BTCast 120 – O Fariseu e o Publicano

 

Muito bem (3x), começa mais um #BTCast. Bibo, Milho e Cacau entram para orar no templo e encontram o fariseu e o publicano, em mais um episódio da série Parábolas. Neste programa veja se você está mais para fariseu ou mais para publicano, descubra o passado farisaico de dois integrantes, entenda a profundidade dessa parábola e abandone a falsa religião. Links Comentados: whats

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  • Categorias: BTCast,Parábolas,Podcast

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    • César Aguiar

      Vamos lá para mais um Btcast! Certamente muito edificante! Depois de um tempo o Milho voltando. Sim eu sei ele fez o de Deuteronômio! rs.

      Abraços

    • Nadia Lima

      Olá garela btcast, acompanho o podcast desde do 75, mas é a primeira vez que tomei coragem pra comentar. =) Muita hemorragia nasal com podcast120, legalismo é dizer que a Cruz de Cristo nao é o suficiente, que a Graça de Deus tenha o mesmo efeito sobre nós que teve sobre o publicano. Deus abençoe vcs, um abraço a voz feminina, Glória. rsrsr

    • Nadia Lima

      Olá garela btcast, acompanho o podcast desde do 75, mas é a primeira vez que tomei coragem pra comentar. =) Muita hemorragia nasal com podcast120, legalismo é dizer que a Cruz de Cristo nao é o suficiente, que a Graça de Deus tenha o mesmo efeito sobre nós que teve sobre o publicano. Qual a opinião de vcs sobre Brennan Manning, no ‘Evangelho Maltrapilho’? Deus abençoe vcs, um abraço a voz feminina, Glória. rsrsr

    • Rafael Pavanelo

      eiiitaa .. muito bom .. Esse btcast nos leva a pensar na nossa transição do legalismo para a graça .. rs .. Quão fariseus nós eramos .. kkk .. Agora, bibo, spice girls ????? kkkkkkk .. Aí não dá né .. hahahah .. abraços a toda equipe do btcast !!

    • Rodrigo

      Nossa que Btcast show, sem duvida é um dos melhores e gostaria muito de ter um plus deste.

    • Welber

      bha muito bom o programa outro podcast com CACAU KKK. É NÉ MILHO, DE JOELHO NO MILHO DOÍ KKK. ESSE É MINHA PARÁBOLA FAVORITA

    • Robson Barbosa

      Muito bom!

    • Então Bibo, qual versão tu queres mesmo? Tenho umas 12 (em pt) aqui em casa… (risos).

      • sacanagem hahaha

        • Anderson Silva

          O Bibo, que tu acha da Biblia viva, já que ela não foi mencionada?

    • Daniel Cabral de Oliveira

      Esse BtCast jogou uma luz em alguns pontos cegos meus. Estou sendo edificado mais uma vez!!!

    • Muito bem pessoal!!!
      Graças a Deus consegui ouvir o Pod #120 o/ (tenho filha pequena, estudo, trabalho fora, cuido de casa e ouvir meu querido BTCast tem sido bastante difícil!)

      Puxa Bibo também me identifico bastante no que se refere ao extremismo no início da caminhada com Cristo. Belíssimo e profundo o pensamento sobre a nossa necessidade de quebrar barreiras com tudo que aparenta o mal, que me afasta da Santidade de Deus.
      Por vezes estamos imersos nesse farisaísmo moderno, revestido de “querer ser santo” por nossas próprias forças.
      Quando era adolescente joguei fora todos os meus CDs dos Backstreet Boys (nossa como eu era apaixonada por eles!). Sem falar de outras mudanças de comportamento, que somente Deus para nos transformar. Concordo com o Bibo quando fala que naquele momento esse extremo foi importante para quebrar barreiras com muitas coisas nocivas.

      Abraços a todos e que Deus os abençoe ricamente, infinitamente!

      • legal mana! e feliz por ternos colocado na sua agenda!

    • Kauê Ramos

      Puxa, quero um kit hemorragia nasal kkkkk se o Bibo é um pseudo-palmeirense eu sou um corintiano não praticante (Paz do Senhor Vazarada)

    • Leonardo Moreira

      Parabéns galera Bibotalk, excelente episódio. Reveladores os testemunhos do Bibo e do Cacau, e a frase do Mac sobre “legalista”. Sensacional, fui muito edificado, obrigado.

      • A frase não foi minha. Provavelmente foi o Cacau quem falou.

    • Ênedy Fernandes

      Gostei DEMAIS da ideia que Cacau colocou que, ao invés de olhar para a parábola colocando o publicano como nosso alvo de humildade e reconhecimento, devemos ver com quais pessoas nós somos fariseus. Porque de fato temos essa capacidade de achar que somos melhor do que um político, Edir Macedo, Malafaia e cia…e que tarefa difícil não orar dizendo “Senhor, te agradeço porque não sou Edir Macedo”. Preciso lembrar que o pecado dele não é maior que o meu.. Ser salvo somente pela Graça de fato tira de nós qualquer argumento ou justificativa perante o pecado do outro.

      • Cacau Marques

        Pois é, às vezes tomamos essa parábola como uma recomendação de que sejamos como o publicano. Mas ela é, originalmente, uma advertência para que não sejamos como o fariseu. Abraço 🙂

    • Almir Tavares

      Muito Bom o Podcast de vcs, não sou “crente” mas tiro algumas duvidas referentes a Bíblia!!! Valeu Bibo e demais obrigado e continuem o excelente trabalho!!!

    • Nanda Maia

      Quero uma camiseta “SENSACIONAL” só isso. Obg
      Hahahahaha

    • Uma dúvida que me veio. Há textos fundamentais da fé cristã ou bem aceitos pela imensa maioria das igrejas que não tenha sido encontrado em manuscritos mais antigos?

      • me falta esse conhecimento mano. Acho que tem algo no evangelho de Marcos, o comissionamento. Mas não tenho certeza.

      • Alexandre Milhoranza

        Sim. O texto de João 7:53 a João 8 que se trata do texto de Jesus e da mulher adúltera.

        Este texto não está no manuscritos mais antigos e alguns o consideram de tradição tardia.

        • Tradição tardia seria o que? Chances de ser relato verídico posteriormente acrescentado? Ou seria invenção mesmo? Nesses processos de análise são levados em consideração a quantidade de textos antigos sem trechos vs quantidade de textos mais recentes com , ou questões como origem dos textos antigos interferirem na ausência? Por exemplo, 3 copias muito antigas não tem tal texto mas por serem de determinada região ou grupo específicos é possível que tenham nestes textossido retirados algo por algum motivo deles.

          Vejo o argumento da ausência em texto antigo interessante, mas ainda fico com pulgas pois há possibilidades (falo como leigo) de textos antigos serem passíveis de alterações e por serem mais raros em quantidade, essa raridade e sua idade deem autoridades não necessariamente bíblicas ou verídicas, mas de probabilidade mesmo.

          • Cacau Marques

            A antiguidade do manuscrito é apenas um critério da chamada Crítica Textual (recomendo fortemente o BTcast sobre o assunto). Os manuscritos são classificados em tipos e famílias e existem as mais confiáveis e as menos confiáveis. Isso vai além da idade do manuscrito em si e os outros critérios devem ser levados em conta também. A Crítica Textual tem regras muito claras e, em geral, chega a conclusões bastante satisfatórias.

            Sobre a supressão de trechos, como no seu exemplo, essa não é a tônica. Em geral, as alterações são por acréscimos e não por subtração de textos. Alguns dos exemplos mais claros são o chamado parêntese joanino em 1 João 5:7,8 (uma menção à trindade que não existia no original) e o final da oração do pai nosso em Mateus 6:13b (provavelmente um acréscimo litúrgico).

            É importante que levemos a crítica textual a sério, já que as divergências entre as variantes são muito evidentes. Mesmo assim, as variantes textuais quase nunca trazem grandes consequências teológicas.

            Abraço.

            • Legal Cacau, valeu mesmo. Minhas dúvidas eram de fato se os textos bases ou mais fundamentais são questionáveis através da critica textual. Acho que devo ter ouvido sim o podcast mas não estou lembrado direito, vou “reouvir”. Preciso entender melhor o processo que leva distinguir se um texto foi adicionado e não subtraído. Creio que por estes critérios que mencionou de tipos e famílias, mas ainda preciso entender melhor eles. Quanto a mim, não estou não levando a sério, estou justamente levando a sério e passando mentalmente por critérios de questionamento já que é algo que pode mudar totalmente uma afirmação teológica.

              Quanto ao trecho citado pelo Milho, de Jesus e a mulher adultera. É um trecho considerado como adicionado posteriormente à João? Se sim, qual a credibilidade do texto como algo factual? Chances de ser fato guardado por tradição e adicionado posteriormente ou algum episódio inventado pela igreja para ilustrar algo?

            • Cacau Marques

              Só pra deixar claro, não to te acusando de não levar a crítica textual a sério não… kkkkkk. Só fiz uma ressalva antes de dizer que não há tantas consequências teológicas nas variantes textuais. Sobre a história da mulher adúltera, é praticamente certo que João não a escreveu. Alguns comentaristas, porém, defendem que a história é verídica e foi preservada pelos cristãos até ser “depositada” em João 8. Existem manuscritos que a incluem no evangelho de Lucas e outros no final do evangelho de João.

    • Kiefer Kawakami

      Qual o nome da música que vocês começaram os Recados da Paróquia??

      • Kiefer Kawakami

        E a música das 1h20min?? kkkkkk

          • Kiefer Kawakami

            Valeu Bibo!!!
            Se vocês puderem, indiquem as músicas na descrição, por favor =D !! asuashsauh
            Por mim pediria todas de todos os episódios!

          • Willian Rochadel

            Olha, que moral, pessoal pedindo as músicas escolhidas 😀

        • Victor

          hahahaha…pô, vcs nunca dizem quais são as músicas né. Vejo evolução aew….kkkkkk…mas tem um aplicativo pra celular chamado shazam, que você aproxima do áudio de alguma música e ele identifica qual é.

    • Victor

      Nossa, nunca pensei em me colocar como o fariseu como o Cacau falou, pensando em alguém que você despreza. Realmente, nesse sentido, de “fariseu e publicano todo mundo tem um pouco”…rsrsrsrs…Excelente! Muito edificado.

      • Cacau Marques

        Por muito tempo eu tomei essa parábola como uma recomendação de que sejamos como o publicano. Mas ela é, originalmente, uma advertência para que não sejamos como o fariseu. Aí que está o desafio… kkkkk

        Abraço 🙂

    • Bean

      Fala ai pessoal, meio que fugindo do tema principal, mas não do que foi dito no podcast, gostaria de relatar algumas experiencias minhas quanto a questão do dizimo/ofertas e do jejum que tive na Congregação Cristã no Brasil.

      Na igreja supracitada não existe dízimo, apenas ofertas. Porém ao dar as ofertas, a irmandade da igreja é orientada a não contar a ninguém o valor da oferta. Que geralmente são depositadas ao final do culto em uma caixa. Essa prática é baseada em um texto comentado pelo Bibo eu acho:

      “Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus.

      Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.

      Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita;

      Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente.

      Mateus 6:1-4”

      Na minha opinião essa prática é bem correta, já que isso evita que aqueles que podem doar pouco, não ficam constrangidos pelo valor supostamente menor. E os que doam muito fica pagando de bonzão por que pode doar mais que a maioria. Já vi em raras situações gente falando coisas como “vou dar x” ou “vou dar 3x”, mas logo alguém aparece e fala “o que sua mão direita faz a esquerda não sabe”, ai o fulano fica até com vergonha de ficar falando esse tipo de coisa. Essa questão de não falar sobre o valor da oferta está bem enraizada nos membros da CCB.

      Quanto ao jejum, o ministério da igreja não proíbe e nem incentiva. Não existe coisas como campanhas ou coisa que o valha. Mas a prática de não dizer que está jejuando também é levado bem a sério. Baseado no texto que foi lembrado pelo Bibo:

      “E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.

      Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto,

      Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.

      Mateus 6:16-18”

      Fazer coisas como andar com cara de acabado, como foi dito pelo Bibo, é bem mal visto pela igreja. Já presenciei gente falando que tava jejuando no meio da turma da igreja, e já foi logo tomando “Não pode falar que ta jejuando, seu burro.” kkkk…

      No geral, eu acho importante manter algumas coisas apenas entre nós mesmos e Deus, afinal no que a igreja vai ser edificada se souber se eu dei cem, duzentos reais ou vinte centavos? tornar essa tipo de coisa pública so aumenta a chance de cairmos no erro de acharmos que somos melhore/mais santos que os demais. E evitarmos de surgir tipos de pensamentos como:

      – Olha lá eu dei 200 reais, mas irmã fulana só deu 20, que vergonha. Ess daí é apegada com as coisas matérias. Não é como EU que me santifico mais.

      – To numa fome que só Deus, jejuei o dia inteiro. O irmao fulano ali nem deve saber o que é isso. Jejuar o dia inteiro assim é pra poucos. Só pros mais consagrados.

      • Cacau Marques

        Nas nossas igrejas (acho que na dos amigos btcasters também) não se revela o valor de dízimo e oferta também. Sobre o jejum, sigo a mesma prática: não incentivo, nem proíbo. Cada um faz conforme seu coração.

        Abraço 🙂

    • Gleidson Brandão

      Pessoal, acrescentando sobre a discussão sobre a importância do jejum que consta no episodio – O fariseu e o publicano.
      Percebi que foi utilizado o texto de Mateus 9:15 – Podem os amigos do esposo afligir-se enquanto o esposo está com eles? Onde aparentemente abordaram a parte inicial. Onde Jesus afirma que que o fato de eles não jejuarem é que ele (o noivo) era presente. Porém não falaram da segunda parte que fala: Dias, porém, virão, em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão.

      Minha pergunta é: Se avaliado o texto em geral – Não tenderia mais a ser a favor da prática do jejum hoje em dia do que “contra” como foi utilizado no podcast.

      Abraços!

      • Cacau Marques

        Olá, Gleidson. Pessoalmente, creio que Jesus ali falava do tempo entre sua morte e ressurreição. Pq depois de sua ressurreição ele mesmo disse que estaria conosco todos os dias. Continuamos na presença do noivo.

        Abraço 🙂

        • Gleidson Brandão

          Olá Cacau.

          Para aceitar sua opinião tenho que aceitar que ele não era conosco entre o curto período de sua morte e a ressurreição… o que tendo a não crer.

          A ideia do conosco mateus 28:20 né? Penso que é uma testificação da característica do Deus presente – Sendo esta evidente antes durante e depois de Jesus. Uma palavra de lembrança e encorajamento aos discípulos em sua missão, e também vejo Jesus se remetendo a figura ao fruto da presença do espírito santo deixado por ele.

          Porém a passagem “será tirado o Esposo” me remete fortemente a ideia da presença de Jesus mesmo. Pela alusão direta a ele naquele momento. Não vejo que o período entre a morte de Jesus e sua ressurreição seja o respectivo período sem o noivo. Tendo a imaginar como o período entre a morte de jesus e a segunda vinda.

          Por isso quando você abordou essa passagem no btcast so fiquei lembrando e me perguntando…e a segunda parte do versículo? Fiquei nessa dúvida. Heheh!

          Abração.

          • Cacau Marques

            Mas Jesus não estava com eles no curto período entre a morte e ressurreição. Isso me parece bem claro. Outra coisa, o texto diz que o noivo seria “tirado”. A ascensão de Jesus Cristo não foi uma “extração” do noivo. Mas a morte sim. Mesmo estando tudo dentro dos planos de Deus, Jesus foi preso por outras pessoas e crucificado por elas. Além disso, o texto claramente relaciona o jejum a um estado de tristeza. Os discípulos não ficaram tristes quando Jesus ascendeu aos céus, mas quando morreu.

            Sobre Mateus 28:20, você até pode dizer que se relaciona à onipresença de Deus, mas isso seria muito improvável e exclusivo daí. Não é assim que Jesus Cristo se refere a si mesmo nos evangelhos. Note, o trecho começa com “toda a autoridade me foi dada”. Dada por quem? A única resposta possível é “pelo Pai”. Sendo assim, a primeira pessoa do singular em todo o trecho se refere ao filho e não à trindade toda. Logo, o “eu” que conjuga o verbo “estarei convosco” é Jesus e não o Deus trino.

            Mas, ainda que desconsiderássemos tudo isso, ainda teríamos de lidar com o fato de que Jesus chama o jejum de odre velho que é adequado ao velho vinho, mas que não pode comportar o novo vinho. Some-se a isso a inexistência de qualquer recomendação apostólica para que o jejum fosse praticado pelas igrejas. Por isso não vejo o Jejum como prática neotestamentária. Mesmo assim, creio que o jejum natural, o que é expressão de um coração quebrantado, esse sim é válido. Por isso a comparação com o ajoelhar-se. Sua oração não fica mais forte quando você se ajoelha, a postura não é um sacrifício do corpo, orar de joelho não fortalece seu espírito nem te santifica. Mesmo assim, quando estamos profundamente comovidos, nos ajoelhamos. O mesmo creio que acontece com o jejum. Não como uma influência de fora para dentro, mas como um fluir de dentro pra fora. Uma expressão não verbal do que sentimos em nosso íntimo.

            Para terminar, essa é só a forma como vejo o NT. Não consigo entender de outra maneira. Mas não desconsidero quem pensa diferente. Acho que o “exercício físico de pouco proveito” dito por Paulo a Timóteo inclui todos os tipos de sacrifícios físicos feitos em adoração a Deus, incluindo o jejum. Mesmo assim, tem algum proveito. De alguma forma Deus contempla quem jejua com sinceridade, mesmo que ainda nos termos do vinho velho. É assim que encaro essa questão.

            Abraço

            • Gleidson Brandão

              Pera ai Cacau. Vou ali fazer uma faculdade de teologia e já já eu volto para debater mais. hehehe.

              Bacana gostei dessa segunda argumentação. Quando falei sobre a parte da ausência de jesus entre a morte e a ressurreição era uma ausência trina, eu estava só relacionando com o discurso do “estarei sempre convosco”.

              Compartilho da sua visão de jejum também. Porém como defesa para tal visão eu me utilizava de conceitos gerais e utilização de argumentações mais “abstratas”, como o exemplo da oração que você também utilizou. Eu só tinha ficado na dúvida da utilização da passagem como uma argumentação mais concreta para isso.

              Acredito realmente que o jejum como outras atitudes só tem valia quando possuem a essência desprovida da busca por méritos. O jejum é ótimo momento para uma reflexão, para um auto-análise, enfim, conseguir separar um tempo para edificação.

              Agradeço o debate e os esclarecimentos.

              Abraços.

            • Anderson Silva

              Creio que odres velho e novos relacionando cm o jejum seria no caso a motivação feita pelos fariseus e a feita pelos cristãos. No caso os cristãos com a motivação correta em Cristo (Odres Novos), podem jejuar como uma prática de auto controle sobre a vontade para ser encaminhado a cada dia a dar lugar a obra de santificação do Espírito (Vinho Novo). Penso que Oração, Leitura e jejum são praticas que nos levam a santificação em Cristo. Mas se estou errado me perdoe. Se estou sendo fariseu não me trate como um publicano…rsrsrsrsrs

            • Cacau Marques

              O problema com essa visão é que em nenhum lugar do NT o jejum aparece recomendado como um exercício de auto controle. Somos ensinados a lutar contra os desejos pecaminosos, mas comer não é pecado. Em Colossenses, as práticas de abnegação (“não prove, não manuseies, não toques”) são colocadas como tendo aparência de piedade, mas sendo ineficazes no combate da sensualidade. Adotar uma prática de negação do corpo pelo mero exercício de auto-controle pode levar à auto flagelação. Se submeto meu corpo à fome só pelo auto controle, pq não submetê-lo à dor ou ao frio e dizer que faço para Deus?

              Colocar o Jejum como uma prática de santificação é ainda mais perigoso. Essa ideia é bem próxima daquela que diz que o corpo é mau e o espírito bom. A santificação exigida no novo testamento não é a de negar o corpo, mas lutar contra a carne entregando-se por inteiro à vontade de Deus. Esse é o culto racional (“logikê”, palavra que em outros textos é traduzida por “espiritual”) de Romanos 12 em oposição ao culto formal dos sacrifícios de animais.

              Por tudo isso, sustento que o jejum não pode ser um exercício de auto controle nem uma prática de santificação. Mas, de novo, essa é a maneira como vejo o NT. Se há algum aspecto que estou deixando de fora, me perdoe. Mas não consigo até agora encontrar outro ensinamento sobre isso na Bíblia.

              Abraço!

            • Anderson da Paola

              Certo, eu digo isso por análise minha já que a fome é a vontade de comer, mas concordo com você nisso. Porém Jesus diz no sermão do monte para não jejuarmos como os fariseus, eu não vejo o novo testamento sendo contra a prática do jejum, e sim como uma atitude hipócrita. Como, por exemplo, a bíblia não ensina que não devemos julgar, mas fala contra o julgamento hipócrita. Eu entendo o lado que você diz com relação ao gnosticismo, mas não podes ser radical ao ponto de menosprezar o jejum como uma prática que não existe no cristianismo. Quer ver uma coisa…. Eu vou raspar minha cabeça como voto para Deus, se eu fizer isso vou ser esculachado, mas Paulo faz isso na igreja primitiva. Sei que isso já é outro assunto, mas não vejo o jejum como uma auto flagelação, mas como uma abnegação de minhas vontades. Sei que devemos negar muitas coisas que fazemos de errado e isso sim seria uma correto, quando eu disse auto controle eu me referia justamente a essa abnegação que fazemos de nosso eu, nosso ego. Jesus jejuou 40 dias e após isso venceu a tentação com a palavra, eu não posso crer que Jesus jejuou e queria ensinar que não precisamos jejuar….

              Mas me perdoe se eu estiver errado, sou somente um servo tentando aprender mais de Deus para poder servi lo da melhor forma.

            • Cacau Marques

              Mas nem no podcast, nem aqui eu disse que o novo testamento é contra o jejum. Eu disse que ele deve ser uma expressão a Deus e não uma atitude de santificação ou edificação de fora pra dentro. Em Atos os cristãos jejuam. Não estou proibindo a prática, estou refletindo sobre o conceito.

              Nenhum lugar do NT prega o jejum como abnegação do ego. Nem como sacrifício, edificação ou santificação. Esse é meu único ponto. Se queres expressar a Deus algo que vai além das palavras e entendes que o jejum é a maneira mais adequada de expressar isso, jejue.

              Sobre o jejum de Jesus, não creio que possamos tomar como exemplo, uma vez que esse jejum (40 dias) nenhum de nós pratica e nem é ensinado ou exigido por qualquer um dos testamentos. Mas, ainda que tomemos o jejum de Cristo como exemplo, seu conceito não funcionaria. Jesus estava lutando contra o ego? Mas que ego? Se você pratica o jejum para lutar contra suas vontades, que vontade Jesus combatia? Percebe? Esse conceito de jejum não se aplica nem ao jejum do Senhor.

              Sobre a raspagem da cabeça de Paulo, isso ele não fez como prática de edificação, abnegação do ego ou sacrifício a Deus. Ele fez como forma de evitar conflito com os judeus, segundo o princípio de “fiz-me tudo por todos para de todas as formas chegar a ganhar alguns”. Isso não é tão evidente em atos 18:18, mas aparece claramente em 21:24.

              Resumindo:
              O NT não proíbe o jejum, nem eu.
              Jejuar não é pecado.
              Jejum é uma prática existente na tradição cristã (eu nunca disse que não era).
              Mas…
              Jejum não é negação de si para se fortalecer contra o pecado.
              Não é forma de edificação própria.
              Não é sacrifício de si a Deus.
              Não é troca de favores.

              Jejum é uma expressão não verbal a Deus. Um componente da oração inexprimível em palavras.

              É assim que eu vejo.

              Esse assunto não deveria ter dado tanto pano pra manga e só continuo aqui escrevendo pq sei que é característica do próprio BTcast prosseguir os debates nos comentários. Não há problema se você jejuar como negação da sua vontade, desde que não tome isso como evidência de espiritualidade nem utilize isso para se orgulhar perante os outros ou para julgar quem não jejua. Se você jejua para lutar contra seu ego, não se esqueça da leitura da escritura, da oração e da vigilância. Isso tudo edifica até sem o jejum, mas o jejum nada pode sem essas coisas.

              E não se esqueça o contexto da minha fala: foi uma resposta ao Bibo que se sentia mal por não jejuar. Ninguém deve de sentir em falta por não jejuar. É isso.

              Abraço, brother.

            • Anderson da Paola

              Opa, mil perdões então! Agora você sendo direto compreendi! Com certeza sua visão tem um conceito bem mais espiritual, no bom sentido do termo. Na verdade esse princípio que você usa sobre o jejum deve circundar toda nossa vida cristã, onde tudo que fazemos deve ser feito para a glória de Deus! Entendo que o jejum é muito usado como uma forma de se gloriar em si mesmo, achando que por tal ato se torna mais espiritual ou mais aceitável a Deus. Muito obrigado pelas respostas! Grande abraço fraterno!

            • Cacau Marques

              Cara, confesso que no momento que escrevi achei que você e o Anderson Silva (que respondi anteriormente) eram a mesma pessoa com dois perfis no disqus… kkkkkkk. Mas acho que não cheguei a confundir as mensagens não.
              Abraço!

            • Anderson da Paola

              Na verdade sou eu mesmo, é que respondi em dois pcs diferente e cada um esta cadastrado de um jeito…kkkkkk. Mas agora vou responder sempre por esse, desculpe a confusão!

            • Cacau Marques

              Hahahahahah… Sem problema

            • Anderson Silva

              Cacau, agradeço a Deus pelo sua vida! Só tenho a dizer que está sangrando, a hemorragia nasal tá forte! Esse debate ampliou minha visão sobre o jejum e você tem toda a razão! Obrigado por ser um instrumento de Deus para tirar mais uma algema do farisaísmo na minha vida! Me perdoe alguma coisa, minhas palavras não tiveram maldade, mas só questionamentos mesmo a respeito do assunto!

              Um grande abraço fraterno!

            • Cacau Marques

              Valeu, mano. Tamo junto. Não tem o que se desculpar, você foi muito cortês em toda sua escrita. Questione à vontade. =)

            • Sapão

              Poxa Cacau, legal! Eu estava ansiando por esse esclarecimento 🙂 Valeria até um post fixo no Bibotalk hen

            • Cacau Marques

              Valeu, mano. O texto de Mateus 17 eu respondi no próprio podcast. Abraço!

            • Sapão

              Cacau, mas ainda ficou minha curiosidade sobre sua posição perante Mt 17,21

    • Deivid Genro

      Muito bom!!Cacau fazendo a minha cabeça explodir com as aplicações do texto!

    • Chris

      Que PodCast!!! Coisa mais linda de se ouvir. Duas posturas e duas verdades tão fortes que devem ser observadas por nós! Este é o Jesus a quem amamos e servimos: com uma parábola proferida há muito tempo atrás, confronta nossas limitações em pleno século XXI. Diante de tudo que foi dito, e tomando emprestadas as palavras de Paulo, “Miseráveis homens que somos…”

      Recebam o abraço de alguém que foi edificadíssima!

    • Chris

      Ah! Alguém aí pode me dizer se tem um podcast sobre Jejum? Achei interessante a discussão.

    • Amanda C de Andrade Rodrigues

      mal comecei a ouvir e já tenho que vir aqui elogiar as primeiras trilhas sonoras! parabéns!!!

    • Anderson Silva

      Paz e graça! Ótimo podcast mais uma vez. Vi que já comentaram a respeito do jejum e entendo as colocações que foram feitas. Porém creio que a prática do jejum serve muito mais como algo para exercitarmos a piedade, já que ela entra em contato com nossa vontade, no caso a vontade de comer. Seria muito interessante se houvesse um BTcast somente sobre esse assunto, já que de todo o episódio o que mais pegou foi em relação ao jejum. hehe. Grande abraço fraterno.

    • Willian Rochadel

      Excelente episódio com a participação pastoral do Cacau.

      Sobre o jejum, depois de ouvir o BTcast 092 não consigo ter outra visão senão essa de calcular o alimento e doar aos necessitados. Aonde a Glória cita “O Pastor” de Hermas(180~200DC):
      “Se os mandamentos do Senhor são observados, teu jejum é muito bom. Eis
      como observarás o jejum que queres praticar: Antes de tudo, guarda-te de toda
      palavra má, de todo desejo mau, e purifica teu coração de todas as coisas vãs
      deste mundo. Se observares isso, teu jejum será perfeito. E jejuarás do
      seguinte modo: depois de cumprir o que foi escrito, no dia em que jejuares, não
      tomarás nada, a não ser pão e água. Calcularás o preço dos alimentos que
      poderias comer nesse dia e o porás à parte para dar a uma viúva, a um órfão ou
      necessitado e, desse modo, te tornarás humilde. Graças a essa humildade, quem
      tiver recebido ficará saciado e rogará ao Senhor por ti. Se jejuares como te
      ordenei, teu sacrifício será aceito por Deus, teu jejum será anotado, e o
      serviço, assim realizado, será bom, alegre e bem acolhido pelo Senhor.
      Observarás isso com teus filhos e toda a tua família. Desse modo, serás feliz,
      e todos os que ouvirem esses preceitos e os observarem, serão felizes e
      receberão do Senhor as coisas que pedirem.”

      • Cacau Marques

        Valeu William. Sobre o jejum do Pastor de Hermas, também gosto muito dessa ideia. Cheguei a citar esse texto na pregação que fiz sobre os odres novos em minha igreja.

        Abraço

        • Willian Rochadel

          Olá Cacau,
          Legal! A visão que você colocou sobre essa passagem foi esclarecedora. Há como compartilhar ao menos o esboço utilizado sobre esse ponto?
          Abraços;

    • Rodrigo Bento

      Glória a Deus por esse trabalho!

      Me edificou, me respondeu questões, me deixou outras, assim como deve ser.

    • Paulo Batista

      Que episódio construtivo, pessoal. Fico sempre feliz quando tenho a oportunidade de reaprender algo que eu considerava saber/entender e na verdade estava mais longe disso do que eu pensava!

      Fico no aguardo da série sobre contextualização citada no início (quem eram os fariseus, como era o dia a dia na época do AT e NT, etc). Pode ser de grande ajuda para entendermos mais um pouquinho da revelação do Reino de Deus a nós.

      Abraços!