nós nunca ouviu a frase: “Mas também, com uma roupa dessa ela tava pedindo pra ser estuprada”. É um erro muito grande simplesmente dizer que violência tem que ser tratado sem diferenciação de gênero e se furtar ao debate dessa violência ideológica (em propagandas de cervejas, em series, filmes, músicas, etc, etc..) física, psicológica, moral, etc.. que a mulher sofre.

  • Welber Martins

    ñ tinha pessoa melhor pra comandar uma combinação de mundo pop com teologia. Como vai ficar o nome, teopop ou btpop?

    • Poxa @welbermartins:disqus obrigado pelo carinho cara!!!

      Sobre o nome, bem… vc nos deus suas sugestões interessantes, hein…rsrsrs

  • adorei <3 agradeço ao abner por conduzir o tema de uma maneira tão bacana e por apresentar o podcast e as meninas, muito inteligentes e interessantes!

    se eu puder acrescentar: cenas de abuso sexual dirigidas por mulheres na TV tem bastante. tem girls (como foi citado), tem o episódio do estupro coletivo em game of thrones que foi dirigido pela michele mclaren :(, e tem orange is the new black, que é a série que melhor aborda isso.

    sobre dany e khal drogo: a cena do casamento em si não é uma cena de abuso nos livros, realmente, mas ele abusa dela em outros momentos durante o casamento. vale lembrar que dany tem 15 anos.

    game of thrones, em específico, é muito difícil de separar o que é culpa do martin e o que é culpa da HBO nessa questão de estilo. o principal ponto pra gente entender porque a HBO deve ser criticada, é a diferença de como os leitores dos livros recebem essa violência e como os espectadores da série recebem ela também. nos livros a gente fica atormentado pra sempre. na série, isso é celebrado, vira marketing, chega até a virar humor.

    • Obrigado pelos acréscimos aqui @anacarolalves:disqus
      Bem como na entrevista, certamente só enriquece a conversa toda.

      VALEU!!! 😉

    • Bianca Rati

      Ana, foi muito legal ouvir tuas contribuições para a discussão 🙂

  • Alexandre Ferreira Santos

    Salve galera. Curti demais. Gostaria de ouvir mais disso: Temas da atualidade por um viés cristão. Luz na caminhada, Abner. Abraço à todos.

    • ‘brigadão @alexandreferreirasantos:disqus
      A intenção é esse mesma, utilizar alguns produtos pop para uma abordagem com um viés cristão, ainda que não proselitista.
      Obrigado pelo carinho, mano. Abs

  • Ênedy Fernandes

    Uma cena de estupro que foi feita na perspectiva feminina foi em “Orange os The new Black”, no episódio 3×10 (se não estou enganado). Na vdd o episodio todo se trata da infância de Dogget, uma das prisioneiras..ela vive num contexto machista (a própria mãe a criou com ideologias nesse sentido, quando ela menstrua pela primeira vez, por exemplo, a mãe diz “agora os meninos vão querer fazer sexo com vc, relaxe, pra mulher não é agradável, mas com o tempo acostuma”..tipo, ensinando que o sexo ë algo que deve agradar o homem). Enfim..todo o episódio é construído com base na historia dela, e ai o ápice é justamente a ultima cena, quando ocorre o estupro (inclusive o ato nem é mostrado, a câmera só foca no rosto dela, uma lagrima cai e o episódio termina). Recomendo bastante a série, pois trata de outros temas tb..mas esse episódio é emocionante (negativamente..vc sente raiva de saber que isso acontece mesmo).

    • @nedyfernandes:disqus vc tem muita razão em citar essa cena e também OITNB. É terrível todo esse ep, bem como seu desfecho. Por alguma razão, meio que já tinha bloqueado na minha mente, sequer lembrei na conversa com as meninas… Enfim… acho que vc utilizou bem um exemplo para demonstrar o que queríamos com esse podcast.

      VALEU!!!!

  • Kleber da bruna neves

    Abner vei para deixar o bibotalk ainda milhor.

  • Na semana passada estávamos falando justamente sobre isso no grupo do Telegram. Vocês abordaram de uma maneira bem interessante, parabéns!

    Eu começo a me perguntar se os conceitos ficaram relativos, de acordo com o que a Jaque falou, ou se o nosso pudor se acostumou com os bombardeios de nudez e cenas explícitas dos filmes e séries dos últimos, sei lá, 15 anos?

    • Pois é @erlantostes:disqus a discussão está posta e longe de termos achado uma resposta exata. Sua pergunta, afinal, demonstra exatamente isso.
      Muito bom.

      Tks 😉

  • Episódio muito bom! Fiquei bem feliz em ouvir a participação da Bia. Estamos trabalhando em parceria pra fazer um clipe da música Maria, que fala sobre violência contra a mulher:
    https://soundcloud.com/joelmozart/maria

    • QUE DEMAIS @joelmozart:disqus
      Já quero ver isso, tem uma data?!?!

      • já gravamos. Deve ficar pronto ainda no começo de 2016. Tem que ficar esperto na página do Redomas.

    • Bianca Rati

      Gente eu não tinha visto esse comentário! Pode?

      Obrigada Joel! Uma honra trabalhar contigo!

  • thalisson ovelar

    olá galera,

    ouvi o btpapo e realmente é um assunto interessante, mas fiquei com uma dúvida. Por que que cenas de sexo ofendem mais do que cenas de violência? (não estou citando estupro) Não entendo como cenas de sexo entre um casal (mostrando muito ou pouco) ou nudez podem chocar mais que cenas de decapitação, tortura, homicídios; ou como ninguém reclama quando o “mocinho” do filme mata uns 50 “vilões” e só porque muitas vezes não aparece sangue todo mundo acha normal. O sexo, assim como a violência pode tanto ser usado de maneira banal, quanto ferramenta eficaz da trama.

    • Fala @thalissonovelar:disqus
      Primeiro, obrigado por expor sua dúvida aqui. Acho que de forma geral, todos os participantes concordam que cenas que exploram o erótico é linguagem tb (inclusive em literatura, poética, enfim…). O que ofende é a exploração, o ter que ter um peitinho a cada 20 minutos numa série. A questão toda é pensar os pqs das escolhas que são feitas e infelizmente caímos no ponto que as meninas falaram sobre a mulher colocada em situações na tela que não funcionam para a narrativa e sim para excitar e provocar, apenas.

      Sobre violência (acho que vc acaba de nos pautar, hein?! rsrsr), como um tema maior e que abarcaria o que vc citou acima, penso que a questão da pornografia (como extrapolar do erótico) é apenas mais uma “aba” dentro desse verbete: violência. Por isso, acho legal dedicar um programa inteirinho…

      Novamente, obrigado por comentar! VALEUUUUUUUUUUU!!!!!!

      • thalisson ovelar

        Valeu pela resposta Abner! Muito legal ter esse contato com vcs, já que nós(ouvintes) só escutamos, escutamos e escutamos! heheheh…

        Entendi o seu ponto e realmente acho que fiz uma comparação que levaria a outro tema.

        O que quis levantar era uma questão de valores. Por que o sexo ofende tanto? Tanto a ponto de ofender, chocar e como cristãos, nos constranger mais do que a violência. Por que o sexo é tão mal visto (muitas vezes) e nos incomoda tanto? Não há uma inversão aí? Na visão de vocês, a nudez ou o sexo explícito pode ser usado de forma que não seja chocante? Como poderiam ser usados de forma eficaz na trama?

        Exemplo: O filme Ninfomaníaca foi censurado e até fizeram uma edição cortando algumas cenas, enquanto Bastardos Inglórios ou Cães de aluguel todos aplaudem calorosamente.

        Não estou debatendo diretamente como você, mas apenas levantando algumas questões que podem ser pautadas futuramente.
        Abraço cara!

        • Plinio de Andrade

          Olá @thalisson ovelar. Não quero criar polêmica, mas eu já pensei um pouco sobre isso, e creio que o problema maior, não é que o sexo seja ofensivo. O sexo ativa sentidos e hormônios (principalmente nos homens, eu creio) que o levarão fatalmente ao pecado. Quando vemos a violência em Bastardos Inglórios, também ficamos ofendidos, mas ninguém sai por aí matando pessoas só porque viu o filme (a menos que o cara seja um desequilibrado psicopata), mas com certeza um jovem que seja exposto a cenas de sexo, será muito afetado por elas. Essas cenas ficarão na cabeça dele por um bom tempo e se tiver uma oportunidade vai acabar caindo no pecado. Sexo explícito e violência explícita são coisas diferentes, a meu ver… Um abração …

    • Pablo Reis

      AÍ QUE TÁ! DEVE-SE MANTER UM EQUILÍBRIO….

  • Pablo Reis

    OBS: A SÉRIE PRISON BREAK… APESAR DE SER ANTIGA É UMA DAS ÚNICAS QUE NAO TEM NENHUMA SENA DE SEXO, DE NENHUM TIPO…. VALE LEMBRAR!!!!

  • Cacau Marques

    Só agora apareci aqui para comentar. Gente, Parabéns! Discussão em alto nível. Essa ideia de inserir sonoras no meio da discussão foi excelente.

    Sobre o conteúdo, tive algumas explosões de cabeça no meio do episódio. Levantaram pontos sobre os quais eu nunca tinha pensado. E me fizeram repensar até alguns filmes de que eu gosto. Realmente, há uma linha entre o erótico e o violento que em muitos filmes desaparece e cria um fetichismo pelo abuso. Nunca tinha pensado nisso e vocês fizeram muito bem em ressaltar.

    Quando falaram sobre a diferença da direção de um homem e de uma mulher em cenas de estupro, me lembrei do filme O Mundo é Culpado de 1950. Conta a história de uma mulher que, estando noiva, é vítima de estupro enquanto ia do trabalho para casa. O mais legal desse filme é que ele é dirigido pela incrível Ida Lupino. Se já é raro termos filmes sob a ótica feminina hoje, o que dizer de um filme de 1950? Claro que a abordagem não é a mesma que encontraríamos em um filme atual, mas vale muito a reflexão e esse olhar único da Ida.

    Parabéns Abner, Jaque, Deborah, Bianca e Ana Carol. Vocês arrasaram!

  • Victor

    Queriam um comentário do que achamos desse BT Lero. Me senti escutando o Delas. Até esqueci que era btcast….rsrsrsrsrrss…e eu gosto bastante do Delas, então ficou muito bom! Só alguns pontos que posso discordar:
    – o primeiro, sobre sexo na tv, creio que seja mais um assunto para diferenças de cosmovisões. Existe a cosmovisão cristã que considera cenas de sexo explícito como pornografia e as demais cosmovisões do mundo que relativizam isso. Nisso eu vou discordar do problema dos limites de cada um, como foi dito no episódio em que algumas cenas não deveriam ser vistas por nenhum cristão, porque é uma imoralidade gráfica, como diz o nome. Creio que estamos adotando muito de pós modernismo na nossa visão cristã de mundo e relativizamos a pornografia. É uma verdade absoluta na bíblia que isso é errado. Dizer que depende de cada um o limite de tal assunto é dizer que isso pode ser verdade pra uns e não para outros. Por isso falei de cosmovisão pós modernista, uma das principais que estão no mundo hoje, ao lado do naturalismo. Isso eu falo de sexo explícito em filmes e séries. Aí eu respondo a pergunta do Abner se nós ficamos insensíveis a esse tipo de aparição. Creio que sim, senão não estaríamos recomendando séries que possuem esse conteúdo explícito para outros cristãos. Posso dizer que é um assunto que cabe mais a maturidade de cada um, mas a esmagadora maioria dos cristãos realmente não vai saber lidar com isso. Não vai saber tirar cenas desse tipo da cabeça e vão acabar pecando. Poderia, talvez, recomendar para alguns, depois de conhecer essa pessoa, mas não de maneira ostensiva. Falo disso porque já tive problemas com pornografia, sei como ela age e sei que qualquer cena de sexo mais forte pode atiçar alguém que não esteja muito fortalecido ou não seja muito maduro. Ela fica na cabeça e demora a sair. E sei que muitos, mas muitos homens mesmo e algumas mulheres têm esse tipo de problema. Eu entendi a postura de vocês com relação ao sexo gratuito, e de como isso é errado, mas no final, a questão da cosmovisão se sobressai. Depois de encher nossa cabeça com tudo que aparece na tv para assistirmos, podemos aos poucos, perder nossa visão cristã do mundo e assimilarmos sem querer os valores que o mundo quer que assimilemos, e isso, posso dizer não depende muito da maturidade da pessoa. Infelizmente, assimilamos mesmo sem querer, e creio que isso está acontecendo em ritmo acelerado no meio cristão no ocidente. Não viveremos numa bolha, é claro, mas podemos ter mais sabedoria ao selecionarmos o que assistir ou não, como cristãos e, mesmo tendo uma visão crítica sobre o que foi visto, a armadilha do mundo pode acabar nos pegando.

    – O outro ponto é sobre o feminismo. Acho que ele foi muito enfatizado no episódio, e isso até certo ponto pode ser benéfico. Mas acho que vocês levaram isso como algo correto. A questão não é que o feminismo é correto, mas que o machismo é errado. O primeiro é uma distorção da valorização bíblica do papel feminino e o segundo é uma distorção do papel de liderança do homem dentro da familia. Ambos são distorções de papéis e quando qualquer um é enfatizado, a familia e o cristianismo saem perdendo. O machismo que deve ser combatido e não o feminismo ser enfatizado. A história sabe o quanto a valorização de qualquer um desses destruiu ou enfraqueceu o conceito de familia no ocidente.

    Desculpem pelo tamanho….e não me levem a mal. Gostei mesmo do episódio! Abraços!

  • Willian Rochadel

    Bom, falar de sexo incomoda, ter frames de cenas explícitas logo constrange ainda mais. Porém, percebo isso como algo pensado para trazer uma emoção, reação ou discussão aos consumidores do conteúdo

    Um bom exemplo citado foi a cena da Daenerys em GoT (capa do episódio que foi inclusive alterada), percebo que o propósito era justamente trazer a repulsa pelo ato. Afinal, ela foi dada como escrava, sendo que isso serviu aos propósitos de construir uma personagem forte

    Seria inconcebível pensar em cenas utilizadas sem nexo ou propósito algum, mesmo cenas consideradas gratuitas, há uma razão, nem que seja para preencher tempo. Portanto, se incomoda, perfeito, essa deve ter sido a emoção que o criador buscava.

    Porém, pelo lado cristão, se tal cena é utilizada para pausar, voltar e ficar admirando, aí cabe o erro do espectador. A Glória menciona em um BTCast que o problema não é a menina usar roupa colada, o problema é o homem usá-la como objeto de desejo. E isso me fez refletir sobre tais aspectos.

    Abraços e valeu pela discussão.
    * Mal posso esperar pelos legalistas chegarem para comentar