Tempo e Eternidade – Dino

 

Vamos a última pregação do 33o Congresso de Jovens da MEUC, com o tema Tempo e Eternidade com o missionário Dino. Leia a reflexão e depois ouça a pregação.

Ano que vem tem mais!

TEMA: TEMPO E ETERNIDADE

Gostaria de iniciar com uma pergunta:

Quanto tempo você tem de vida você tem ainda? 80, 70, 50, etc. Nossos alvos estão no top. Temos em nosso meio talvez pessoas que estão mais perto que eu desta idade, mas com certeza eles já foram jovens e como nós pensaram ou esperaram alcançar estas idade.

É interessante, imagine sua vida, tudo o que você já fez. Aquelas coisas que você conquistou, aquilo que você almeja. Tudo passou rápido ou passará rápido. Pode perguntar para uma pessoa de idade avança se a vida passou rápido, ela com certeza te dirá que sim.

O salmista sabia disso quando escreveu no Salmo 90.5-6, 10

“5. Como a correnteza, tu arrastas os homens: são breves como o sono; são como a relva que brota ao amanhecer; 6. germina e brota pela manhã, mas, a tarde murcha e seca”. “10. os anos de nossa vida chegam a setenta, ou a oitenta para os que tem mais vigor (ou que não tem moto); entretanto, são anos difíceis e cheios de sofrimento, pois a vida passa depressa e nós voamos”. Tudo passa depressa e nós voamos.

Fiz uma pesquisa FaceBook com a seguinte pergunta: ” SUPONDO QUE VIVAMOS 70 ANOS, QUANTO TEMPO LEVA DO NASCIMENTO, ADOLESCÊNCIA, JUVENTUDE …. MORTE, ATÉ SER ESQUECIDO COMPLETAMENTE?

Várias pessoas participaram. Na conclusão desta pesquisa, pode constatar que em 200 anos nascemos, vivemos, alcançamos objetivos, casamos, temos filhos, ganhamos dinheiro, gastamos, comemos, nos aposentamos, morremos e somos esquecidos, como se nunca tivéssemos existido. Mesmo que você foi importante, não se lembrarão de você como pessoa, mas pela sua utilidade. Não como um humano que viveu, sorriu, chorou.

Sem contar com a possibilidade de eu e você morrermos hoje. Na volta para casa, ou de uma doença amanhã.

Que sentimento vem a vocês? Depressão?

Este não é meu objetivo, deixar vocês com depressão.

Meu desejo é que entendamos a realidade como ela é. Esta é a vida neste mundo.

Primeira coisa que podemos aprender: Somente assim entendemos o texto do Salmo 90.12: “Ensina-me a contar nossos dias para que nosso coração alcance um coração sábio”.

Contar nossos breves dias aqui na terra pode nos dar um coração sábio? Que tipo de sabedoria podemos adquirir com esta contagem?

Tudo aqui passa, ficarei velho, as pessoas que eu gosto também morrerão

Aqui encaixa muito bem o texto de 1Co 15.19:

“Se nossa esperança se limita esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens”. Isso é uma grande verdade. 

Mas o que tudo isso tem a ver com a eternidade?

Eternidade e Tempo parecem duas coisas totalmente distintas. Contrárias até.

Quando falamos tempo lembramos uma contagem, lembramos momento de começar e de terminar. Eternidade não tem fim. É infinito. Não acaba.

Com certeza nosso sentimento é de que não há relação nenhuma entre as duas realidades. Sempre pensamos eternidade como algo preso totalmente ao futuro.

Mas que interpretação devemos escolher? Uma ou a outra?

Na verdade são as duas.

Dietrch Bonhoeffer definiu estas duas realidades como Penúltima: Tempo, Vida aqui; e Última: Eternidade, Volta de Cristo. Segundo ele, estas duas realidades não são separadas, são muito próximas, uma depende da outra.

O tempo é marcado pela eternidade e a eternidade é definida a partir do tempo. No tempo somos chamados a demonstrar ações eternas.

Sabe que isso quer dizer?

Quer dizer que mesmo que este mundo seja passageiro e depressivo em alguns momentos, mesmo assim, é o lugar onde Deus se revela para nós e por meio de nós.

Deus se tornou tempo em Jesus Cristo, como prova de que Deus esta presente no tempo e na historia, tendo uma mensagem para nós neste tempo.

Este pouco tempo que vivemos é o lugar onde temos a oportunidade de Conhecer a Jesus Cristo, eternidade que nasceu em nosso tempo. Neste tempo passageiro, mesmo que eu seja esquecido pelas pessoas em 200 anos Deus não vai esquecer dos seus. Somos chamados a viver o tempo neste mundo com alegria na presença de Deus. Pois somos imagem de Deus, ou seja, representantes seus aqui na terra (Gn 1.26; 1Co 5.20). Assim percebemos que nossa vida não é vazia, sem sentido. Somos instrumentos do criador. Representantes da eternidade neste mundo neste mundo de coisas passageiras.

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