BTCast 164 – Molinismo

 

Muito bem (3x), o seu podcast semanal de teologia está no ar. Neste episódio Mac e Cacau recebem Antônio Neto para explorar um assunto ainda pouco difundido no meio cristão brasileiro: o Molinismo

Mas o que é  o Molinismo? Das várias áreas de atuação e de difícil solução dentro do pensamento cristão, o Molinismo procura dar uma alternativa para problemas que o Calvinismo e o Arminianismo, por exemplo, possuem dificuldade em harmonizar. Um desses problemas é a questão da soberania de Deus versus livre arbítrio. É fácil correr o risco de enfatizar um a anular o outro e se perder no equilíbrio que as Escrituras propõe. Dessa forma, o Molinismo se coloca no meio do fogo cruzado que muitas vezes há entre calvinistas e arminianos e hasteia a sua bandeira de paz do Conhecimento Médio. O que é a teoria do conhecimento médio?

Outro grande problema é a questão do dilema do sofrimento e do mal. Poderia o Molinismo resolver algo que tem sido motivo de debate por praticamente toda a história da humanidade? Quais soluções então poderiam ser apresentadas para a realidade de um Deus de amor e ao mesmo tempo onipotente, mas que permite a existência do mal? 

Mas como na vida nem tudo são flores, o Molinismo também enfrenta algumas dificuldades. Quais são? Porque essa corrente de pensamento não é tão conhecida? Essas e outras perguntas debatidas aqui nesse “curso de teologia em áudio”.

O Bibotalk tem a missão de ensinar teologia em áudio para ver o crescimento bíblico-teológico da igreja brasileira. E através da série Debates Teológicos promover o diálogo saudável entre as diferentes linhas de pensamento.

Arte da capa: Guilherme Match (conheça o trabalho dele aqui!).

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    • César Aguiar

      Vamos a mais um episódio a um novo conhecimento!!!

    • Samuel Coutinho

      Tenho uma grande reclamação!!!!!!!!!!!!!!!!

      Esse calvinista, Antônio Neto, é muito gente boa e honesto demais. Não tenho nem coragem de apontar minhas discordâncias (e alguns pequenos equivocos) devido ao tom extremamente irênico com o qual ele expõe suas opiniões. Ele conquista até mesmo os “adversários” com a sua cordialidade.

      Parabéns pessoal por esse BTcast, extremamente útil. E parabéns Antônio Neto pela sua postura.

      • manoo, mas coloque aí seus contrapontos. Aqui é tudo na paz!

        • Samuel Coutinho

          Opa….então deixe-me começar com um elogio:

          O Antonio Neto (AN) foi extremamente didático ao falar dos três “momentos” do conhecimento de Deus (conhecimento natural, médio e livre). A explicação sobre os mundos possíveis e viáveis (factíveis) também foi formidável: simples e certeira.

          Com respeito a alguns equívocos:

          O AN disse que Molina era português, no entanto ele era espanhol.

          Ele também disse que o livro do Alvin Plantinga, “Deus, a liberdade e o mal”, utilizava mais o conceito de livre arbítrio do que o molinismo para defender sua proposta; entretanto, minha impressão é diferente. A defesa de Plantinga é completamente embasada nos conceitos de mundos possíveis e mundos viáveis, basta ver a partir da página 51, onde o autor argumenta que um “mundo possível” no qual criaturas livres e o mal coexistem não é um “mundo viável”. Aliás, Plantinga gasta muitas páginas abordando conceitos associados ao molinismo.

          Bem no inicio do podcast, o AN deu a entender que Molina cria que Deus prevê aqueles que aceitariam a graça, no entanto, essa afirmação é bem imprecisa, visto que Molina cria na eleição incondicional e em seus desdobramentos.

          continuo amanhã ou depois….

          • Antonio Neto

            Samuel, obrigado pela correção. Luis de Molina foi, de fato, Espanhol e, inclusive, isto estava escrito no meu manuscrito preparado para o podcast. Fiz confusão entre o lugar de nascimento e atuação. Obrigado pela correção!

            Quanto a Plantinga, se você ler bem o livro dele, o seu compromisso não é a defesa do molinismo, mas a defesa da Free Will Defense quanto ao problema do mal. Ou seja, Plantinga utiliza ideias molinistas para vindicar a a defesa do livre arbítrio quanto ao problema do mal.
            Você está certo em dizer que ele gasta um bom tempo com os conceitos molinistas, mas precisamos concordar que sua ênfase está na questão do livre-arbítrio quanto a possível solução para o problema do mal.

            Por fim, quando eu mencionei que Molina cria que Deus sabia o que cada homem faria se fosse exposto à determinada graça, isso está perfeitamente condizente com sua crença na eleição incondicional. Porém, Molina não queria cair no “erro” dominicano de eliminar a liberdade humana da questão.

            Irmão, agradeço muito tua contribuição e correção.

            • Samuel Coutinho

              Irmão Antônio Neto, obrigado pela interação; é um prazer falar com você.
              Na sequência, eu apresentarei, com todo respeito à sua opinião, um ponto de vista um pouco diferente sobre algumas questões. Por favor, não me entenda mal; só desejo mostrar uma outra perspectiva.

              Em certa altura do podcast, você declarou que a bíblia afirma tanto a soberania absoluta de Deus, quanto a liberdade do homem. Eu não tenho dúvidas de que libertários, compatibilistas e deterministas creem dessa mesma forma. A questão é saber o que você quer dizer por “soberania”. Se você estiver pensando em “determinismo” (que Deus decreta ativamente tudo o que acontece), eu discordo que a bíblia afirme esse tipo de “soberania”. Os decretos de Deus são sem dúvida todo-abrangentes, no entanto, não são todo-determinantes.

              Para um libertário como eu, a coexistência de ambos (soberania e liberdade) não é um problema lógico, visto que soberania significa que Deus está no comando de tudo, sem todavia causar tudo. A escolha que alguém faz pelo pecado, p. ex., não foge ao controle de Deus, todavia, Deus não é a causa última dessa escolha.

              Sobre evitar a utilização de categorias gregas para interpretação da bíblia, sua opinião nesse podcast foi circular. Em suma, você disse que Deus é um “ser lógico”, no entanto, recomendou não usarmos a lógica (evitar categorias gregas) para interpretar as escrituras. Um pouco mais confuso, e até conveniente, foi a sua argumentação de que se evitarmos as categorias gregas, e abraçarmos o ensino bíblico de “soberania” e liberdade, acabaremos por aceitar ambas as “verdades” sem a necessidade de buscar uma convergência entre elas; ou seja, se entendi bem, você concluiu que se evitarmos as categorias gregas, acabaremos por aceitar o compatibilismo (uma categoria grega – quanto ao sentido).

              Tenho que dizer mais uma vez: a necessidade de compatibilizar “soberania” e liberdade só existe para quem é compatibilista. Para um libertário, não há incompatibilidade entre o conceito bíblico de soberania e liberdade, por isso não precisamos rejeitar as regras de lógica para aceitar o ensino claro das escrituras. A incompatibilidade só existe na relação determinismo x liberdade, não na relação soberania x liberdade.

              Por último, “soberania” (=determinismo) e liberdade não são dois trilhos que se cruzam no infinito. Determinismo e liberdade são conceitos opostos e excludentes. Se uma escolha é feita por necessidade (decreto), então o ente que escolhe não é livre, a menos que seja redefinido o conceito de liberdade (e é isso que os calvinistas compatibilistas fazem).

              O comentário já está grande demais… Mais uma vez, quero afirmar minha admiração pela sua postura Antônio Neto. Que o senhor continue te abençoando.

            • Antonio Neto

              Fala Samuel. Meu irmão, fica tranquilo. Eu sei que em debates em internet, a gente tem que ficar fazendo ressalvas como “com todo o respeito” ou “não me entenda mal”. Mas comigo é tudo numa boa, meu irmão!

              Irmão, eu pensei ter deixado claro no podcast que eu não sou determinista!!! Eu sou calvinista porque estou convencido dos cinco pontos, com algumas pequenas variações em alguns deles, mas meu calvinismo não é determinista.
              Eu não abraço o modelo compatibilista de liberdade, onde a liberdade é compatível com o determinismo. Se o termo for tomado desta forma, eu não sou, definitivamente, um compatibilista. Eu sinto que não deixei isso claro (inclusive teria te privado de replicar uma posição que não defendo…rsrsrs).

              Eu creio que a Bíblia ensina que Deus tem total controle sobre os atos da história. Esta era a fé dos apóstolos (Atos 4:28). Mas também creio que a Bíblia coloca sobre o homem, e não em suas circunstâncias, a responsabilidade da decisão.
              Quando eu falei, portanto, em não utilizar categorias gregas, eu simplesmente queria dizer que nós não precisamos necessariamente tentar conciliar estas duas verdades. Elas são compatíveis, mas isso não significa que existe o compatibilismo.
              Por exemplo, não é porque a Bíblia fala em dispensação, que ela é dispensacionalista. E não é porque a Bíblia fala em aliança que ela é aliancista. Da mesma forma, não é porque a Bíblia mostra que o controle absoluto de Deus é compatível com a liberdade humana que ela ensina o compatibilismo.

              Eu creio que o problema é que eu estava tentando explicar as críticas calvinistas ao molinismo, mas nem todas elas eu concordo.
              Por exemplo, a crítica calvinista que o molinismo abraça um certo teísmo aberto ao defender que imediatamente antes da decisão humana, Deus não tem como saber que ela seria, eu não concordo com ela.

              Então, irmão, nós pensamos muito parecido.

              Grande abraço, e é um prazer conversar contigo. Espero que nossa interação continue.

            • Fernandovosk

              Antonio, tudo bem? Espero que sim.

              Quando você fala que, como calvinista, não é determinista, queria entender melhor essa afirmação.

              Pergunto isso pois, se pensarmos nos tipos de determinismos que existem, até mesmo o arminianismo clássico, que crê que as pessoas são eleitas pela presciência divina, é determinista. Pois, se Deus sabe todas as coisas que vão acontecer, estas coisas não podem ser diferentes daquilo que Deus previu, logo, ainda que seja de forma passiva, tudo esta determinado.

              Creio que o calvinista não tem como fugir de ser determinista até certo ponto, dependendo do tipos que estamos falando. Então, quando você fala que não é determinista ,a que tipo de determinismo esta se referindo?

            • Fernandovosk

              Antonio, tudo bem? Espero que sim.

              Quando você fala que, como calvinista, não é determinista, queria entender melhor essa afirmação.

              Pergunto isso pois, se pensarmos nos tipos de determinismos que existem, até mesmo o arminianismo clássico, que crê que as pessoas são eleitas pela presciência divina, é determinista. Pois, se Deus sabe todas as coisas que vão acontecer, estas coisas não podem ser diferentes daquilo que Deus previu, logo, ainda que seja de forma passiva, tudo esta determinado.

              Creio que o calvinista não tem como fugir de ser determinista até certo ponto, dependendo do tipos que estamos falando. Então, quando você fala que não é determinista ,a que tipo de determinismo esta se referindo?

      • hahahaha boa Samuel!

        Nem um sinal da arrogância que anda rondando os calvinistas da interwebs.

    • O episódio só confirmou o que eu penso: Essa discussão calvinismo vs arminianismo não leva a nada.

    • Welber Martins

      Como ñ tenho nada acrescentar. Esse episódio me lembra o jogo da Marvel que eu jogo, aonde tem um Hulk de um universo paralelo, ele é mal, seu nome é Maestro e ele mais poderoso que o Thanos kkk. Uma observação : Só é engraçado ver o Mac , que ñ tem posição soteriologicas definida, empurrando o Cacau para o Molinismo.

      • Bean

        O maestro não é apenas de um Universo Paralelo, é em um futuro também…

    • Alexandre Ferreira Santos

      Olha… Muito esclarecedor mesmo.
      Agora, acho que hoje em dia não se pode falar que existe uma treta teológica entre jesuítas e dominicanos por causa disso.
      Foi falado do enfoque na Omnisciência, para além da Omnipotência, o que me levou a pensar que o conceito de Eternidade também é um complicador para a compreensão humana.
      Enfim, gostei da conclusão de que a limitação da doutrina seja um reflexo da limitação do nosso intelecto, o que não é desculpa para aceitar qualquer coisa, ao contrário, é motivo para empenhar-se na busca pelo esclarecimento.
      Abraço a todos.

    • Bean

      Estou escutando o cast e estou tendo um combo de explosão de cabeça com hemorragia nasal. Na minha cabeça eu já havia criado o molinismo, so não sabia que ele existia….

    • Welber Martins

      Pior que essa história de Calvinista ñ determinista tá me encomodando. Será q seria ruim abordar isso em um podcast?

    • Welber Martins

      É difícil aceitar que aceito Jesus.

    • Welber Martins

      Caraca agora sei porquê vocês dizem que o Btcast nunca é um ponto final, o assunto é bem mais profundo é acho difícil alguém se livrar do Determinismo, ai vai um link para quem quer se apronfudar: https://olhaievivei.wordpress.com/2015/08/23/calvinismo-e-determinismo/

    • Bean

      So acho que a virgula sonora do podcast tinha que ser o comeco dessa musica:

      https://www.youtube.com/watch?v=c2hEBOuOyGY

    • Antonio Neto

      Marlon, eu preciso dizer que você tem razão. Ken Keathley ele explica que a fé não é uma obra e que por isso não se pode dizer que dois trabalham na salvação. Por isso, a acusação de sinergismo pode ser uma categorização exagerada.
      Porém, como um calvinista, eu entendo que apenas os eleitos “não resistem” e que eles não resistem porque são eleitos. Por isso que, dentro da ótica calvinista, o “não resistir” pode parecer uma obra, pois a salvação acada dependendo de algo que o homem “faça”, pois não resistir é uma decisão humana.
      Portanto, esclareço aqui que a minha acusação de “sinergismo” no molinismo é dentro de uma ótica calvinista, como eu tentei demonstrar em outras críticas ao molinismo.
      Valeu o apoio, parceiro!

      • Ótimas explicações e ótima postura Antonio. Um dos melhores cast que ouvi por aqui.

    • Samuel Coutinho

      Craig é um molinista arminiano.

      • Victor

        Juro que li “Craig é um monstro arminiano.” kkkkkkkkkkk

      • Allydia Silva

        legal saber disso.

    • Eduardo Urias

      Homi, vocês querem dar um nó na minha cachola? kkkkkkkkkkkk
      Muito bom esse episódio!!!

    • Luiza

      Podem colocar no próximo concílios e guilhotinas, o Craig é molinista E arminiano. Que inclusive se encaixam bem 🙂

    • Luiza

      Obs: muito bom o episódio!!

    • Victor

      Achei algo estranho. Ficou a impressão que o molinismo é uma tese soteriológica, como o calvinismo e o arminianismo, mas não é, até onde sei. É apenas uma tentativa filosófica de encaixar a soberania divina (ou a presciência, se ajeitarmos) com o livre arbítrio humano. Deu a entender que seria uma terceira via que geralmente temos de calvinismo e arminianismo (ou quarta se incluirmos o luteranismo, talvez).

    • Leonardo Oliveira

      O monergismo merecia um sci-fi sobre viagem no tempo.

    • Leonardo Oliveira

      O monergismo merecia um sci-fi sobre viagem no tempo.