BTCast 209 – 500 anos depois

 

Muito bem (3x), o seu podcast semanal de teologia está no ar. Bibo e Mac recebem Mark Carpenter e Pedro Dulci para falarem do mais novo lançamento da Mundo Cristão, o livro “Uma Nova Reforma”.

Neste episódio descubra quais as duas perguntas cruciais a serem feitas quando se fala de uma nova reforma, saiba como toda a sociedade pode se beneficiar do pensamento cristão e entenda o por quê de uma reforma não se resumir ao que acontece dentro da igreja. 500 anos depois e continuamos falando sobre a importância da reforma protestante, afinal de contas a igreja está sempre em reforma!

podcast cristão do Bibotalk tem a missão de ensinar teologia em áudio a fim de ver o crescimento bíblico-teológico da igreja brasileira.

Arte da capa: Guilherme Match (conheça o trabalho dele aqui!).

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    • Valdir Guimaraes

      Quem são os autores do livro? Tem algum neopentecostal?

    • Fred Lima

      Com essa frase “aonde o homem coloca a mão, haverá pecado”, penso que a real consciência de que pode haver algo equivocado na teologia e doutrina que sigo fica mais difícil. Ai quando se diz “somente o Espirito Santo de Deus pode abrir seus olhos, ouvidos e coração” ai se torna uma afronta.
      Amigos seria bom demais juntar forças para uma reforma, mas será que estamos com o coração disposto a reconhecer que podemos estar equivocados em algum ponto? porém creio que somente pela graça e misericórdia do Pai os lobos cairão e os bodes se tornaram ovelhas de Cristo.

    • Filipe Mathias

      Caros irmãos,

      Ontem ouvi o Btcast 209, episódio em que vocês discutiram a necessidade ou não de uma nova reforma da igreja nos tempos de hoje. A percepção que tive foi de os participantes não entenderem o que significa o termo reforma e, muito menos, o movimento reformador que aconteceu.

      A palavra reforma, basicamente, significa tornar a forma, ou seja, voltar a forma original. Esse termo foi usado para descrever o movimento, pois, como bem sabemos, a intenção dos reformadores era apenas promover um ajuste de rota da igreja, que havia se desviado do ensino das escrituras. Em razão disso, dizer que esse acontecimento foi uma revolução é uma aberração, pois a atitude revolucionária não prima por preservar ou corrigir nada, mas sim derrubar e extirpar tudo o que foi posto e construído, apresentando um modelo “novo” baseado apenas no desejo de ruptura com as instituições e os poderes vigentes, algo semelhante ao que aconteceu no Éden e nos Céus, na rebelião de satanás. Se formos aprofundar no sentido original da palavra revolução, veremos ainda que nada mais significa do que promover uma “volta completa” em torno de algo, retornando o ao ponto de partida. Trazendo essa ideia para nossa discussão, podemos dizer que a revolução nada mais é do que um engodo mimético, que se baseia naquilo que é absoluto, movimentando-se ao seu redor para tentar tomar seu lugar, emulando sua função.

      A falta de compreensão correta dos termos designados para descrever coisas e acontecimentos é a causa de muita confusão no pensamento das pessoas. No caso em questão, entender que a reforma foi um movimento de retorno às origens, uma tentativa de restaurar a sã doutrina na igreja, evita que cometamos equívocos como comparar a atitude reformadora como movimentos sociais de caráter estranho aos ensinamentos bíblicos. Foi fito que a teologia não pode se restringir ao âmbito privado, devendo alcançar a esfera pública, concordo com a frase, inclusive, foi a mentalidade retirante na igreja que promoveu essa mentalidade secular laicista, ateia, que rejeita tudo o que se chama Deus. No entanto, é quanto ao que se entende como “teologia pública” que vem a discordância, pois diferente do que foi dito, não creio que possa haver intercâmbio entre o mundo e a igreja, muito pelo contrário. Essa concepção errada de “ressonância” com a sociedade é que nos trouxe a nossa era pós-moderna, pois não “vibramos” na mesma frequência do mundo, mas sim na do Espírito Santo, somos nota dissonante em uma harmonia hipinotizante que leva a humanidade a passos largos ao precipício. Fazer uso de determinada linguagem, usando símbolos que a sociedade do seu tempo possa entender uma mensagem, não quer significa que haja convergência entre duas ideias, mas ao contrário, pode evidenciar aquilo que as distingue, como o logos platônico (Timeu) do Logos joanino (Evangelho). Esse é o verdadeiro sentido da dialética, colocar o ser e o não-ser juntos, para que este sirva de contraste para aquele, permitindo que possamos ver nitidamente seus contornos.

      Em resumo, concordo que a igreja, hoje, precisa de uma reforma 2.0, pois, como no passado, nos distanciamos da doutrina bíblica. Essa necessidade, entretanto, não advém de uma suposta característica mutante do movimento reformador, mas sim da corrupção, do distanciamento da comunidade de crentes dos ensinos das escrituras. Acreditar que a Reforma é uma metamorfose ambulante, só revela a ignorância dos reais motivos pelos quais ela se deu, o que reforça ainda o quanto ela é necessária em nossos dias.

      Espero ter contribuído de alguma forma, desculpe-me se algo que falei possa ter soado ofensivo, mas, infelizmente, não tenho outra leitura dos fatos,

      Sinceramente,

      Filipe

    • Welber Martins

      Bom refrescar a mente com assunto relevante. E feliz pelo caminho que a MC está tomando.

    • Filipe Mathias

      Caros irmãos,

      Ontem ouvi o Btcast 209, episódio em que vocês discutiram a necessidade ou não de uma nova reforma da igreja nos tempos de hoje. A percepção que tive foi de os participantes não entenderem o que significa o termo reforma e, muito menos, o movimento reformador que aconteceu.

      A palavra reforma, basicamente, significa tornar a forma, ou seja, voltar a forma original. Esse termo foi usado para descrever o movimento, pois, como bem sabemos, a intenção dos reformadores era apenas promover um ajuste de rota da igreja, que havia se desviado do ensino das escrituras. Em razão disso, dizer que esse acontecimento foi uma revolução é uma aberração, pois a atitude revolucionária não prima por preservar ou corrigir nada, mas sim derrubar e extirpar tudo o que foi posto e construído, apresentando um modelo “novo” baseado apenas no desejo de ruptura com as instituições e os poderes vigentes, algo semelhante ao que aconteceu no Éden e nos Céus, na rebelião de satanás. Se formos aprofundar no sentido original da palavra revolução, veremos ainda que nada mais significa do que promover uma “volta completa” em torno de algo, retornando o ao ponto de partida. Trazendo essa ideia para nossa discussão, podemos dizer que a revolução nada mais é do que um engodo mimético, que se baseia naquilo que é absoluto, movimentando-se ao seu redor para tentar tomar seu lugar, emulando sua função.

      A falta de compreensão correta dos termos designados para descrever coisas e acontecimentos é a causa de muita confusão no pensamento das pessoas. No caso em questão, entender que a reforma foi um movimento de retorno às origens, uma tentativa de restaurar a sã doutrina na igreja, evita que cometamos equívocos como comparar a atitude reformadora como movimentos sociais de caráter estranho aos ensinamentos bíblicos. Foi fito que a teologia não pode se restringir ao âmbito privado, devendo alcançar a esfera pública, concordo com a frase, inclusive, foi a mentalidade retirante na igreja que promoveu essa mentalidade secular laicista, ateia, que rejeita tudo o que se chama Deus. No entanto, é quanto ao que se entende como “teologia pública” que vem a discordância, pois diferente do que foi dito, não creio que possa haver intercâmbio entre o mundo e a igreja, muito pelo contrário. Essa concepção errada de “ressonância” com a sociedade é que nos trouxe a nossa era pós-moderna, pois não “vibramos” na mesma frequência do mundo, mas sim na do Espírito Santo, somos nota dissonante em uma harmonia hipinotizante que leva a humanidade a passos largos ao precipício. Fazer uso de determinada linguagem, usando símbolos que a sociedade do seu tempo possa entender uma mensagem, não quer significa que haja convergência entre duas ideias, mas ao contrário, pode evidenciar aquilo que as distingue, como o logos platônico (Timeu) do Logos joanino (Evangelho). Esse é o verdadeiro sentido da dialética, colocar o ser e o não-ser juntos, para que este sirva de contraste para aquele, permitindo que possamos ver nitidamente seus contornos.

      Em resumo, concordo que a igreja, hoje, precisa de uma reforma 2.0, pois, como no passado, nos distanciamos da doutrina bíblica. Essa necessidade, entretanto, não advém de uma suposta característica mutante do movimento reformador, mas sim da corrupção, do distanciamento da comunidade de crentes dos ensinos das escrituras. Acreditar que a Reforma é uma metamorfose ambulante, só revela a ignorância dos reais motivos pelos quais ela se deu, o que reforça ainda o quanto ela é necessária em nossos dias.

      Espero ter contribuído de alguma forma, desculpe-me se algo que falei possa ter soado ofensivo, mas, infelizmente, não tenho outra leitura dos fatos,

      Sinceramente,

      Filipe

    • Filipe Mathias

      Caros irmãos,
      Ontem ouvi o Btcast 209, episódio em que vocês discutiram a necessidade ou não de uma nova reforma da igreja nos tempos de hoje. A percepção que tive foi de os participantes não entenderem o que significa o termo reforma e, muito menos, o movimento reformador que aconteceu.
      A palavra reforma, basicamente, significa tornar a forma, ou seja, voltar a forma original. Esse termo foi usado para descrever o movimento, pois, como bem sabemos, a intenção dos reformadores era apenas promover um ajuste de rota da igreja, que havia se desviado do ensino das escrituras. Em razão disso, dizer que esse acontecimento foi uma revolução é uma aberração, pois a atitude revolucionária não prima por preservar ou corrigir nada, mas sim derrubar e extirpar tudo o que foi posto e construído, apresentando um modelo “novo” baseado apenas no desejo de ruptura com as instituições e os poderes vigentes, algo semelhante ao que aconteceu no Éden e nos Céus, na rebelião de satanás. Se formos aprofundar no sentido original da palavra revolução, veremos ainda que nada mais significa do que promover uma “volta completa” em torno de algo, retornando o ao ponto de partida. Trazendo essa ideia para nossa discussão, podemos dizer que a revolução nada mais é do que um engodo mimético, que se baseia naquilo que é absoluto, movimentando-se ao seu redor para tentar tomar seu lugar, emulando sua função.
      A falta de compreensão correta dos termos designados para descrever coisas e acontecimentos é a causa de muita confusão no pensamento das pessoas. No caso em questão, entender que a reforma foi um movimento de retorno às origens, uma tentativa de restaurar a sã doutrina na igreja, evita que cometamos equívocos como comparar a atitude reformadora como movimentos sociais de caráter estranho aos ensinamentos bíblicos. Foi fito que a teologia não pode se restringir ao âmbito privado, devendo alcançar a esfera pública, concordo com a frase, inclusive, foi a mentalidade retirante na igreja que promoveu essa mentalidade secular laicista, ateia, que rejeita tudo o que se chama Deus. No entanto, é quanto ao que se entende como “teologia pública” que vem a discordância, pois diferente do que foi dito, não creio que possa haver intercâmbio entre o mundo e a igreja, muito pelo contrário. Essa concepção errada de “ressonância” com a sociedade é que nos trouxe a nossa era pós-moderna, pois não “vibramos” na mesma frequência do mundo, mas sim na do Espírito Santo, somos nota dissonante em uma harmonia hipinotizante que leva a humanidade a passos largos ao precipício. Fazer uso de determinada linguagem, usando símbolos que a sociedade do seu tempo possa entender uma mensagem, não quer significa que haja convergência entre duas ideias, mas ao contrário, pode evidenciar aquilo que as distingue, como o logos platônico (Timeu) do Logos joanino (Evangelho). Esse é o verdadeiro sentido da dialética, colocar o ser e o não-ser juntos, para que este sirva de contraste para aquele, permitindo que possamos ver nitidamente seus contornos.
      Em resumo, concordo que a igreja, hoje, precisa de uma reforma 2.0, pois, como no passado, nos distanciamos da doutrina bíblica. Essa necessidade, entretanto, não advém de uma suposta característica mutante do movimento reformador, mas sim da corrupção, do distanciamento da comunidade de crentes dos ensinos das escrituras. Acreditar que a Reforma é uma metamorfose ambulante, só revela a ignorância dos reais motivos pelos quais ela se deu, o que reforça ainda o quanto ela é necessária em nossos dias.
      Espero ter contribuído de alguma forma, desculpe-me se algo que falei possa ter soado ofensivo, mas, infelizmente, não tenho outra leitura dos fatos,
      Sinceramente,
      Filipe

    • Leandro de Carvalho

      Tema top!!!
      Muito bom te ouvir de novo Mac.
      Abraço a todos

    • Filipe Mathias

      Caros irmãos,
      Ontem ouvi o Btcast 209, episódio em que vocês discutiram a necessidade ou não de uma nova reforma da igreja nos tempos de hoje. A percepção que tive foi de os participantes não entenderem o que significa o termo reforma e, muito menos, o movimento reformador que aconteceu.
      A palavra reforma, basicamente, significa tornar a forma, ou seja, voltar a forma original. Esse termo foi usado para descrever o movimento, pois, como bem sabemos, a intenção dos reformadores era apenas promover um ajuste de rota da igreja, que havia se desviado do ensino das escrituras. Em razão disso, dizer que esse acontecimento foi uma revolução é uma aberração, pois a atitude revolucionária não prima por preservar ou corrigir nada, mas sim derrubar e extirpar tudo o que foi posto e construído, apresentando um modelo “novo” baseado apenas no desejo de ruptura com as instituições e os poderes vigentes, algo semelhante ao que aconteceu no Éden e nos Céus, na rebelião de satanás. Se formos aprofundar no sentido original da palavra revolução, veremos ainda que nada mais significa do que promover uma “volta completa” em torno de algo, retornando o ao ponto de partida. Trazendo essa ideia para nossa discussão, podemos dizer que a revolução nada mais é do que um engodo mimético, que se baseia naquilo que é absoluto, movimentando-se ao seu redor para tentar tomar seu lugar, emulando sua função.
      A falta de compreensão correta dos termos designados para descrever coisas e acontecimentos é a causa de muita confusão no pensamento das pessoas. No caso em questão, entender que a reforma foi um movimento de retorno às origens, uma tentativa de restaurar a sã doutrina na igreja, evita que cometamos equívocos como comparar a atitude reformadora como movimentos sociais de caráter estranho aos ensinamentos bíblicos. Foi fito que a teologia não pode se restringir ao âmbito privado, devendo alcançar a esfera pública, concordo com a frase, inclusive, foi a mentalidade retirante na igreja que promoveu essa mentalidade secular laicista, ateia, que rejeita tudo o que se chama Deus. No entanto, é quanto ao que se entende como “teologia pública” que vem a discordância, pois diferente do que foi dito, não creio que possa haver intercâmbio entre o mundo e a igreja, muito pelo contrário. Essa concepção errada de “ressonância” com a sociedade é que nos trouxe a nossa era pós-moderna, pois não “vibramos” na mesma frequência do mundo, mas sim na do Espírito Santo, somos nota dissonante em uma harmonia hipinotizante que leva a humanidade a passos largos ao precipício. Fazer uso de determinada linguagem, usando símbolos que a sociedade do seu tempo possa entender uma mensagem, não quer significa que haja convergência entre duas ideias, mas ao contrário, pode evidenciar aquilo que as distingue, como o logos platônico (Timeu) do Logos joanino (Evangelho). Esse é o verdadeiro sentido da dialética, colocar o ser e o não-ser juntos, para que este sirva de contraste para aquele, permitindo que possamos ver nitidamente seus contornos.
      Em resumo, concordo que a igreja, hoje, precisa de uma reforma 2.0, pois, como no passado, nos distanciamos da doutrina bíblica. Essa necessidade, entretanto, não advém de uma suposta característica mutante do movimento reformador, mas sim da corrupção, do distanciamento da comunidade de crentes dos ensinos das escrituras. Acreditar que a Reforma é uma metamorfose ambulante, só revela a ignorância dos reais motivos pelos quais ela se deu, o que reforça ainda o quanto ela é necessária em nossos dias.
      Espero ter contribuído de alguma forma,
      Sinceramente,
      Filipe

    • filipe

      Caros irmãos,
      Ontem ouvi o Btcast 209, episódio em que vocês discutiram a necessidade ou não de uma nova reforma da igreja nos tempos de hoje. A percepção que tive foi de os participantes não entenderem o que significa o termo reforma e, muito menos, o movimento reformador que aconteceu.
      A palavra reforma, basicamente, significa tornar a forma, ou seja, voltar a forma original. Esse termo foi usado para descrever o movimento, pois, como bem sabemos, a intenção dos reformadores era apenas promover um ajuste de rota da igreja, que havia se desviado do ensino das escrituras. Em razão disso, dizer que esse acontecimento foi uma revolução é uma aberração, pois a atitude revolucionária não prima por preservar ou corrigir nada, mas sim derrubar e extirpar tudo o que foi posto e construído, apresentando um modelo “novo” baseado apenas no desejo de ruptura com as instituições e os poderes vigentes, algo semelhante ao que aconteceu no Éden e nos Céus, na rebelião de satanás. Se formos aprofundar no sentido original da palavra revolução, veremos ainda que nada mais significa do que promover uma “volta completa” em torno de algo, retornando o ao ponto de partida. Trazendo essa ideia para nossa discussão, podemos dizer que a revolução nada mais é do que um engodo mimético, que se baseia naquilo que é absoluto, movimentando-se ao seu redor para tentar tomar seu lugar, emulando sua função.
      A falta de compreensão correta dos termos designados para descrever coisas e acontecimentos é a causa de muita confusão no pensamento das pessoas. No caso em questão, entender que a reforma foi um movimento de retorno às origens, uma tentativa de restaurar a sã doutrina na igreja, evita que cometamos equívocos como comparar a atitude reformadora como movimentos sociais de caráter estranho aos ensinamentos bíblicos. Foi fito que a teologia não pode se restringir ao âmbito privado, devendo alcançar a esfera pública, concordo com a frase, inclusive, foi a mentalidade retirante na igreja que promoveu essa mentalidade secular laicista, ateia, que rejeita tudo o que se chama Deus. No entanto, é quanto ao que se entende como “teologia pública” que vem a discordância, pois diferente do que foi dito, não creio que possa haver intercâmbio entre o mundo e a igreja, muito pelo contrário. Essa concepção errada de “ressonância” com a sociedade é que nos trouxe a nossa era pós-moderna, pois não “vibramos” na mesma frequência do mundo, mas sim na do Espírito Santo, somos nota dissonante em uma harmonia hipinotizante que leva a humanidade a passos largos ao precipício. Fazer uso de determinada linguagem, usando símbolos que a sociedade do seu tempo possa entender uma mensagem, não quer significa que haja convergência entre duas ideias, mas ao contrário, pode evidenciar aquilo que as distingue, como o logos platônico (Timeu) do Logos joanino (Evangelho). Esse é o verdadeiro sentido da dialética, colocar o ser e o não-ser juntos, para que este sirva de contraste para aquele, permitindo que possamos ver nitidamente seus contornos.
      Em resumo, concordo que a igreja, hoje, precisa de uma reforma 2.0, pois, como no passado, nos distanciamos da doutrina bíblica. Essa necessidade, entretanto, não advém de uma suposta característica mutante do movimento reformador, mas sim da corrupção, do distanciamento da comunidade de crentes dos ensinos das escrituras. Acreditar que a Reforma é uma metamorfose ambulante, só revela a ignorância dos reais motivos pelos quais ela se deu, o que reforça ainda o quanto ela é necessária em nossos dias.
      Espero ter contribuído de alguma forma,
      Sinceramente,
      Filipe

    • filipe

      Caros irmãos,

      Ontem ouvi o Btcast 209, episódio em que vocês discutiram a necessidade ou não de uma nova reforma da igreja nos tempos de hoje. A percepção que tive foi de os participantes não entenderem o que significa o termo reforma e, muito menos, o movimento reformador que aconteceu.

      A palavra reforma, basicamente, significa tornar a forma, ou seja, voltar a forma original. Esse termo foi usado para descrever o movimento, pois, como bem sabemos, a intenção dos reformadores era apenas promover um ajuste de rota da igreja, que havia se desviado do ensino das escrituras. Em razão disso, dizer que esse acontecimento foi uma revolução é uma aberração, pois a atitude revolucionária não prima por preservar ou corrigir nada, mas sim derrubar e extirpar tudo o que foi posto e construído, apresentando um modelo “novo” baseado apenas no desejo de ruptura com as instituições e os poderes vigentes, algo semelhante ao que aconteceu no Éden e nos Céus, na rebelião de satanás. Se formos aprofundar no sentido original da palavra revolução, veremos ainda que nada mais significa do que promover uma “volta completa” em torno de algo, retornando o ao ponto de partida. Trazendo essa ideia para nossa discussão, podemos dizer que a revolução nada mais é do que um engodo mimético, que se baseia naquilo que é absoluto, movimentando-se ao seu redor para tentar tomar seu lugar, emulando sua função.

      A falta de compreensão correta dos termos designados para descrever coisas e acontecimentos é a causa de muita confusão no pensamento das pessoas. No caso em questão, entender que a reforma foi um movimento de retorno às origens, uma tentativa de restaurar a sã doutrina na igreja, evita que cometamos equívocos como comparar a atitude reformadora como movimentos sociais de caráter estranho aos ensinamentos bíblicos. Foi fito que a teologia não pode se restringir ao âmbito privado, devendo alcançar a esfera pública, concordo com a frase, inclusive, foi a mentalidade retirante na igreja que promoveu essa mentalidade secular laicista, ateia, que rejeita tudo o que se chama Deus. No entanto, é quanto ao que se entende como “teologia pública” que vem a discordância, pois diferente do que foi dito, não creio que possa haver intercâmbio entre o mundo e a igreja, muito pelo contrário. Essa concepção errada de “ressonância” com a sociedade é que nos trouxe a nossa era pós-moderna, pois não “vibramos” na mesma frequência do mundo, mas sim na do Espírito Santo, somos nota dissonante em uma harmonia hipinotizante que leva a humanidade a passos largos ao precipício. Fazer uso de determinada linguagem, usando símbolos que a sociedade do seu tempo possa entender uma mensagem, não quer significa que haja convergência entre duas ideias, mas ao contrário, pode evidenciar aquilo que as distingue, como o logos platônico (Timeu) do Logos joanino (Evangelho). Esse é o verdadeiro sentido da dialética, colocar o ser e o não-ser juntos, para que este sirva de contraste para aquele, permitindo que possamos ver nitidamente seus contornos.

      Em resumo, concordo que a igreja, hoje, precisa de uma reforma 2.0, pois, como no passado, nos distanciamos da doutrina bíblica. Essa necessidade, entretanto, não advém de uma suposta característica mutante do movimento reformador, mas sim da corrupção, do distanciamento da comunidade de crentes dos ensinos das escrituras. Acreditar que a Reforma é uma metamorfose ambulante, só revela a ignorância dos reais motivos pelos quais ela se deu, o que reforça ainda o quanto ela é necessária em nossos dias.

      Espero ter contribuído de alguma forma, desculpe-me se algo que falei possa ter soado ofensivo, mas, infelizmente, não tenho outra leitura dos fatos,

      Sinceramente,

      Filipe