Pokémon, Mica e Deus

O termo Pokémon vem do inglês, da junção das palavras pocket (bolso) e monster (monstro), significando, numa tradução livre, monstro de bolso. Como somos gospel, e não gostamos de ficar para trás, temos o PokéGod: o deus de bolso.

O PokéGod é criado, gerido, alimentado e utilizado pelo treinador PokéGod, uma espécie de combatente que sempre está sendo atacado pelos descrentes invejosos, os de fora, os do mundo. Nas épicas batalhas travadas fervorosamente contra tais inimigos, faz uso de seu PokéGod para derrota-los e mostrar ao mundo a supremacia dos treinadores PokéGod’s. Para ele, ninguém é páreo para um bom treinador PokéGod.

Mas tal sucesso diante dos inimigos não é gratuito. Há uma série de cuidados que um bom treinador deve ter para com seu PokéGod. O primeiro e mais básico é a alimentação, obviamente. O PokéGod precisa constantemente ser alimentado pelo treinador, que o faz mediante rituais religiosos. Não faz muita diferença se estes rituais religiosos têm ou não muito sentido. Seu único objetivo é alimentar o PokéGod, para que assim que necessário, ele esteja disponível e bem-humorado para atender ao que seu treinador requer.

Porém, pode acontecer que o treinador falhe em algum aspecto na alimentação de seu deus de bolso, o que o deixa zangado, indisposto para as batalhas contra os inimigos, chegando ao risco de ataque contra o próprio treinador. Diante disso, é necessário aplacar a ira do PokéGod. Para tal, o treinador deve ir até o templo PokéGod, sacrificar seu tempo, seus bens e seu culto. Feito isso, o PokéGod está pronto novamente para a batalha contra os inimigos. Um PokéGod alimentado e bem-humorado é tudo o que um bom treinador precisa.

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Um dos mais antigos e lendários mestres PokéGod foi um israelita chamado Mica. Sua história é relatada no Livro dos Juízes, capítulos 17 e 18. Em um tempo em que não havia rei em Israel e cada um fazia o que lhe parecia certo, Mica e sua mãe expressaram sua idolatria através da confecção de um ídolo de prata, aprisionado na casa de Mica, à sua constante disposição. Este ídolo era o seu PokéGod. O fez à sua imagem e semelhança. Contratou até um levita para ser o sacerdote do templo em que seu ídolo estava aprisionado. No fim das contas, todo o aparato religioso criado por Mica não tinha por objetivo o serviço ao ídolo, mas fora providenciado para que o ídolo pudesse eficazmente servir Mica. No universo PokéGod, é este que serve ao seu treinador, e não o contrário.

Deixa eu te contar uma coisa: o Deus Todo-Poderoso, criador e mantenedor de todas as coisas, aquele que sustenta o universo em suas mãos, aquele que do nada fez tudo, aquele em quem a eternidade repousa sob Sua sombra, aquele que é a plenitude, o Deus e pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, não cabe em PokéBola alguma, não cabe em templos feitos por mãos de homens, não cabe em rituais religiosos vazios, não cabe em discursos orgulhosos de vitória. Este Deus diz: “Habito num lugar alto e santo, mas habito também com o contrito e humilde de espírito” (Is. 57:14b).

Quando tratamos Deus como nosso deus de bolso, como amuleto mágico, como oráculo da sorte da caixinha de promessa; quando achamos que podemos barganhar a nossa pífia adoração por favores, estamos nada mais, nada menos, que adorando um ídolo de prata à la Mica. Sim: podemos transformar Deus em um ídolo. Ali havia um Santuário, um Sacerdote, um culto e um ídolo, mas não havia DEUS. No fim, a idolatria é isso: o homem cultuando a si mesmo espelhado no ídolo, seja ele material ou imaterial.

Que a prometida presença do Espírito Santo nos livre do terrível pecado da idolatria, e nos ajude a sempre lembrar que: “Ele é o bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que é imortal e habita em luz inacessível, a quem ninguém viu nem pode ver. A ele sejam honra e poder para sempre.” (ITm. 6:15,16).

Texto de Willian Erthal

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Categorias: Reflexões,Textos

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  • Alexandre Ferreira Santos

    🙂

    • Jorge Lucas

      Irmão achei muito legal o cartaz! Gostaria de saber se posso divulgar no meu facebook pessoal. Abraços!

      • Alexandre Ferreira Santos

        Certeza!