FdÉ#26 – Católicas portuguesas, eleições na CGADB e Hollywood Gospel

 

Bem-vindo, querido ouvinte! Estávamos só te esperando para assistir o novo programa, então escolha um lugar na fileira que o filme já vai começar. Ué, ninguém te falou? No Fora do Éden dessa semana teremos uma sessão gospel extra de Hollywood. Vai ter até filme português: um longa metragem sobre um mundo paralelo com mulheres à frente de celebrações. Será que vai ter alguma Papisa no filme? Só tome cuidado na hora de sentar – falaram que alguém esqueceu uma Caixinha de Promessas por aqui. Se você achar, leve na recepção … Ih, olha ela aqui! Bateu uma curiosidade em olhar dentro, acho que não tem problema em abrir… Ah, esqueci de dizer, vai rolar um horário eleitoral antes do primeiro trailer, olha ai, já começou a passar. Peraí, Assembléia de Deus e Eleições na mesma frase?

Participantes: Rogério Moreira Jr, Marcelo Edreira, Ronaldo Lana, Petter Martins, Derly Lana e Rilson Joás
Convidados: Pe. Alexandre, Silas Chosen, Leonardo Oliveira e Gutierres Fernandes

Notícias no programa

  • Católicas Portuguesas: Devido a falta de padres, igrejas do interior de Portugal estão autorizando mulheres, todas elas leigas, a realizar cerimônias oficiais.
  • Eleições na CGADB: Acusações de inscrições ilegais faz com que as eleições da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil passar por turbulências.
  • Hollywood Gospel: Por que Hollywood tem feito tantos filmes religiosos nos últimos anos? É uma onda ou sempre foi assim? É lucrativo fazer filmes nesses temas? Como isso influencia as produtoras confessionais?

E no Caixinha de Promessas…

  • Um pastor é acusado de pedofilia em Campos novos, e outro de estupro de vulnerável em Cuiabá.
  • Testemunhas de Jeová são proibidos de atuarem na Rússia.
Saiba mais sobre a promoção de seis anos do Bibotalk.

Fale com a gente:

Assina nosso feed: http://bibotalk.com/categoria/podcast/fora-do-eden/feed/

Categorias: Fora do Éden,Podcast

Tags: ,,,,,,,,,,,,,,,,,

  • paulo roberto

    paulo roberto:
    @rogeriomoreirajr só pra completar uma informação que talvez o Gutierrez não saiba, junto com o pastor Ouriel de Jesus, a assembléia de Deus ministério de Santos tmbm foi desligada da cgabd por seguir as doutrinas do pastor Ouriel Fora do Éden 26

  • Alexander Stahlhoefer

    COMUNICADO

    ATENTADO DA RÚSSIA CONTRA LIBERDADE RELIGIOSA DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

    O Observatório para a Liberdade Religiosa (OLR), acolhido na área de Ciência das Religiões da Un. Lusófona, segue com atenção todos as ameaças à liberdade religiosa e não podia deixar passar em claro o que, nos últimos dias, se tem vivido na Rússia, onde o grupo religioso Testemunhas de Jeová vê os seus direitos mais comuns postos em causa e é alvo de uma perseguição massiva.

    O jornal Moscow Times em grande destaque dá nota de como as Testemunhas de Jeová na Rússia receberam ordem de se dissolverem institucionalmente, tendo sido comparadas a grupos terroristas como o Daesh ou a Al-Qaeda.

    Na Rússia estima-se que existam mais de 175 mil crentes deste grupo religioso e quase 400 salões onde se reúnem habitualmente – aos quais se pretende estender uma decisão ainda só aplicada em Moscovo.

    O Supremo Tribunal Russo, desde meados de março passado, estava a analisar o caso, já que o ministério Público de São Petersburgo havia intimado as Testemunhas de Jeová daquela cidade a pararem com “a atividade extremista”, com atividades prosilitistas alegadamente lesivas da família e da vida.

    “Não há outra alternativa, o grupo religioso tem agora de se dissolver” – assumem os crentes em Moscovo

    Na sequência da decisão do Tribunal, os membros das Testemunhas de Jeová estão proibidos de se reunirem ou de distribuir qualquer tipo de literatura religiosa em áreas específicas – o que é um atentado à liberdade religiosa e individual.

    O mesmo tribunal recusou os pedidos para reconhecer que os membros da organização seriam vítimas de repressão política e também declinou ouvir crentes que garantem que a polícia russa adulterou provas para obter uma condenação.

    As Testemunhas de Jeová são um grupo cristão, com uma interpretação bíblica própria, diferente da que é proposta pela teologia ortodoxa, dominante na Rússia. Mediaticamente conhecidos por um proselitismo muito ativo e pela recusa de transfusões de sangue, os membros deste grupo religioso não se revêm em nacionalismos e praticam o pacifismo – recusam pegar em armas e integrar forças armadas.
    Salvaguardando as distâncias circunstanciais e temporais, as Testemunhas de Jeová viveram em Portugal o mesmo clima de perseguição e proibição durante o regime de Salazar, tendo a mesma estrutura sido proscrita oficialmente durante o Estado Novo, período em que operou na clandestinidade. Recorde-se como em Junho de 1966 o Tribunal Plenário Criminal de Lisboa condenou a pena de prisão dezenas de membros da congregação do Feijó, homens e mulheres, sob acusação de “um crime contra a segurança do Estado”. A sentença, reconfirmada no ano seguinte pelo Supremo Tribunal, captou a atenção de Portugal e teve consequências diplomáticas.

    Em 1933, no mesmo ano em que Adolfo Hitler foi nomeado novo chanceler da Alemanha, o ditador (em nome da ideologia nazi) lançou uma campanha para aniquilar as Testemunhas de Jeová. No ano de 1935 estavam proscritas em toda a “nação ariana”. Milhares de crentes foram mortos nos campos de concentração.

    Chocados com a situação na Rússia, membros portugueses do grupo religioso Testemunhas de Jeová recorreram ao OLR, apresentando dados e documentos com revelações muito preocupantes. O OLR exorta os poderes públicos e políticos portugueses a, nos possíveis e adequados campos de ação diplomática, manifestarem total e inequívoca reprovação.
    Mesmo perante evidentes diferenças político-sociais, não é compreensível que países que assumam, na parte ou no todo, a tarefa de construir uma Europa de paz, admitam, na base, a segregação e violação das liberdades, nomeadamente a religiosa.

    Observatório para a Liberdade Religiosa, 21.04.2017


    ________________
    Paulo Mendes Pinto
    CV: DeGois | Academia.edu
    Opinião: Life&Style do Público | Visão
    Blog: Quid Est Ergo Tempus?

    ULHT Coord. Área de Ciência das Religiões
    (Dep. de Ciência Política | FCSEA)
    Universidade Lusófona
    Campo Grande, 376
    1749-024 Lisboa – Portugal
    Telf. 217 515 500
    http://cienciadasreligioes.ulusofona.pt

    • Rogério Moreira Júnior

      Poxa, valeu, Alex. Vou atrás disso daí também.

  • Silvana Oliveira E Silva

    Olá Rogério e companhia. Sobre a discussão do cinema, penso diferente em alguns pontos sobre o tema, mas concordo que o cinema cristão de nicho tende a manter as pessoas num comodismo. Tende, mas não é algo tão uniforme assim. A Virada é um filme que trata de um crente ladrão que é confrontado pela Bíblia, não de um ladrão que vai para a igreja e muda. Em Milagres no Paraíso, a mãe deixa de ir á igreja após sua fé ser questionada por membros da congregação. Além disso, para mim o filme mais perturbador de todos, A Esposa do Pastor (triste por não citarem), gera até hoje aquela dúvida, se o relato dela é real ou não. O primeiro filme é uma transcrição da história de Zaqueu para o Século XXI, mas os dois últimos são relatos “baseados na realidade”. Especialmente o último, um caso policial perturbador, são exemplos de algo que chama atenção em filmes cristãos. Sempre gostamos de ver a dramatização de histórias que aconteceram conosco. A Cruz e o Punhal era baseado em fatos reais, Inferno em Chamas traz alguns relatos reais, como um semi documentário. Então eu diria que o cinema cristão curte desde já há muito tempo a dramatização de fatos reais. A questão aí é se tais fatos são a “exceção” ou “a regra”. Aí talvez o gênero erre ao retratar exceções como se fossem a regra.
    Sobre a Trilogia Deus Não Está Morto (terceiro filme no forno), concordo com a maioria das observações do primeiro filme, porém mais uma vez volto para a questão de que os roteiristas se basearam em situações reais e colocaram ali como se fossem regra, não exceção. O filme mesmo tem um disclaimer final listando dezenas de ações envolvendo discussões entre alunos e professores sobre situações de fé. O filme não explica que isso não é a regra em todas as universidades americanas, o que seria o seu erro. A cena da mulher com câncer abandonada pelo parceiro? SUPERCOMUM. Nos EUA e no Brasil. Eu conheço pessoas que passaram por isso. Eu “salvaria” Deus não está Morto 1 com três cenas: 1- Deletaria a cena com o fabricante de armas (um patrocinador que nem atuar sabe aff); 2- Incluiria na cena em que o ateu repreende a namorada na frente dos outros, alguém da mesa pelo menos tentando confrontá-lo. As pessoas ficam sem graça, fazem cara de paisagem, mas não falam, o que deu a falsa noção de que todos os ateus são babacas, irreal. Faltou ali a sensibilidade do roteirista em equilibrar a situação. 3- Incluiria a cena da namorada recebendo a notícia da morte dele, ou ainda ela indo ao hospital, pois faltou essa questão do sofrimento dela na finitude dele. Afinal o nosso eterno Hércules da TV Kevin Sorbo não era um ateu qualquer, ele era mais um traumatizado, como se vê ao longo da trama. Aliás, não sei se vocês sabem, mas o Sorbo já emplacou o 3o filme cristão, e disse que vai ficar nesse gênero, digamos que “casou” com o nicho.
    Deus Não Está Morto 2 corrigiu as falhas do 1o filme. Traz um roteiro mais enxuto, com menos tramas, e foca numa coisa banal que assume proporções sinistras, mas que é, e aí vão as letras garrafais PERFEITAMENTE POSSÍVEL NA REALIDADE DA SOCIEDADE NORTEAMERICANA DO SÉCULO XXI. Inclusive mais uma vez o filme se baseia em processos judiciais, num país onde enfiar o gato no microondas, se não houver instruções contra isso, dá em indenização. A trama do pastor também parece banal mas cai numa coisa que quase aconteceu na realidade em 2015, e eles foram primorosos neste ponto. Enfim, valorizo a franquia pela qualidade técnica, conforme vocês citaram.
    E claro, fui ao cinema ver Metanóia. E gostei muito. Parabéns.
    Vemos fimes americanos e queremos encaixar na realidade brasileira. Precisamos ver mais filmes brasileiros, mostrando a nossa realidade social, religiosa e até jurídica. Falta isso hoje.

    • Rogério Moreira Júnior

      GENTE!

      Obrigado pelo textão, Silvana! Poxa! Excelente o comentário!

      Abraços!

  • Rafael Paiva da Silva

    O que o entrevistado disse sobre o cinema gospel, eu achei muito verdade, que o cristianismo no mainstream sempre foi rechaçado, aí quando existe algum filme gospel no cinema os cristãos se sentem representados e buscam “espalhar” a mensagem de Jesus divulgando o filme. Mas se pararmos para pensar bem todas pessoas de um determinado grupo buscam espalhar sua cosmovisão para outros grupos através dos filmes: os católicos fazem isso, os espíritas, os homossexuais, os criacionistas, os vegetarianos, …, enfim, há milhares de filmes buscando convencer os outros de suas ideias, isso não é exclusivo dos filmes gospeis.

  • Danilo Albuquerque

    Quais foram os filmes com temática religiosa que vocês recomendaram no episódio mesmo? Minha esposa quis assistir Quarto de Guerra comigo, mas me deu muito sono rsrs, Confesso que não consegui terminar. Nunca li A Cabana, vale a pena tentar assistir o filme?