BTCast 060 – O Cristão e a Cultura

 

Muito bem, moçada! Estamos de volta para começar a semana com um BTCast “roots”. Alex e Mac recebem o talentosíssimo Carlinhos Veiga para bater um papo hemorrágico sobre como o cristão pode se relacionar com a cultura.

Neste episódio, entenda como identificar algo positivo na cultura popular e a pensar fora da cultura de gueto evangélica; Descubra e existência da periferia da música cristã; Aprenda a lidar com o fato de que “gospel” é igual a “mercado”, e saiba também como se faz para gravar um podcast e cuidar dos seus filhos ao mesmo tempo.

Arte da vitrine Junior Peres e Brão Barbosa.

Links comentados no episódio:

Sobre o Carlinhos Veiga

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Curta também os TEOCASTs sobre o assunto:

TEOCAST #003 – A música cristã na pós modernidade

A música cristã na pós modernidade

http://milhoranza.com/2011/10/05/musica-crista-pos-modernidade/

TEOCAST #002 – A Igreja e a Contextualização Cultural

http://milhoranza.com/2011/08/03/igreja-e-a-cultura/

TEOCAST #001 – O Evangelho e a Cultura

http://milhoranza.com/2011/02/21/o-evangelho-e-a-cultura/

 

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Categorias: BTCast,Podcast

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  • Baixando!!U.U

  • Mais um pod…
    Baixandooooooo

  • Olá BTCasters,
    parabéns pelo Pod. tenho ouvido há uns 2 meses e tem sido muito enriquecedor.
    Estava aguardando ansioso por esse novo episódio.

    Curti a capa.
    Valeu.

  • Cleyton Queiroz

    Tá ai um assunto interessante…

  • Um assunto sempre empolgante… Ja to baixando pra ouvir no trabalho…
    Pela descrição do pod, mais um bate papo que nos ajuda a sairmos da alienação na qual muitas vezes nos encontramos dentro do gueto gospel.

  • Arte boa demais!
    Animou em ouvir mais ainda! 😀

  • Excelente podcast!!

    E ótimas indicações do pessoal underground da música cristã…não tenho o menor saco pra escutar rádio gospel!

    Curti o Davi no final…kkkkk…logo mais sou eu com a Sophia!!!

    Abraço galera.

    Franklin

  • Victor

    Ae galera do BTCast! Ótimo podcast, assunto maneiro mesmo! Continuem assim! o/

    • Muito bom. que Deus abençoe! não sabia da história do bob Marley legal!

  • Baixando! Taí um tema sobre o qual eu sempre quis um esclarecimento.

    E muito obrigado pela indicação ao Blog Prosa de Crente!

  • Tiago da Juliana

    Galera parabens, baixando e ouvindo…um assunto tanto quanto enriquecedor para os meus ouvidos…

  • Luiz Fernando Nunes

    Mais um excelente podcast, e as vitrines estão cada vez melhores, curto muito esses desenhos!!

  • Bruno Dutra

    Excelente cast!

    E fica o incentivo a procurar criar conteúdos que conversem com todos e não apenas com o nicho crente.

    Abraços!

  • Tobias

    Fala pessoal, se tem um assunto que me interessa, é este! No último sábado mesmo, estive em um encontro na UFSC em Floripa, organizado pela MUNIL (Missão Universitária Luterana) sobre arte, sim, somente arte, não arte x cristianismo.

    Sou um militante da música erudita aqui em Joinville, toco em uma orquestra de câmara (Camerata Dona Francisca) e os locais mais apropriados para os nossos concertos são as igrejas, simplesmente pela acústica. E é muito fácil conseguir agenda nas igrejas, é só escolher o dia que você quer, desde que seja dia de semana hehehe

    Muito relevante o tema, e nos deixa muita coisa a refletir. Aproveito pra fazer a propaganda dos próximos concertos: 09/10 as 20h na Igreja Luterana de Pirabeiraba e dia 16/10 as 20h na Igreja Luterana do Vila Nova, ambas em Joinville/SC. Vamos tocar Vivaldi e Mozart.

    Parabéns pra toda essa turma do BTCast, Deus os abençoe!

  • Helbert William

    Boa tarde galera

    cara eu confesso que este BTcast de longe foi o que fez o meu cérebro derreter e minhas lágrimas serem seguradas com intensidade…

    vamos lá…

    vivo no meio de Cristãos Pentecostais e tb sou um, trabalho com jovens em uma célula, muitos deles vem do “mundo” totalmente arrasados pela cultura, eles bebiam, iam a festas, tinham amizades que os levavam a destruição emfim…

    após a conversão em nossas igrejas recrutamos esses jovens para um jornada onde ele será consolidado e discipulado até que esteja pronto para cuidar de mais jovens e fazer o mesmo processo com eles.

    no meio disto a nossa preocupação é com a “Santidade” os jovens na minha igreja não namoram, eles se casam, parece um pouco assustados, mais acredite, é comum e cotidiano em nossa comunidade, porém isso exige um esforço enorme da parte dos líderes em dedicação ao discipulado.

    porém o namoro, a bebida alcóolica, as músicas mundanas fazem parte de uma cultura que nós chamamos de “mundana”, via de regra quando vemos alguém fazendo uma dessas coisas ficamos preocupados e aflitos e tetamos contornar a situação,discipulando ele que volte ao caminho da santidade.

    td isso tem um pq, a nossa visão são os frutos, vidas para ser mais exatos, somos discipulados a ganhar vidas para que Jesus volte logo, e principalmente por amar as pessoas que se encontram em um estado condenatório, por isso tiramos as pessoas dos vínculos nocivos, das influencias de músicas e sexualidade, para depois devolvermos esta pessoas para ganhar mais vidas.

    Assim as pessoas mundanas aprenderam a enchergar que o Crente não bebe, não fuma, não escuta ou toca música “mundana”, certa vez fiz essa pergunta do pq disso para uma pessoa mundana, e para a minha surpresa a sua resposta foi:

    “quando eu me converter, não quero ser igual ao mundo, pq do mundo eu já sou, quando me converter vai ser para Cristo”.

    então Minhas perguntas são:

    1-Um Cristão que deseja ganhar vidas, ele pode escutar musicas do mundo e pq? pq deveria? ele não deveria ser um exemplo de diferença e pureza??

    2-Um cristão pode Beber bebida alcóolica mesmo sabendo que existe sempre o risco de se embriagar e envergonhar nome de Cristo? pq eu deveria arriscar fazer isso com o meu Senhor se eu amo acima de td?

    3-A cultura cearênce nos tempos atuais é promiscua de mais, como eu poderia vive-la?

    4-se vc faz isso somente entre crentes, como vou usar isso para favorecer o evangelho de Jesus se não posso fazer na presença de não crentes?

    5-dadas as circunstâncias, quem é não crente? como se destinguir e ser diferente se o mundo diz que é de Jesus e nós os acusamos de não serem santos por causa dessas coisa?

    6-isso não é apenas para satisfazer meus desejos? e o negue-se a si mesmo?

    7-devido a toda cultura evangélica criada e engessada em religiosidade que vemos hj, seria sensato provocar toda a comunidade pq eu desejo fazer algo pra mim?

    8-qual a motivaçnao em realizar coisas mundanas que até mesmo os do mundo consideram sujas?

    bem, me perdoem desde já pelo tanto de perguntas, acho que tem umas 500 na minha cabeça mais não consigo organiza-las ainda acabei de escutar o pod.

    • Alex @stahlhoefer

      Helbert,

      Muito obrigado por expor as suas dúvidas. Antes de mais nada , e já pra espantar qualquer dúvida, quero dizer que também sou contra o sexo antes do casamento, prática homossexual, bebedeira, cf. vc citou.

      Vou fazer uma distinção inicial aqui. Existe arte boa e arte mundana, ambas encontram-se numa mesma cultura! Cultura é o conjunto de valores que se apresentam numa sociedade. Grupos culturais podem divergir da cultura de uma sociedade, apresentando outros valores, mas de certa forma eles permanecem sob esta cultura maior da sociedade. Eu percebi isso muito claramente tendo trocado Brasil pela Alemanha. Há coisas que permeiam o ser brasileiro e há coisas que permeiam o ser alemão, e mesmo que há individuos e grupos que tenham outros valores no seio destas culturas, eles permanecem brasileiros ou alemães, porque no fundo também compartilham de outros valores comuns. Quando digo valores incluo: a lingua, os habitos alimentares, os costumes e convenções sociais, os valores morais.

      Por causa do pecado a cultura também foi maculada, manchada, mas não destruída. Na cultura encontramos tanto coisas boas, quanto coisas ruins. Quando você ouve alguém tocando violão bem tocado, você como cristão reconhece que isso é uma dádiva de Deus pra essa pessoa, e glorifica a Deus por ter dado tamanha pericia musical para tal pessoa. É a beleza das coisas naturais, Deus as fez! Quando você vai a uma loja e vê uma roupa bonita, que lhe agrada e que você se sente bem, você agradece a Deus por quem a fez, e porque fez com bom gosto. Mesmo que você não saiba quem fez. Ou seja, existe na cultura coisas muito bonitas, e ela vem de Deus, pois como a Bíblia registra em Genesis 1, tudo o que Deus fez é BOM e o ser humano é MUITO BOM.

      O pecado corrompe e estraga essa beleza. Então temos uma música bela, usada para diminuir a mulher, para enaltecer a sacanagem, para a sensualidade fora do casamento, para a moralidade devassa. Temos as bebidas alcoolicas, que Jesus bebia junto com seus discipulos na Santa Ceia, que Paulo recomenda que Timóteo tome todos os dias um cálice, que Salomão enaltece na sua sabedoria, que Davi louva nos salmos. Estas bebidas podem ser consumidas para dar um pouco de alegria, para um prazer momentaneo, ou então para pecar, para destruir, para promover um vício. A mesma lógica do criado bom e corrompido pelo pecado serve pra qualquer outra coisa da cultura.

      Como lidamos então com isso? Podemos nos separar de tudo e evitar tudo que vem da cultura (será mesmo possivel isso?), assim fizeram os monges. Santo Antão (Antonio) foi o primeiro. Pra estes o pecado é a cultura, se você não tiver acesso a cultura, então não vai pecar, será puro. O problema é que Jesus orou ao Pai (Jo 17) pedindo que não os tirasse do mundo, mas que os santificasse na verdade! Jesus nos salvou do mundanismo (entendido aqui como obediencia aos padrões morais do pecado), mas não nos tirou da vida no mundo.

      Poderiamos talvez viver totalmente na cultura, e achar que tudo é lindo, bom e dadiva de Deus e que nada tem de errado na cultura. Só que aí não saberemos distinguir certo do errado, não perceberemos o limite entre o que é pecado e o que não é (ainda que sempre seja dificil perceber alguns limites).

      Por isso na história surgiram caminhos do meio. Uma tentativa de levar a sério o chamado de JEsus a permanecer no mundo e a transformá-lo. Não conformar-se ao mundo, mas viver nele para mudá-lo.

      Uma forma é o gospel. Que quer transformar o mundo numa igreja. Só é bom aquilo que tem Jesus escrito em cima, musica boa é a que fala de “Jesus”. Loja boa é que tem dono crente. Político bom é o pastor. O problema é que neste caso, o cristão é identificado como alguém que não tem pecado, ao passo que o não-cristão só tem pecado. Nossa tarefa é arrastar o mundo da cultura da sociedade, pra nova cultura, a gospel. Não há conversão de corações, só mudanças de moral e padrões de consumo. Continuamos avarentos e consumistas como todo mundo, so que por coisas de “Jesus”. “Jesus” se torna uma marca comercial, e não o mais o Senhor.

      A via que propomos é deixar Deus ser Deus. Ele criou tudo bom e lindo. Mas o pecado manchou. Logo nossa tarefa como cristão é viver na cultura, nos afastando dos valores nocivos e apresentando Cristo como salvador, Senhor e redentor de vidas e da cultura. Ou seja, o violão caipira que é lindo pode ser tocado, tanto na Igreja quanto no show, e no show todas as letras bonitas podem ser tocadas, só não vamos mais tocar aquelas que falam mal de pessoas, que mostram uma sensualidade desvirtuada, que diminui a dignidade das pessoas. Essa é a diferença que podemos fazer! Usamos aquilo que é bom para um bom propósito, e lançamos fora aquilo que é ruim e pecado. É preciso de discernimento, e não cabresto. Fomos chamados para viver a liberdade dos filhos de Deus, e não mais a obediencia cega as leis.

      Quanto a sua comunidade, ore pra que Deus dê a sua direção, você pode influenciar, perguntar e questionar seus lideres sempre. Mas não causar intrigas. Provavelmente eles vão dizer que você tá ouvindo coisas do mundo, que deve se afastar delas pra não pecar. Tudo bem, é a visão deles. É uma visão possivel, que tem seu valor. Mas não creio que ela faça jus ao todo do Evangelho.

      Que Deus lhe dê discernimento e sabedoria. Abraços!

      • Helbert William

        Muito obrigado pela resposta mano, foi muito boa e explicativa, não tenho mais nada a dizer, somente um grande obrigado pela sua atenção 🙂

  • Rafael Silva

    Equipe Btcast em primeiro lugar quero parabenizá-los pelo ótimo que vocês estão desenvolvendo ao longo desse tempo através do podcast. E aproveito esse comentário para podermos expandir um pouco mais esse assunto. Esse tema sempre permeia meus estudos e já li algumas coisas sobre ele, e hoje esse btcast pode me ajudar em muitas duvidas, mas sempre vejo este assunto sendo discutido usando a cultura/arte elitizada (se assim posso chamar) que seria a poesia, obras de arte e musica (mpb, instrumental e etc) e também o que acontece e que o assunto é discutido e pensado de uma forma mais ampla alcanço a igreja não como individuo apenas, mas como comunidade. E acho que falo por muitas pessoas que a duvida maior é mais no âmbito pessoal, eu como cristão como lido com a cultura (não digo a elitizada) ? Essa é a pergunta que me rodeia todos os dias, pois infelizmente nem todos tem abertura para esse tipo de cultura a qual os irmãos usara de exemplo, estamos mais acostumados com a cultura pop (Cinema Blockbuster, hq’s, Séries, literatura fantástica e etc) e é essa “cultura” que tanto nos faz pensar em como usufrui-la de modo que Cristo possa ser glorificado. Usando meu testemunho pessoal, quando me converti acabei quebrando meus cd’s antigos, procurava não asssistir mais filmes, livros que tinha acabei jogando fora também, pq achava que agora o que eu tinha que consumir tinha que ser “cristão”. Com o deccorrer do tempo você vai amadurecendo um pouco mais e via vendo que não é bem assim e tal. Mas infelizmente essa é a realidade da igreja, essa é a nossa cosmovisão e o mercado gospel faz com que esse pensamento aumente mais e mais e chego a uma conclusão de que esses guetos que criamos, não é por vontade própria, mas sim por uma falta de entendimento desse relacionamento do cristão com a cultura (no âmbito pessoal). Então peço para que meus amados amigos do Btcast (Bibo, Mac e alex) possa nos ajudar a aprofundar um pouco mais esse tema e traze-lo para um lado mais pessoal do cristão, como lidamos com a cultura pop (Cinema Blockbuster, Sérios, literatura fantástica e etc) ?

    Que Deus possa nos guiar e nos fazer entender o que aqui será discutido!

    Abraços a todos

    • Alex @stahlhoefer

      Rafael,

      Valeu pela questão mano! A dúvida sobre a relação pessoal com a cultura é bem valida.

      Mas antes uma ressalva! Na verdade não procuramos tratar de cultura elitista. Convidamos um artista de viola caipira, que de elite não tem nada. O Carlinhos não faz musica pra madame ouvir enquanto toma seu chá junto com seu esposo fumando charuto. Ele faz musica pra gente simples, pra gente do interior. Cinema e literatura são bem mais elitistas dos que musica caipira.

      Porém sua pergunta é bem justa, considerando que boa parte de nós ouve, lê e lida com cultura pop, é o mais comum.

      A maior dificuldade é que cinema blockbuster, series e literatura fantastica não são artes que nós podemos participar. Nós somos apenas os consumidores dessas artes. Como cristãos temos a tendencia de olhar para elas apenas pra perguntar: isso serve como ponte evangelistica? Eu acho que tem mais valor, acredito que estas artes da cultura pop servem para entretenimento, e isso é justo e bom. Eclesiastes nos ensina que podemos nos alegrar com o fruto do nosso trabalho e com o vinho. Sabendo que são coisas passageiras, mas boas.

      Complicado com a cultura pop, é que nós temos pouco poder de influenciá-la, de transformá-la, e este é um chamado claro do evangelho. Mas como dissemos no pod, porque não autores cristãos, roteiristas, cineastas produzindo cultura pop de um outro ponto de vista (e que não seja a baboseira gospel, nem cinema de nicho, só pra crente)?

      Acredito que o que falamos no pod vale igualmente pra cultura pop. Acho que vale a pena sentar com o grupo de jovens pra debater Breaking Bad (aqueles que gostam). Acho que vale a pena emprestar a igreja pra um autor de fantasia brasileiro fazer o lançamento do seu livro. Acho justo que literatura de fantasia seja lida por crentes e que haja espaço pra falarmos sobre o assunto nos grupos da Igreja.

      Concluindo: valem duas coisas, consumir cultura pop pra seu deleite pessoal e entretenimento é bom, e faz bem. Mas fazemos isto também considerando que os valores ali ensinados podem ser diferentes dos nossos. E isto nos leva a pensar: o que posso fazer de diferente? Nesse caso, uma andorinha não faz verão! Ou você se torna uma artista, ou usa arte dos outros como ponte pra um diálogo frutifero com seus amigos 😉

      • Rafael SIlva

        Alex, tua resposta foi muito esclarecedora pra mim, valeu cara! Só aproveito pra fazer uma ressalva e tentar aplicar um pouco do que eu entendi.

        Não quis dizer que o bate papo entre vocês, foi utilizando uma linguagem elitizada ou que o pastor tocava para elite, mas sim, que a forma de cultura discutida (poemas, artes plasticas, musica) foi a cultura que infelizmente não atinge a maioria dos brasileiros e por que não dizer dos cristãos também. Mas enfim recebo sua exortação…rs
        E ao meu ver o que vc (Alex), tentou me responder foi que a cultura pop é pra usufruirmos dela apenas como um entretenimento. É mais um consumo mesmo, é isso ?

        Abraços

        • Alex @stahlhoefer

          OI Rafael,

          Vamos tentar fazer uma distinção aqui. Cultura inclui valores, linguagem (e suas expressões na fala, na escrita e na arte), religião, usos e costumes.
          A chamada cultura pop, se vc observar bem, ela é criada para produzir consumidores. Um “Jovem Nerd” produz conteúdo para ser consumido. Ele “vende” conteúdo nerd, que os interessados adquirem para seu entretenimento/aprendizado. Ele faz cultura pq pessoas usam suas camisetas, falam suas girias, reproduzem os jargões “Jovem nerd” de ser. Mas ele não deixa de ser alguém que produz algo com intuito comercial. Nós pessoas mortais, influenciamos muito pouco nessa cultura. Claro que a cultura nerd privilegia mais a participação em rede, com foruns, com twitter e facebook, e varias outras possibilidade que o JN, por exemplo oferece. Nesse mundinho nerd nós fazemos um blog/site ou página no face, ou um podcast ou um vlog e tentamos apresentar nossa cara ao mundo. As vezes conseguimos um pouco de alcance, e assim influenciamos outros (como cristão, espero que seja uma influencia positiva).

          Agora pense na indústria do cinema, da TV (series), da literatura. É um universo magnifico pro lazer, aprendizado, pro debate, pro crescimento individual. Mas poucos os autores e produtores estão acessíveis a nós. Nosso poder de influenciar essa gente é quase nulo. O que influencia essa industria de midia é o mercado consumidor. Ou seja, as tendencias de venda. E aí meu filho, somos só gado mesmo. A cultura pop vem a nós como pasto para ser comido. Só podemos escolher qual a variedade de pasto vamos comer, mas nunca vamos influenciar o dono do pasto quanto às escolhas deste. Por isto a cultura pop é cultura de massa e orientado para a venda, assim como a cultura gospel o é orientada para o público “evangélico”.

          Por isso não vejo outro modo de nós participarmos da cultura pop a não ser debatendo ela comunitariamente, recebendo-a como entretenimento/aprendizado/impulso, mas ao mesmo tempo sendo crítico à ela. Mesmo que não venhamos a mudar nada, pelo menos podemos saber melhor que pasto vamos escolher na hora de comer, e que há talos mais duros e amargos, e outros mais doces e macios pra se comer.

          Pessoalmente eu vivo na cultura, sou influenciado por ela, tento no pouco que dá influenciar, mas tento ser um pouco contra-cultural, isto é, eu sou cristão, eu tenho valores que não fecham com os da cultura do mercado, e eu não posso ficar quieto, seja pra elogiar filmes/series/musicas que mostram valores bons e dignos, seja pra criticar os que fazem o contrário. Tudo é cultura, sim! Não há ser humano sem cultura, o que há é culturas chafurdadas de pecado que clamam por redenção. Essa é minha tarefa.

    • Mac

      Inclusive, em complemento a fala do Alex, cito aqui um artigo que li outro dia intitulado “Por que cineastas cristãos deveriam ver Breaking Bad” (tradução livre).
      Resumindo, nele o autor critica a falta de criatividade dos cineastas cristãos e o fato de que eles só conseguem lidar com finais felizes. Assim, da tragédia e o drama (que também podem ser vistos claramente na Bíblia) pouco conseguem extrair.

      Segue o artigo: http://americanvision.org/9402/christian-filmmakers-should-be-breaking-bad/#sthash.LAwM2X4N.dpbs

      Na literatura posso citar outros dois bons exemplos. C. S. Lewis com suas “Crônicas de Nárnia” e o brasileiro Leandro Lima com seu “Olam: Crônicas de Luz e Sombras”. Ambas as obras concebidas por dois cristãos e que, através da literatura fantástica, se utilizaram do dom que Deus lhes deu para redimir a cultura, influenciando-a beneficamente.

      • Rafael SIlva

        Valeu pelo seu complemento ao assunto Mac, como não sei inglês, vou dar um ctrl + c e colar no google translate, vamos ver o que vai dar…rs
        Puxando um pouco mais do assunto, e os exemplos que você usou e utilizando a resposta do Alex. vc acha que nós como crsitãos, temos que sempre que fazermos uso da cultura (não digo a qual podemos criar, mas a já feita, a qual apenas participamos como consumidores)sempre temos que tentar redimi-las ou olhar pra ela com uma cosmovisão cristã ?

        Abraços

        • Mac

          Rafa,

          Acho que sim. Penso que o cristão sempre se beneficia quando olha para a cultura a partir de sua cosmovisão. Aliás, ninguém olha para a cultura de forma imparcial e/ou sem pressupostos, e com o cristão não é diferente.

          Penso que o resumo do conceito de redenção da cultura pode ser este: Glorificar a Deus. Sendo assim, devemos fazer isso sempre, tanto quanto for possível. Pontuando novamente o que o Alex já bem falou, isso não tem a ver com fazer do mundo uma igreja. Glorificar a Deus é fazer qualquer coisa nEle e para Ele, independente do contexto em que eu estiver inserido.
          Por exemplo. Um cristão professor de física que irá palestrar para um público inteiramente ateu não irá fazê-lo usando um vocabulário “evangeliquês”, fazendo de sua apresentação um sermão ou algo nesse sentido.
          Ele vai apresentar todo o seu conhecimento de forma a glorificar a Deus, porque ele sabe de onde veio sua capacitação, quem o dotou de habilidades e quem é digno de receber louvor pelo trabalho que ele fará.

          Então, glorificar a Deus na cultura é quando encontramos primariamente nEle o impulso de ser e fazer, e quando retornamos a Ele a consciência de um trabalho bem feito, em qualquer lugar e em qualquer tempo.

        • JORDAN ARLEY

          Galera do Btcast,
          Achei o papo excelente! Tenho pesquisado essa questão relacionada a influência teológica na produção humana nas diversas esferas da vida cotidiana. Essa relação entre “cultura de gueto”
          e santidade na Igreja é uma relação delicada. Por que como foi falado no podcast, existem pessoas que demonizam a cultura (cristãos que não sabem se comunicar com a cultura vigente sem desvirtuar o evangelho)e aqueles que a endeusam (inclusive adulterando preceitos/mandamentos sólidos e inegociáveis. Tais como o homossexualismo como questão apenas cultural da época, pastorado feminino como sexismo da parte de Paulo e outras coisas que são marcas da influência no pensamento liberal como desdobramento do pensamento liberal). Precisamos e gente que rompa essas correntes que estão nas raízes anti intelectuais ligadas principalmente ao pensamento pentecostal e discutir esses temas para que possamos crescer e influenciar a sociedade brasileira redimindo a cultura.

          Na questão musical eu já utilizei a musica da Legião Urbana “perfeição”, mais precisamente seus últimos versos para evangelizar. Por que quem conhece o mínimo da bíblia sabe que Renato Russo a utilizava. Então sei isso como gancho diversas vezes para evangelizar pessoas que eu sabia que gostavam de ouvir suas musicas.

          Deixo também algumas dicas:

          1. Faltou vocês citarem e colocarem no post os Teocast do Milhoranza sobre musica e cultura:

          TEOCAST #003 – A música cristã na pós modernidade

          A música cristã na pós modernidade

          http://milhoranza.com/2011/10/05/musica-crista-pos-modernidade/#axzz2hKJ769JY

          TEOCAST #002 – A Igreja e a Contextualização Cultural

          http://milhoranza.com/2011/08/03/igreja-e-a-cultura/#ixzz2hKJzBoAN

          TEOCAST #001 – O Evangelho e a Cultura

          http://milhoranza.com/2011/02/21/o-evangelho-e-a-cultura/#ixzz2hKKQV2Bi

          2. Na questão que foi falada sobre o reggae, tem um artista aqui no Rio de janeiro chamado “Salomão do raggae” que faz raggae com letras contextualizadas e vale a pena conhecer. Creio que ele tenha vindo do movimento “rasta”.

          • Alex @stahlhoefer

            Muito bem pontuado Jordan,

            E a não citação do Milho foi falha minha, pois tinha anotado pra citar e colocar no post, e depois acabei esquecendo. Mas vou subir os links pro post agora! Valeu!!
            Abraços

          • Jordan Arley

            Pra quem quiser saber mais sobre o salomão do raggae te um papo com ele nesse podcast:

            http://www.manacommanteiga.com.br/salomao-o-mana-e-o-reggae/

            Vale a pena conhecer o som do cara, é muito bom!

        • O gloooooooooooria!

        • Giovanna Karin

          Olá galera! Mas que podcast! Já muito bem explanado e falado por todos! Mas não poderia deixar de deixar minhas considerações. Não canto, não toco nada, mas sou apreciadora de uma boa música em todos os momentos. E essa questão de colocar a cultura no meio cristão sempre me fez pensar muito, até que ponto nós queremos ser iguais, ou melhor, tirar aquela visão dos de fora, que crente é tudo igual, que não pode isso e não pode aquilo. Sei que precisamos ter um meio termo, mas acabamos ficando numa linha tênue entre estarmos nos adaptando aos não cristãos, pq precisamos traze-los para o nosso meio se sintam. Seguindo nesse pensamento, na minha cidade, existe uma certa denominação, onde de modo semelhante existe também um dia onde eles abrem as portas para uma noite cultural, onde eles entendem que a música em sim que é boa pode ser usada para glorificar a Deus. Ai, claro que lota, e vai gente de todos os tipos, que inclusive aos domigos de fato vão para o culto, porém, essas mesmas pessoas continuam a sua vida normalmente, pq a parte de mudança de vida, infelizmente não acontece. Graças a Deus, esse pastor que esta colocando a cultura no meio da igreja, faz de forma séria e responsável! Que muitos possam levantar-se e fazer da mesma maneira!
          Que Deus abençoe muitos outros podcasts assim!
          Abraço gente!

          • Alex @stahlhoefer

            Giovanna,

            Posso compreender bem sua preocupação. Em boa medida foi a minha no passado também, quando era jovem e tinha medo do que poderia me contaminar. Mas aqui não se trata de simplesmente trazer elementos da cultura pra dentro da Igreja pra entreter os crentes (isso o gopel já tá fazendo usando letrinhas “santinhas”, mas sem conteúdo bíblico relevante), mas se trata de olhar pra cultura que temos aí no mundo, e se perguntar: o que é bom? com o que é eu posso ficar? o que é ruim? o que eu devo transformar? Essas são as perguntas que nos fazemos! Foi a partir de perguntas como estas que surgiram ideias como a do Carlinhos em Brasilia.
            Abraços!

        • Luiz Lima Jr.

          É, fui conferir o tal podcast do Maná com Manteiga da entrevista com o Salomão do Reggae, e ele fala muita coisa que casa com o esse maravilhoso episódio do Carlinhos Veiga. Realmente, se você gostou do tema, vale a pena conferir: http://www.manacommanteiga.com.br/salomao-o-mana-e-o-reggae/

  • to ouvindo é tá bom
    ai me add no skype
    ou me mande link.
    valeu

    • Galera, que podcast bom demais!
      Ótimas dicas e uma visão sensacional sobre cultura e arte cristão.
      Curti muito e acho que vale pelo menos mais um falando sobre Arte e Cultura em geral.

  • Dangelis Abrantes

    bom galera como tentei dizer antes mais o meu comentário foi cortado ehehehe….

    Esse #PodCast está show de bola, e agora que ouvir o “AG” numero 26 com a participação do Alex, acredito que um assunto puxou outro e que complementou muito bem com a conferencia a qual eu participei no final de semana(Secularização Globalizada da Juventude #SteigerBrasil).

    No mais quero deixar o meu abraço, dizer que estou aprendendo muito com vcs e novamente citando o “AG”, é bom termos o BtCast para aprender e não sermos acoplados pelos ensinamentos da Teologia Liberal…

    Fiquem na paz!

    • Aeee galera. Beleza?
      Sou um assíduo acompanhante do trabalho que vocês fazem, só tenho a elogiar!
      Uma dúvida (ou sugestão) que me veio à mente é: Por que vocês não fazem uma oração antes de começar o estudo?
      Às vezes me pego ouvindo os podcasts como se fossem um passatempo para quando eu não tenho algo que me ocupe. Uma oração ‘espiritualizaria’ esse momento me fazendo cair na real (dar mais atenção), me faria buscar uma inspiração para entender melhor cada palavra e traria mais seriedade, apesar de ser o podcast mais descontraído que eu já ouvi.
      Valeu a atenção! 😀
      p.s.: Ontem fiz transfusão de sangue depois de tanta hemorragia nasal que tive.

  • Jesner

    Fico feliz ao ver bons temas serem discutidos com clareza, vocês estão de parabéns!

    Não tenho muito que acrescentar, apenas gostaria de indicar dois excelentes livros para quem deseja se aprofundar nesse tema. São eles:

    “A Morte da Razão” – Francis Schaeffer
    “A Verdade Absoluta” – Nancy Pearcey

    Estou lendo um terceiro livro sobre a Graça Comum e até agora tenho curtido muito, não sei se há tradução, mas fica a dica.

    “He Shines in All That’s Fair: Culture and Common Grace” – Richard J. Mouw

    Abraço e continuem com o ótimo trabalho!

    • Alex @stahlhoefer

      Obrigado pelas dicas de literatura Jesner!
      Abraço!

  • Que maravilha esse podcast!
    Há tempos eu queria escrever, mas fui protelando, sou pentecostal da Assembleia de Deus, tenho muitos elogios a fazer referente a temperança que vocêis tem em tratar conosco, geralmente, outros podcasts, apesar de não assumirem, tem uma visão muito generalizada.
    Se vale pensar, conheci o BTcast atravez do BTLERO sobre Zombis, muito bem, digo isso pois foi atravez da pesquisa pela cultura pop atual que encontrei o titulo sobre vida crista em um apocalipce zombi, Achei quase uma blasfemia o titulo…rsrs, a curiosidade por ouvir me ganhou, e apartir dai conheci esse grande mar de conteudo teologico edificante. Tive que receber doação de litros e litros de sangue depois de ter emorragias nazais que arrebataram(rs)meus pensamentos.

    Um grande abraço e continuem firmes assim, prometo colaborar mais, não só com comentários.
    Em outro momento contarei tudo mais detalhado.

    Quem diria que um BTlero faria tanta diferença em minha vida, depois dai que conheci os Irmãos.com, no barquinho, e outros.

    • Mac

      Que beleza, Silas. Legal saber que o #BTLero serviu de ponte para o #BTCast 🙂

      Abração!

    • Hebertty Vieira

      Muito bem…
      Parabéns pelo Pod. Eu já acompanho o btcast a muito tempo e já fiz a famosa maratona, mas nunca havia comentado anteriormente.
      Contudo, eu gostaria de cumprimentar o Carlinhos Veiga pelo trabalho e pelo testemunho, mas, por outro lado, eu também gostaria de questionar se por acaso essa ideia pode ser um pretexto para muitos fugirem de uma vida separada (santa) e ficar em contato com as práticas anteriores. Talvez a resposta para a minha própria pergunta seja o equilíbrio…o meu dilema é que as vezes o equilíbrio é o melhor, mas eu fico pensando quais foram as motivações para isso sabe…por exemplo, de início o Carlinhos deixou claro que era difícil deixar as festas familiares e por acaso ele buscou argumentos para conseguir conciliar tudo isso, talvez depois tenha havido um amadurecimento também, mas a motivação parece muito humana entendi…não parece motivada por uma regeneração. Por exemplo, a bebida, como já mencionada nos comentários anteriores, não é um pecado nela mesma, mas o novo cristão que costuma beber logo arruma esse argumento para permanecer nesta prática, quero dizer que a motivação pode não ser a mais nobre.

      • Alex @stahlhoefer

        Hebertty,

        Desculpa pra ficar no pecado agente sempre arruma. Até com a teologia mais ortodoxa, ou mais fundamentalista. Não é necessário ser liberal ou aberto pra arrumar uma justificativa pro pecado, aliás, os fariseus eram os caras mais bíblicos e ortodoxos do judaísmo de sua época, e conseguiam pecar megabogamente!

        O que tentamos propor (é só uma tentativa!) é uma teologia que ajude a mediar a vida na sociedade. É lógico que há coisa boa no mundo, se não a Bíblia tá errada (Gn 1!), o que como cristãos temos dificuldade é em reconhecer o que é bom, e separar o que não é bom. Aí as teologias do cagaço, para resguardar o crente de não pecar, proibem tudo, com o argumento de que é muito difícil separar o certo do errado, então é melhor se separar de tudo pra evitar o pecado. Essa teologia produz crentes com medo de tudo, crentes que são salvos do mundo, mas não ajudam a salvar o mundo. Detalhe que JEsus enviou seus discipulos ao mundo e pediu a Deus que não os tirasse do mundo. O que as Igreja fazem é tirar as pessoas do mundo e enviá-las pra dentro das igrejas, pois lá elas ficarão a salvo. Essa estratégia é a mesma do catolicismo, sem nenhuma diferença, só que ao invés de santos, tem pastores de chapéu, bandas “brilhantes” e adoradores adorados.
        Então, o que propomos não é nobre, é uma tentativa humilde de usar o discernimento pra saber o que é bom e como eu posso viver cristamente, fazendo diferença e evangelizando pessoas para viverem para Cristo.
        Abraço

        • Hebertty Vieira

          Desculpe a demora….rs..
          Eu entendo perfeitamente este argumento.

          Parab

        • Aí pessoal, demorei pra comentar, mas atrasado é quem não chega! 😀

          Muito legal este programa, a conversa fluiu muito bem, gostei de conhecer o trabalho que o Pr. Carlinhos Veiga vem realizando em Brasília. Interessante pensar que desde que me entendo por gente há o debate Igreja x Mundo rolando nas igrejas, o quanto devemos nos envolver, se podemos (ou devemos) escutar ‘música secular’ (filme e novela pode! hehe), etc.

          Realmente não consigo entender a razão das pessoas pegarem tanto no pé da música, em comparação com as demais artes. Uma iniciativa que tivemos na igreja que eu frequentava foi fazer uma noite cultural, onde nos juntávamos para discutir filmes ou músicas. Em certa ocasião o que fizemos foi tocar trechos de músicas ‘seculares’ e depois o Pastor vinha e comentava em cima da letra. Não é necessário dizer o quão ‘controverso’ foi, dentre membros da própria igreja e de outras comunidades. 😛 Curioso é que em outras ocasiões, quando exibimos trechos breves do filme que estava sendo discutido, não gerou a mesma controvérsia…

          Outra situação relacionada a música aconteceu com a banda que eu tocava (tecnicamente, ainda toco, pois nunca acabamos oficialmente! hehe). Era uma banda de rock cristã, mas de boa inserção com os músicos da cidade em geral, por, dentre outras razões, nosso guitarrista ser um dos melhores professores de guitarra de Recife. Passamos a ser chamados para tocar em shows com bandas seculares, chegamos a abrir o show das bandas Dr. Sin, Iron Maiden cover e outras da região. Passamos a ser bem criticados por meio de emails e mensagens do site, sempre de forma anônima (atitude bem cristã! hehehe). Essa não foi a principal razão para interrompermos o trabalho, mas infelizmente me desanimou um bocado na época. 😛

          Um autor que venho lendo e entrando mais em contato recentemente é o Abraham Kuyper. Ele enfatizava um conceito interessante que é o da antítese entre os Cristãos e os que não foram regenerados pelo Espírito Santo. Ele acreditava que a regeneração produz uma mudança epistemológica que leva os Cristãos a interpretar a realidade de forma diferente (e com mais precisão) do que não-Cristãos. Ele também enfatizava a questão da Identidade Cristã, no sentido de que os Cristãos devem participar nas diversas esferas públicas sem comprometer, ou sacrificar, a sua fé. Estou lendo um livro bem curtinho dele chamado “Wisdom & Wonder: Common Grace in Science & Art” (Comprado na versão digital por menos de 1 dólar em http://www.amazon.com/Wisdom-Wonder-Common-Grace-Science/dp/1937498905). Obviamente, como pode ser notado pelo título do livro, ele também enfatizava bastante a questão da graça comum. Me parece um cara bem relacionado ao assunto do podcast, achei que valia a pena mencionar. 🙂

          Muito obrigado pelo trabalho que vocês tem feito, grande abraço!

          Leo

        • Célio de Castro

          Episódio show! Aliás, o padrão de qualidade do BtCast pra mim é inquestionável.

          Parabéns galera.

        • Wélica

          Muito bom! Parabéns aí pelo trabalho! O primeiro podcast de vocês que ouvi, baixando outros freneticamente! 🙂 Abraço.

  • Escutando esse Pod,me lembrei de Outro Show de Bola.Indico.Escutem:
    http://www.manacommanteiga.com.br/salomao-o-mana-e-o-reggae/

    • Luiz Lima Jr.

      Tu já é o segundo que recomenda esse podcast aqui nos comentários, além dos que já me recomendam em tudo quanto é lugar! Vou conferir pra ver se é isso tudo mesmo que todo mundo ta falando…

  • Excelente pessoal, gostei do tema e da forma como foi abordado, só não foi perfeito porque faltou o Bibo, mas valeu. Abraços

  • Carolina Carteli

    Muito bom! Falar sobre cultura e mundo cristão rende sempre fortes emoções da minha parte, (o mundo não está perdido). A maioria de sons que eu ouço são gringos, é dificil achar alguma coisa boa no nicho gospel, salvo algumas exceções. Agora, meu tempo a sós com Deus é ouvindo “adoração”, gosto muito das letras do Santa Geração, Heloisa Rosa, Os Arrais, Lucas Souza e Grupo Elo…