BTCast 115 – Tradição

 

Muito bem (3x), começa mais um #BTCast, Bibo, Mac, Alex, Yago e integrante surpresa se juntam para pensar a tradição cristã.

Neste episódio aprenda as diferentes conceituações de tradição, descubra porque ela é fundamental, entenda o papel do Espírito Santo nesse processo e embarque nesse trem para a sua história não descarrilhar!

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    • João Lucas dos Santos

      Vamos ouvir!!!

      Agorinha eu volto pra comentar!

      Att,

    • Wenderson Bernardo Faustino

      Muito bom, podcast fantástico….
      Parabéns a todos….

    • Concordo com o Bibo em dizer q tradição é inevitável. Justamente pq estou entendendo Tradição uma espécie de Legado Comum, Seria correto pensar assim?

      Temos a noção de tradição hoje vista como algo ultrapassado ou conjuntos de normas de outra geração que provavelmente tem resquícios de preconceitos, conceitos da época, pensamentos equivocados e de baixa tecnologia. Mas a tradição, como qualquer coisas comum a todos, me parece englobar tanto conceitos equivocados como conceitos bem construídos de décadas e séculos de experiência.

      Coloquei uma definição de Legado Comum ali pensando justamente nisso, que temos na sociedade legados comuns que já são tão enraizados que mesmo se um furacão arrancar as copas, o troco ainda se fixa firme pois é muito natural. Porém mesmo algumas tradições sendo parte da cultura, não são vista como tradições e sim hábitos aceitos. Pegue por exemplo o legado que a Etiqueta deu a civilização. Vemos hoje a etiqueta por ser clássica algo ultrapassado logo desprezível, por ter nascido em tempos medievais algo muito monárquico logo não coerente com uma sociedade atual. Pela etiqueta ter sido usada por muitos de alta classe e estes serem em grande maioria “frescos” e desperdiçadores, a etiqueta é taxada nos mesmo saco como algo fresco e de perda de tempo (sendo que há regras de etiqueta que garantem suas sobrevivência e agilizam processos). No final das contas, a sociedade usa de uma tradição, ou legado comum da Etiqueta sem notar e não assume que a usa já de certa forma. Comemos de talheres, usamos guardanapos (invenção do Da Vinci alias pq ele se irritava com as pessoas pois se limpava a boca na roupa uns dos outros a mesa), usamos cumprimentos aos nos apresentarmos, damos a passagem ao próximo, temos uma linguagens formais no ambiente de negócios, entre outros diversos comportamentos que, foram com o tempo fruto de pessoas que se irritavam com comportamentos desagradáveis, e visionando uma sociedade mais organizada e educada, foi criando e repassando modos de fazer melhor algo em sociedade. Do como servir a visita ao desenvolver tecnologias para comer melhor um alimento.

      Não tenho certeza se a comparação tradição cristã e etiqueta cabe tanto mas ambas buscaram dentro os séculos melhores formas de se fazer algo, principalmente coletivamente, e ambas estão muitas vezes sendo influenciadas e adaptadas pela cultura local. Mas a Etiqueta baseada em conceitos de respeito social e beleza, e a tradição cristã baseada na fé dos apóstolos, nas Escrituras.

      • como sempre, comentário show de bola!

      • Vitor

        Falae Riba, tudo em Riba? rsrs

        Rapaz perfeito o seu comentário! Mas acredito que a etiqueta, citada por você como exemplo, difere-se da tradição cristã em alguns pontos, citando apenas um: A etiqueta é universalmente aceita partindo de métodos estabelecidos, já a “tradição cristã” sofre nuances dependendo da religião, credo na qual está sendo observada.

        • Sim Vitor, eu afirmei que talvez não seja uma comparação totalmente pertinete por esse tipo de coisa. Apesar que a Etiqueta sofre suas nuances quanto a cultura, principalmente em suas origens que não são as mesmas. Não tenho como afirmar que a etiqueta oriental, a japonesa tenha o mesmo fundamento da histórico da européia, mas posso dizer que ambas lidam com temas como respeito ao próximo, recepção do convidado, limpeza etc. Assim cada civilização desenvolveu sua “etiqueta”, apesar de não ter este nome em cada uma. Estas “etiquetas” partem de princípios bem similares mas não precisam assumir ou ter conhecimento da outra para existir e ser algo “tradicional” pelas gerações. Talvez a Etiqueta tenha mais paralelo com o conceito de “tradições religiosas” que pode se dar pelo simples contato com a natureza e interpretação da mesma como deuses, do que com “tradições cristãs” que tem algo bem comum: a primeira vinda de Cristo.

          • Vitor

            Ah Riba! Perfeito!

    • Rafael Pavanelo

      Cara .. muito bom .. Apesar de saber que todas as diferentes igrejas possuem suas tradições, e também participei de alguns “movimentos” (aspas, porque não sei se dá pra chamar de igreja) que não possuía tradição alguma, creio eu ser muito importante conhecer a tradição da igreja em que congrega. Mas concordo com o MAC, que disse num momento do btcast que precisamos analisar os pilares da fé, e não deixar coisas secundárias quebrar a comunhão entre nós. E nisso já entra também o podcast passado (Movimento Mosaico) que vem pra dar uma luz de como agregar valores de diferentes pontos de vista dentro do cristianismo ..

      Vlw galera BiboTalk . Que Deus continue abençoando muito a vida de vocês. !

    • Asuerio Silva

      Que surpresa maravilhosa, ouvir a Glória, é como colírio para meus ouvidos!!!!!

      • Kílvia Adriano

        hauahauaha Adorei e adotei a definição! =) A Glória é uma benção mesmo!

    • Leandro

      Eita “Glória”!!! literalmentekkkkk
      Mto legal ouvi-la novamente!
      Parabéns pelo programa

    • Henriques Chimbungo

      Achei o podcast sensacional, próprio para gerar hemorragias nasais, meio difícil, mas ao mesmo tempo compreensível. Pelo que pude compreender, existe:
      1º uma Tradição (com T maísculo) que é aquela gerada a partir dos apóstolos, como um legado de Cristo e que está pautada pelas Escrituras;
      2º Uma tradição que surgiu a partir dos vários segmentos (denominações) do cristianismo, ou a maneira conforme cada grupo foi procurando se esforçar para entender e aplicar aquilo que acharam ser o legado a seguir deixado pelos apóstolos. Neste caso teríamos como exemplo as tradições baptistas, luteranas, presbiterianas, assembleianas, etc;
      3º E numa última hipótese, uma “tradição” que é aquela que nem dos fariseus, que é sempre valorizada acima das escrituras, aquilo que Jesus vai chamar de doutrinas de homens que por causas delas os fariseus invalidavam as escrituras.
      Acima de tudo foi bom saber que a tradição é inevitável, principalmente para mim no meu contexto eclesiástico, onde o termo tradição sempre é algo mau!

    • pablodpaiva

      eae bpovo começando a comentar por aqui vou ouvir o pod e jaja volto abraços

    • Fabio Kaiser Sousa

      Pegando pelo exemplo do trem, citado no post, eu penso que como a linha de um trem a tradição também pode sofrer mudanças se formos comparar que o trem ele pode mudar de linha para o benefício dos passageiros, ou seja, de acordo com a necessidade de um todo eu vejo que a tradição pode ocorrer mudanças, tanto para o bem, quanto para o mal.
      Por exemplo, a rigidez dos costumes pentecostais em suas vestimentas e o até mesmo no esteriótipo do cabelo, eram fundamentadas em versículos bíblicos como por exemplo, 1 cor 11;16, em que o Apóstolo Paulo fala sobre os costumes daquela localidade sobre a virago ter o cabelo coberto e o varão ter o cabelo raspado, isso por muito tempo, foi tido como lei nas tradições pentecostais (tadinho dos irmãos heavy metal, no meio dos penteca pipoca!) e isso afastavam por muitas vezes as pessoas, pois elas não queriam ter aquele tipo de vestuário como um estilo de vida.
      Vendo essa necessidade a igreja pentecostal, ela começou a flexibilizar essa questão, e isso trouxe muita gente para as igrejas que outrora não curtiam essa rigidez de costume, esse é um ponto bom para a tradição, houve uma mudança para um bem maior, a Salvação de almas.
      Porém existe também o lado ruim de se mudar de linha de trem. Muitas igrejas aderindo a onda “gospel Herege mix” começou a introduzir heresias, que antes não existiam. Resolveram mudar o estilo de pregação, louvor para agradar ao povo, nessa “mudança de linha negativa” foi introduzida, atos proféticos, confissão positiva, e mil outras coisas made in heresias. E o pior os cultos de estudos Bíblicos forma deixados de lado e deram mais importância ao louvor à Palavra.
      Resumido o testamento, (deixo os meus bens para… #zuera!!) A tradição Cristã ao meu ver ela é boa, importante, porém conforme o tempo ela pode ser alterada de acordo com a necessidade de um bem maior que é a Salvação. No demais um abraço a todos, e podem discordar de mim ou concordar! Um abraço ao time BTCast!

    • Victor

      Uma das melhores discussões que vi no BTcast. Até porque todos jogaram ideias muito boas. Pensei que iam falar algo a respeito do aspecto da tradição para a Igreja Ortodoxa Grega, como tem falando no livro de história da teologia do Olson. Achei bem interessante que eles não consideram a bíblia como regra de fé, nem como a igreja católica, que a equipara a tradição, mas a própria tradição é a regra de fé, como diz ele: “O padrão grego de teologizar era mais místico e especulativo e enfatizava a autoridade da adoração, da piedade popular e do acúmulo informal e verbal da tradição cristã oriental.” É um aspecto pouco estudado entre os ocidentais, esse da tradição grega, e é a que mais influenciou nos primeiros três séculos.
      Quanto ao mais, lembrei também o principal ponto de ligação entre as “tradições” com T minúsculo que, na minha opinião, Jesus deixou como aviso, que seria o amor, o respeito ao mais fraco na fé com relação às coisas materiais, que de certa forma, englobam a tradição. Acho que ele sabia a confusão que poderia dar e frisou no aspecto relacional entre os crentes. Isso poderia ter evitado tantas divisões na história. No mais, parabéns, btcasters.

      • Henriques Chimbungo

        Eu não achei que foi considerado no podcast que a bíblia não é a única regra de fé, mas sim que a bíblia é fruto de uma Tradição (a com T maíscula).
        Paz querido!

        • Victor

          Sim, eles falaram que a bíblia é fruto da tradição e levado como tal. Mas a Igreja Ortodoxa Grega que não acha isso. Mas eles não falaram sobre, então achei legal complementar a discussão. Valeu!

        • Jefferson Kuszkowski

          A Bíblia não é a única regra de Fé, mas se a Tradição é submetida a Bíblia, então a Bíblia retorna como única regra de Fé. Eu vejo que existe uma tradição impregnada nos textos e nos caberia discernir a tradição do texto considerando sua historicidade. Esta tradição é mutável, mas o sentido pelo qual se firma o Evangelho se sobrepõe à tradição congelada nos textos.

      • Cleiton Silva

        A Igreja Católica como a Ortodoxa considera sim a Sagrada Escritura, junto com a Tradição Apostólica regras de fé!

        • Victor

          Não sei se como “regra de fé”, Cleiton. Eles (os ortodoxos gregos) usam a bíblia, é claro, mas a última palavra, em questões de autoridade não é ela, ou pelo menos, não como os protestantes a usam. Com certeza os católicos a usam bem mais em questões como essa. Por isso que achei interessante. É algo bem diferente dos evangélicos, como eu, de embasarem tudo, explicitamente na bíblia. No caso dos ortodoxos, a bíblia pode ser usada dentro do escopo da tradição, como sendo escritos passados pela tradição, mas de modo nenhum eles são tão sistemáticos como os reformados e os teólogos protestantes posteriores.

          • Cleiton Silva

            Olá Vitor, não sou ortodoxo, mas tenho um livro de um teólogo brasileiro, de origem árabe que foi estudar em Damasco, teologia oriental (árabe), e posso afirmar que nenhuma das Igrejas Ortodoxas, ensinam ou depreciam a palavra diante da Tradição, não se faz esse tipo de distinção ou de qualificar o grau de importância ou valor entre as fontes da Palavra de deus, seja transmitida de forma oral ou escrita.
            Veja o texto sobre tradição da página oficial da Igreja Ortodoxa Grega no Brasil, que copiei:

            “A Tradição da Igreja é corretamente qualificada de oral. Entretanto, no decorrer dos tempos, ela foi também fixada por escrito.
            Já a Tradição Apostólica compreende tanto a pregação oral dos mesmos como a Escritura que nos legaram: São Paulo transmite o que recebeu: 1 Co.11,23 e 15,3; 2 Ts.2,15. São Judas Tadeu (Jd.1,3) exorta a lutar denodadamente pela Fé, transmitida, de uma vez para sempre, aos Santos…

            Disso dão também testemunho, além da Sagrada Escritura, as obras dos Padres Apostólicos e, ulteriormente, os Doutores da Igreja Indivisa e os Símbolos da Fé, o mais utilizado dos quais é o de Niceia-Constantinopla.

            Importa citar, ainda, o Livro dos Cânones dos Santos Apóstolos, dos Santos Concílios Ecumênicos e Locais e dos Santos Padres, que reproduzem, em primeiro lugar, os dogmas do IV, VI e VII Concílios Ecumênicos e incluem o conhecido “Símbolo de Santo Atanásio”; e os Livros Litúrgicos da Igreja Ortodoxa, em que se perpetua, até aos nossos dias, não somente a vida de Oração, que foi a da antiga Igreja Cristã, mas também a sua Confissão de Fé.

            FONTE: http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/fe_crista_ortodoxa/a_tradicao_da_igreja.html

            Veja a Tradição Apostólica, explicada pela Igreja Grega (patriarcado de Constantinopla), é a mesma definida pela Igreja Católica (patriarcado de Roma), pela Igreja Ortodoxa Antioquina e Melquita (Patriarcado de Antioquia), pela Igreja Copta ( patriarcado de Alexandria), pois mesmo hoje separadas,se mantém essa fé na Tradição deixada pelos apóstolos juntamente com suas Escrituras, esse é o depósito da fé, deixada por eles nas diversas Sés apostólicas, formadas durante as suas viagens.

            Não existe, texto ou documento que exprima essa distinção ou classificação de importância ou de grau, pois as duas são originárias da mesma fonte, Jesus e os apóstolos. Eles pregaram, ensinaram, transmitiram aos seus discípulos, e também escreveram e entregaram os escritos sagrados a esses mesmos homens. O que muda são as formas que a Palavra de Deus foi passada.

            E Jesus deixou algo por escrito? Mas pregou, e sabemos que o Senhor sabia ler e escrever, pois sabemos que ele escreveu na areia, enquanto queriam apedrejar a adultera.

            Após sua ressurreição os criam em seu Nome, se convertiam pela pregação oral dos apóstolos. Será que os apóstolos teriam o mesmo crédito nos dias de hoje? Apenas com a autoridade da palavra.

            Pois sabemos que por mais de 20 anos, somente se anunciava Jesus Cristo de viva voz, e mesmo quando os primeiros escritos foram sendo produzidos pelos apóstolos, por volta do ano 50, estes não estavam agrupados, juntos. Estavam espalhados pelas diversas comunidades.

            E tinha ainda dezenas de textos gnósticos, intitulados no nomes dos apóstolos (evangelhos, Atos, apocalipses). Por isso Paulo deixou claro onde encontrar a Verdade , na Igreja ( 1 Tm 3, 15). Era nesse corpo vivo, corpo místico, governado depois por bispos escolhidos pelos apóstolos, que o povo de Deus podia encontrar um fundamento firme e correto do ensino deixado por Jesus e os apóstolos, eram eles que discerniram quais os livros foram escritos por eles e quais não foram, e também uma interpretação correta dessas mesmas escrituras, em harmonia com o que foi ensinado pelos mesmos.

            Foi primeiro pela pregação e ensino que Jesus passou aos apóstolos, e os apóstolos para seus discípulos, e os discípulos para os bispos, e assim se manteve esse ensino vivo pelo Espírito Santo e se guardou todo o depósito da fé. Isso é um Tradição (T).

            E foi pelo mesmo Espírito, que os bispos lá no século IV formaram o Cânon das Sagradas Escrituras, pois foram eles que tiveram que separar o joio do trigo, o que era inspirado e falso, e depois guardar, fazer cópias e mais cópias em pergaminhos. E tudo isso não tinha uma regra escrita, em algum escrito apostólico.

            Era na autoridade deles, e ainda é nela que cremos no Evangelho de Marcos, João, Mateus e lucas como autênticas palavras do Senhor e o de Judas, Madalena, Tomé, são apócrifos. Que o atos de Lucas é verdadeiro e o atos de Pedro, de André, Filipe eram falsos. Que o apocalipse de João é dele e o apocalipse de Tiago, Estevão, Paulo eram falsos. E tantos outros textos. Por que não questionamos se eles estavam certos ou não? Porque usamos a Bíblia de autoridade deles.
            E veja todos os debates teológicos sobre o uso dos costumes judaicos na fé cristã, sobre a Divindade de Cristo, sobre as Pessoas Divinas, sobre o Espírito Santo…. sempre foram debates de estudos posições contrárias a partir de estudos e interpretações das Sagradas Escritura.

            E o Espírito Santo, desta outra fonte de fé, entre tantos ensinamentos diferentes, ia revelando nesta Tradição, qual a Verdade bíblica, a Verdade ensinada por Jesus, e transmitida pelos apóstolos as igrejas. E era como fizeram os apóstolos em Jerusalém, quando o colégio dos apóstolos se reunia, quando o o todo, o universal (Katholicos), se reunia, através de centenas de bispos de um patriarcado formando um sínodo, ou quando o problema aumentava a proporção para outros patriarcados, juntava-se, assim todos os patriarcados, formando um concílio. Foi assim para combater os ensinos errados da gnose,do Arianismo, do Nestorianismo, dos monofisistas, etc. A Tradição Apostólica do colégio apostólico que determinava onde a Sagrada Escritura estava sendo ensinada corretamente. Se não acreditarmos que o Espírito Santo agia neles, toda as doutrinas sobre Trindade, Divindade de Jesus, Encarnação do Messias, etc, tudo caí por terra, e todos estamos seguindo simplesmente uma vertente interpretativa de tantas que haviam nos primeiros séculos.

            Por isso Católicos como para todos os ortodoxos, a Palavra de Deus é uma Pessoa, Jesus Cristo. As Sagradas Escrituras e a Sagrada Tradição contém essa Pessoa, essa Palavra infinita, Nosso Senhor.

            Uma fonte assim completa a outra, e não se excluem. pois assim como o pássaro, para levantar voo precisa de duas asas que trabalhem em conjunto e união, assim a Igreja precisa dessas duas fontes para não cair no erro teológico e na separação de seus membros, devido a falsas doutrinas.

            • Victor

              Humm, muito interessante o que você colocou, Cleiton. Sei que a Palavra de Deus é o próprio Jesus. Só o que eu estava falando desde o início, e que foi parte da conversa do podcast é a relação entre a tradição oral e as escrituras que vieram dessa tradição, apesar de não haver, em princípio, uma diferença entre uma e outra tradição. Que os ortodoxos não levam a tradição escrita formalizada (a bíblia) do mesmo jeito que os evangélicos, e que esses não
              levam muito em consideração a tradição “oral” e não formalizada ou formalizada em concílios posteriores (os escritos e entendimentos posteriores da igreja, pós séc VI, se não me engano) por acharem que esse entendimento foi, ao longo do tempo, se deturpando. Acho que você entrou em outros assuntos que tem relação com o assunto, mas que vão além dele e o aprofundam.

              O meu ponto foi que ortodoxos consideram a bíblia dentro de um corpo de
              tradições em que está incluída, logo a “regra de fé” seria essa tradição como um todo, ou seja, a bíblia, por si só não é uma “regra de fé”, que é o que pensam os evangélicos, mas faria parte da regra. Creio que os textos do site da IOG que você colocou comprovam isso. Um abraço e obrigado pela explicação.

    • Fabio Kaiser Sousa

      Pegando pelo exemplo do trem, citado no post, eu penso que como a linha de um trem a tradição também pode sofrer mudanças se formos comparar que o trem ele pode mudar de linha para o benefício dos passageiros, ou seja, de acordo com a necessidade de um todo eu vejo que a tradição pode ocorrer mudanças, tanto para o bem, quanto para o mal.
      Por exemplo, a rigidez dos costumes pentecostais em suas vestimentas e o até mesmo no esteriótipo do cabelo, eram fundamentadas em versículos bíblicos como por exemplo, 1 cor 11, em que o Apóstolo Paulo fala sobre os costumes daquela localidade sobre a virago ter o cabelo coberto e o varão ter o cabelo raspado, isso por muito tempo, foi tido como lei nas tradições pentecostais (tadinho dos irmãos heavy metal, no meio dos penteca pipoca!) e isso afastavam por muitas vezes as pessoas, pois elas não queriam ter aquele tipo de vestuário como um estilo de vida.
      Vendo essa necessidade a igreja pentecostal, ela começou a flexibilizar essa questão, e isso trouxe muita gente para as igrejas que outrora não curtiam essa rigidez de costume, esse é um ponto bom para a tradição, houve uma mudança para um bem maior, a Salvação de almas.
      Porém existe também o lado ruim de se mudar de linha de trem. Muitas igrejas aderindo a onda “gospel Herege mix” começou a introduzir heresias, que antes não existiam. Resolveram mudar o estilo de pregação, louvor para agradar ao povo, nessa “mudança de linha negativa” foi introduzida, atos proféticos, confissão positiva, e mil outras coisas made in heresias. E o pior os cultos de estudos Bíblicos forma deixados de lado e deram mais importância ao louvor à Palavra.
      Resumido o testamento, (deixo os meus bens para… #zuera!!) A tradição Cristã ao meu ver ela é boa, importante, porém conforme o tempo ela pode ser alterada de acordo com a necessidade de um bem maior que é a Salvação. No demais um abraço a todos, e podem discordar de mim ou concordar! Um abraço ao time BTCast!

      • Cleiton Silva

        Bem essa tradição que vc, citou no meu entendimento seria com a tradição ou tradições (t), das igrejas, diferentes formas de cantar, de culto, liturgia, etc. Mas a Sagrada Tradição (T) que provém dos apóstolos, assim como a exemplo da Sagrada Escritura, são os ensinos dos apóstolos e preservam as palavras de Jesus e os ensinos dos próprios apóstolos.

        E muitos então podem, questionar, como algo transmitido de viva voz, de varão para varão não vai ser corrompido o alterado. Da mesma forma que a sagrada escritura foi preservada por obra do Espírito Santo. Pois por quase 400 anos, não havia um cânon determinado de livros inspirados, e as coleções dos texto sagrados que chamamos hoje de bíblia, agora só existe em cópias,e nem por isso se corrompeu ou se alterou o que foi escrito, apesar de não ter mais as originais dos apóstolos,foram conservado o que foi transmitido, foram séculos fazendo cópias em pergaminhos, sendo as mais famosas e mais completas a Sinaiticus (https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3dex_Sinaiticus) e Vaticanus (https://en.wikipedia.org/wiki/Codex_Vaticanus), que são dos séculos IV.

        Quem tinha o trabalho de copiar em manuscritos em pergaminho, cópias e mais cópias eram esses mesmos varões. Isso não é obra do Espírito Santo? Existe uma continuidade de varões, chamados bispos, que guardaram, preservaram e escolheram, e sem acreditar que durante séculos eles tinham a mesma autoridade dos apóstolos e tinham a assistência do Espírito Santo, até a bíblia que temos hoje, perde sua autoridade divina. E as acusações das seitas gnósticas atuais e sociedades secretas tomariam razção. Referente aos diversos livros NT, que chamamos de apócrifos, (que foram separados, destruídos, queimados,por ordem da Igreja), por terem sido excluídos por um clrero (bispos) da Igreja, para manter-se no poder, no monopólio da fé, e formar a Pessoa do Jesus histórico da forma e interesse que lhe convinha.

    • Deborah Pedroso

      Sensacional! A Glória como sempre dando show!! :*

      • Vitor

        Também achei a Glória perfeita! O Yago falava, falava e ela traduzia para o “entendível”!

    • Kílvia Adriano

      Demais esse podcast. 2 plays!

    • Pizol

      Muito bom lol

    • John Caprestana

      Galera. Que música era essa que tocou durante os avisos?

    • Cleiton Silva

      Gostei muito do tema. Também a definição do Alex, onde ele explica a Tradição ou Tradições apostólicas (com T maiúsculo) um legado, um corpo doutrinário deixado por Jesus aos apóstolos e desses a seus discípulos, seja por via oral ou escrita, conforme: 2 Te 2, 15.

      Sabemos que tudo está escrito, relativo a crer na Pessoa do Verbo encarnado, e sua obra da redenção. ( João 20, 30 – 31).

      Mas existe muito mais transmitido a saber dos ensinamentos apostólicos, que podemos encontrar nos testemunhos dos Pais da Igreja. Uma Tradição (João 21, 24 – 25), que não se confunde com as tradições religiosas como a católica, ortodoxa ou reformada.

      Relativo ao questionamento, bem colocado, sobre quais as fontes dessa Tradição oral, e se são fiéis a ortodoxia? A fonte são os escritos dos chamados pais da Igreja, (não as biografias) em especial os pais apostólicos, assim chamados porque são ouvintes diretos dos apóstolos e muitos seus discípulos.

      Os textos dos Pais da Igreja, como S. Atanásio de Alexandria, Hilário de Poiters, Cirilo de Jerusalém, Cipriano de Cartago, Basílio de Cesaréia, Gregório de Nazianzo, Ambrosio de Milão, João Crisostomo de Antioquia, Agostinho de Hipona, Cirilo de Alexandria, contém interpretações e comentários de passagens bíblicas, r estudos teologicos, preparar sermões, etc.

      Já dos pais apostólico, tem conservado os textos de: Clemente de Roma, Policarpo de Esmirna, Inácio de Antioquia, Irineu de Lyon, Justino, mártir, Aristides de Atenas. Que são referências para os pais da Igreja posteriores a esses.

      Aliás, não podemos confundir os textos da patristica, com os livros apócrifos.

      Pois os livros apócrifos do NT, são aqueles que a gnose e outras seitas dos primeiros séculos redigiam e colocavam como autoria de um apóstolo, para difundir suas doutrinas.

      Referente a pergunta de Agostinho e Origines, citarem trechos de livros deuterocanônicos, é que a versão do VT, usada por eles é a septuaginta. Essa é a versão grega dos judeus de Alexandria, usada por todos judeus da diáspora, que não retornaram para Jerusalém. Diferente da versão do hebraico que não preservou os 7 livros que contém na versão grega.
      Jerônimo, fez a tradução do VT, para o latim, dos livros da septuaginta, no século IV.

      Um exemplo do uso da Septuaginta podem ser encontrado no texto do Evangelho segundo Mateus, por exemplo, onde Jesus Cristo em resposta ao diabo diz:
      “Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.” Mt 4, 4.
      Jesus referiu-se a Deuteronômio 8,3, onde na versão hebraica é usado “da boca do Senhor” enquanto a Septuaginta, em grego traz “da boca de Deus”.

      Quem tiver interesse de ler as cartas e textos do séc I e II,.as obras dos Pais apostólicos, podem ser compradas na livraria da Paulus on line. Seção patristica.

      Segue link texto “sobre a revelação divina”, o Dei Verbum, de 1965: http://www.vatican.va/…/vat-ii_const_19651118_dei…