BTCast 160 – Desvendando o Pai Nosso termo a termo

 

Muito bem (3x), o seu podcast semanal de teologia está no ar. Bibo, Mac, Alex e Milho comentam a clássica oração de Jesus, o Pai Nosso. Compreender esta oração exige primeiro desvendar o contexto em que ela surgiu e foi ensinada aos discípulos de Jesus. Por isto comentamos termo por termo na busca pelo significado das palavras de Jesus registradas na Bíblia. Desta forma podemos compreender melhor o significado do Pai Nosso e como podemos tê-lo como base para nossas orações.

Nesta primeira parte focamos nas petições da “primeira tábua” do Pai Nosso, que em analogia à Primeira Tábua da Lei dos Dez Mandamentos, dirige-se a temas que tem relação exclusivamente a Deus: sua santidade, o seu poder e glória, o seu governo absoluto sobre tudo e todos, e a vontade de Deus. Claro que não apenas explicamos o sentido das expressões, mas nos preocupamos em deixar claro como esta oração pode auxiliar na sua vida de oração. Se você tem dificuldades para orar, ou se quer crescer na vida de oração, a oração do Pai Nosso será um grande estímulo para você. E se você está em busca de auxílio para pregar este texto ou para ensinar na Igreja, neste áudio você encontrará farto material para sua pesquisa.

O Bibotalk tem a missão de ensinar teologia em áudio para ver o crescimento bíblico-teológico da igreja brasileira. E através da série Plenitude dos Tempos pretende discutir escatologia e assim, reacender a esperança da parusia.

Arte da capa: Guilherme Match (conheça o trabalho dele aqui!).

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    • Allydia Silva

      chegueiiiiiiiiiiiii, vamos ouvir mais um BTCast ♥

    • Brayan O’Gois

      Comecei a ouvir o BTCast a pouco tempo, mas já estou viciado. Mais um excelente podcast, parabéns galera, Deus abençoe.

    • Lourival Gonçalves

      Espero um dia ouvir um sobre Fé,como rolou sobre oração.k

    • Olhaêêêêêê. Esse lance do rosário ser ‘importado’ do Islã, sei não heim, Alex?! rsrsrs

      Essa ‘formula’ de orações consecutivas e ‘numeradas’ surgiu espontaneamente na religiosidade popular do catolicismo, já no século IV e V, com os Padres do Deserto e alguns eremitas, que utilizavam sementes ou pedras.

      Paládio, historiador do século V já relatava isso quando se referiu a eremita chamado Paulo, do Século IV. Paulo recitava diariamente 300 orações contando pedras, a cada oração concluída jogava uma pedra fora. Paládio ainda cita outras duas personalidades da mesma época com praticas semelhantes – o que nos leva a entender que não era uma pratica isolada.

      Mais tarde, já no século X, era comum a recitação da oração do Pai Nosso consecutivamente, principalmente nos mosteiros. Enquanto os monges letrados recitavam 50, 100 ou 150 salmos, os analfabetos repetiam a oração do pai nosso. (Acho que o Alex chegou a falar disso né?). Com o tempo esta pratica só foi evoluindo, criando-se tira de cordas ou lã, com sementes ou pedras para facilitar a contagem, e também outras orações, além do Pai Nosso, foram sendo inseridas até, basicamente chegar no que temos hoje.

      Parece que São Domingos (XIII/XIV) também recebeu uma de Maria que incentivava a prática. Foi o Papa São Pio V (1566) que ‘formalizou’ o Rosário como rezamos hoje.

      Os católicos do oriente também desenvolveram esta prática, mas de uma forma diferente da nossa ocidental: Eles rezam o chamado “hino acatisto”: consta de um proêmio poético de 24 estrofes, cada qual iniciada por uma letra do alfabeto grego, celebrando o anúncio do anjo a Maria (cf. Lc 1,26-36). Nesse hino tem 150 aclamações à Maria, precedidas cada qual da mesma saudação, correspondem de certo modo às 150 Ave Maria do Rosário. Mas também o fazem com contas em um cordão (de lã) – Muito bacana. Se eu não estou enganado o Padre Marcelo Rossi divulgou algo assim aqui no Brasil, no passado, o chamado “Terço Bizantino” – não lembro se é exatamente a mesma coisa, mas creio que sim.

      É isso aí! Abraço!

      • Alexandre Ferreira Santos

        Totalmente excelente @pettermartins:disqus . Eu acrescentaria que mais antigo que o masbaha (a recitação dos 99 nomes de Deus, islâmico) existia o odyuzu (a recitação de 108 mantras, budista), todos eles utilizam um objeto de devoção semelhante ao rosário. Mas de fato, a origem do “cordãozinho de rezar” se perde na pré-história das religiões.

        As 150 contas do rosário, de fato, estão relacionadas aos 150 salmos que os monges entoam ao longo do dia (não só na idade média, em alguns mosteiros até hoje) e também neste quesito a tradição mais antiga não é o islão, orar em horários pré-determinados (manhã, tarde, noite e etc.) é uma prática que remonta ao judaísmo. O sentido disso seja no cristianismo ocidental ou oriental seja nessas outras religiões é manter um ritmo de oração ininterrupto, relacionado ao ciclo cósmico do dia e da noite.

        Se olharmos para o aspecto racional, concordo, um único pai-nosso rezado de todo coração e com toda o entendimento uma única vez na vida é mais eficaz que todas as orações mais ou menos que fazemos dia após dia. Porém, há o aspecto simbólico nessas práticas relacionadas à repetições e objetos. Primeiro que elas surgem das camadas mais simples e quanto mais intelectual é a relação com o Sagrado menos elas fazem sentido mesmo. Segundo que são quase que uma tentativa (ao se recitar a reza, o louvor à Alá ou o mantra e passar a mão pelas contas) de materializar a oração ao mesmo tempo que se busca manter uma conexão com Deus. Trocando em miúdos nerds, bem fuleiramente: O rosário, o masbaha e o odyuzu são como que códigos criptográficos para o “conteúdo” que é aquele tempo de qualidade na presença do Altíssimo.

        • Olhaeeeee! Sensacional! kkkkkk Valeu! Sua bênção, Padre.

    • Lourival Gonçalves

      Está submisso a Deus e sua vontade e Justiça é algo que pode ser expresso ao outro @alexandremilhoranza:disqus?Veja Salmos 82.2-4:
      Até quando julgareis injustamente, e aceitareis as pessoas dos ímpios? (Selá.)
      Fazei justiça ao pobre e ao órfão; justificai o aflito e o necessitado.
      Livrai o pobre e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios.
      Não é ver um extensão de algo simplesmente social ou político,mas provindo de Deus e uma exigência d’Ele.J.I Packer diz que A legislação mosaica proveio de um Deus que é justo juiz e que não hesitará em punir mediante uma atuação providencial direta se seu povo infringir sua lei.Logo se é um mandamento Divino é necessário entendê-lo como tal.
      O grande problema é tentar adequá-lo a um vontade ou ideologia própria.

    • Lourival Gonçalves

      De onde veio o ato de juntar as mães ao orar?curiosidade.kkk

      • marcos vinícius

        Pode ser do sentido de clamor. Quando se pedia clemência por causa de uma dívida impagável, ou pela própria vida, era de costume fazê-lo de joelhos e com as mãos juntas para mostrar que não há mais nada que o “réu” tem para oferecer para se livrar da dívida, ou culpa.

        • Lourival Gonçalves

          muito bom.Valeu.

    • Alexandre Ferreira Santos

      Que episódio bããão sô! Muito bom perceber a continuidade com a série do sermão do monte. Ô Mac, lembro de ter lido o “Pai Nosso” do Joachim Jeremias, ele faz uma leitura bem escatológica, mas, como não poderia deixar de ser, este aspecto da comunidade judaica é bem salientado também.

      Como seria bom se as pessoas orassem o pai-nosso mais conscientes de sua profundidade… conscientes desta urgência de viver uma vida em sintonia com o Pai. Enfim, esses mergulhos na Palavra não deixam de ser individuais, né? Obrigado rapaziada, principalmente por me ajudar a não perder de vista o mecanicismo. Abraço a todos.

      P.S.: Só pra provocar: https://www.youtube.com/watch?v=lsPDR_912ls
      he he he

      • Pô padre, com todo o respeito às pessoas do vídeo. Mas essa música aí, eu passo.

        • Alexandre Ferreira Santos

          Ha ha ha.
          Abç. Petter.

    • Eduardo Urias

      Opa!!! Esse assunto muito me interessa!!! Baixando agora!!!

    • marcos vinícius

      Se a oração se a repetição da oração é tão importante, por que não há registro bíblico de alguém a repetindo?

      • Matheus Ramos de Avila

        “O próprio Jesus: E aconteceu que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos.
        E ele lhes disse: Quando orardes, dizei: “Pai nosso…” ”
        Lucas 11:1-2a

      • Salmos, 135

        1.Aleluia. Louvai o Senhor, porque ele é bom, porque sua misericórdia é eterna.
        2.Louvai o Deus dos deuses, porque sua misericórdia é eterna.
        3.Louvai o Senhor dos senhores, porque sua misericórdia é eterna.
        4.Só ele operou maravilhosos prodígios, porque sua misericórdia é eterna.
        5.Ele criou os céus com sabedoria, porque sua misericórdia é eterna.
        6.Ele estendeu a terra sobre as águas, porque sua misericórdia é eterna.
        7.Ele fez os grandes luminares, porque sua misericórdia é eterna.
        8.O sol que domina os dias, porque sua misericórdia é eterna.
        9.A lua e as estrelas para presidirem a noite, porque sua misericórdia é eterna.
        10.Ele feriu os primogênitos dos egípcios, porque sua misericórdia é eterna.
        11.Ele tirou Israel do meio deles, porque sua misericórdia é eterna.
        12.Graças à força de sua mão e ao vigor de seu braço, porque sua misericórdia é eterna.
        13.Ele dividiu em dois o mar Vermelho, porque sua misericórdia é eterna.
        14.Ele fez passar Israel pelo meio dele, porque sua misericórdia é eterna.
        15.Ele precipitou no mar Vermelho o faraó e seu exército, porque sua misericórdia é eterna.
        16.Ele conduziu seu povo através do deserto, porque sua misericórdia é eterna.
        17.Ele abateu grandes reis, porque sua misericórdia é eterna.
        18.Ele exterminou reis poderosos, porque sua misericórdia é eterna.
        19.Seon, rei dos amorreus, porque sua misericórdia é eterna.
        20.E Og, rei de Basã, porque sua misericórdia é eterna.
        21.E deu a terra deles em herança, porque sua misericórdia é eterna.
        22.Como patrimônio de Israel, seu servo, porque sua misericórdia é eterna.
        23.Em nosso abatimento ele se lembrou de nós, porque sua misericórdia é eterna.
        24.E nos livrou de nossos inimigos, porque sua misericórdia é eterna.
        25.Ele dá alimento a todos os seres vivos, porque sua misericórdia é eterna.
        26.Louvai o Deus do céu, porque sua misericórdia é eterna.

        Leia também o salmo 2
        _

        Mateus 26, 44

        44. Deixou-os e foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras.
        _

        Temos algumas traduções bíblicas para Mateus 6, 7:
        “Nas vossas orações, NÃO MULTIPLIQUEIS AS PALAVRAS, como fazem os pagãos que julgam que serão ouvidos à força de palavras” (São Mateus 6,7).

        πολυλογίᾳ, POLYLOGIA – POLY: muito, bastante; LOGIA – palavra: O termo POLYLOGIA tem a acepção de TAGARELICE, VERBORRÉIA, PROLIXIDADE.

        Espero ter ajudado.

        Deus abençoe.

    • Esdras Martins

      Seria este versículo que o Milho citou pelos 32 ou 33 minutos:
      “Porventura sou eu Deus de perto, diz o Senhor, e não também Deus de longe?”
      Jeremias 23:23 – Versão ACF

      Sei decorado esse, porque um amigo meu sempre citava esse texto para falar da música que ela estava errada dizendo que Deus não é de longe haha

    • samuca

      É incrível como vcs gostam de tira uma barato de pentecostal………………gostei muito do pod cast parabéns!!!!!

    • Raidara Gomes

      Milho fazendo história com uma das melhores entradas hahaha
      Amei a música final! *-*