Fora do Éden 18 – Presídios, lei da Pornografia, Perfil dos Evangélicos

 
Se aproxime de nossa fogueira em mais um programa, Forasteiro. Já voltamos na semana passada com o programa curto – e hoje nos reunimos para um programa maior, analisando as notícias deste começo de ano. Nossos caminhantes passaram pelo Norte do Brasil, e trouxeram impressões sobre a situação dos presos lá. Das andanças da internet, caminhamos por regiões escuras para tentar entender os riscos da pornografia online – e percorremos o país para tentar entender quem são os evangélicos. Seja bem vindo a mais um Fora do Éden.

Temas discutidos

  • Como a Igreja pode trabalhar para ajudar os presos? (O que a Pastoral Carcerária vem fazendo nos Amazonas? Qual a relação da Igreja com o Estado?)
  • Lei proposta na Câmara dos Deputados quer impedir o acesso à pornografia gratuita no Brasil (A pornografia virtual é diferente da pornografia “clássica”? São só os crentes que se preocupam com isso? Tecnicamente, é possível fazer este bloqueio?
  • Pesquisa do Data folha mostra o perfil dos cristãos no Brasil (quais grupos tem crescido mais? Qual a opinião geral em relação a outras religiões? Como nos relacionamos com a política?)

Participantes: Erlan Tostes, Petter Martins, Rogério Moreira Jr. e William Erthal

Convidados: Maria Marques (pastoral carcerária do Amazonas) e Daniela Marques (blog Salve Meu Casamento)

Comunidade no Telegram e grupo no Facebook do Fora do Éden

Links do programa

Pastoral carcerária

  • Vídeo de presos fazendo culto no presídio de Alcaçuz

Lei da pornografia

Pesquisa do Datafolha sobre o perfil dos evangélicos

  • Notícia sobre a pesquisa, e pdf com os dados tabulados

Categorias: Fora do Éden,Podcast

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  • Matheus Ramos de Avila

    Muito bom esse programa. E realmente, o estudo sobre o perfil religioso do Brasil é no mínimo intrigante. Fora do campo sociológico e enxergando eclesiasticamente percebo a Igreja, como um todo, tem muito trabalho pela frente se quiser vencer o nominalismo, principalmente em um trabalho catequético.

    • Rogério Moreira Júnior

      Poisé cara, tendo a pensar que isso tem a ver com um nominalismo que já existia antes, em seja lá qual a religião que a pessoa participava. Ele só é transferido.

  • Marcos Paulo Morale

    Gostei muito do podcast! Temas relevantes e edificantes, úteis para nossa reflexão. Está faltando o link do site sobre vício em pornografia.

  • Welber Martins

    Nao me surpreendeu o que alguns movimentos “evangélicos” fazem em presídios. Isso que dá quando o levar o evangelho, deixa de ser o única motivação.

    • Rogério Moreira Júnior

      Poisé cara… Mas queria ainda ouvir alguém dos evangélicos para poder ouvir o lado deles também. Quem sabe numa próxima?

      • Welber Martins

        Não sei, já vi evangélico reclamando de Evangélico aqui , em relação ao trabalho carcerário.

  • Ronaldo Lana

    Heya, manos do FdE.

    Quero fazer uma concisa contribuição sobre o crescimento do número de evangélicos nas cidades grandes.

    Lembro de ter lido há um tempo um texto do Ariovaldo Ramos que tratava justamente disso. A conclusão do Ariovaldo é que aquela atmosfera de acolhimento, de comunidade e de proximidade que existe em cidades pequenas e no meio rural desaparece quando o sujeito chega na cidade grande, que é um espaço individualista e de isolamento por natureza. Perdido em um meio muitas vezes opressor e violento, esse sujeito só volta a recuperar aquele senso de pertencimento quando passa a frequentar a igreja e, na maioria das vezes, a igreja evangélica (predominantemente pentecostais e neopentecostais).

    O Ariovaldo Ramos teorizou que essa opção pela igreja evangélica por parte do indivíduo se dá por causa da linearidade característica desse tipo de igreja, onde todos pertencem à mesma classe social, todos podem ascender na hierarquia da igreja, todos podem se sentir especiais e cada um tem a liberdade para desenvolver sua espiritualidade pessoal e livremente, o que talvez não seja encontrado em um meio católico por exemplo, onde a marcação dos cargos eclesiásticos é bastante visível, definida e rígida no sentido de seguir sempre a mesma forma de culto.

    Embora pareça um contrassenso a ideia de comunidade andar junto à sensação de individualidade e pessoalidade, parece que é justamente essa dualidade encontrada meio evangélico que atrai o sujeito rural, esta pessoa que consegue, ao chegar em um meio que predominantemente a exclui por várias razões, encontrar seus iguais em questão de classe, sentir-se acolhida e querida e ter a liberdade pessoal para cultuar e se expressar espiritualmente sem ser coagida ou reprimida.

    É isso, rs… e olha que eu afirmei minha intenção de ser conciso. Paciência, agora já foi.

    Parabéns pelo cast, caras. Realmente ficou demais.

    • Rogério Moreira Júnior

      Poisé, é uma análise interessante essa, cara.

      Valeu por trazer aqui!

  • acauã alves galvão

    Sobre a pornografia, eu vejo como as drogas, e como a atuação do Estado está errada em ambas. Na droga o Estado trata o problema como um fator criminalizante ao invés de saúde pública. E a pornografia e a masturbação é o mesmo, o Estado quer proibir tudo, ao invés de tratar como um problema de saúde pública e conscientização. Querendo ou não, essa atitude de proibição não funciona para a droga e não funcionará para a pornografia! E mais, antes de qualquer coisa a pessoa é livre! Até para pecar… que coisa, né. E mais, dizer que é uma atitude cristã a proibição, eu digo… de boas intenções o inferno está cheio.

    • Rogério Moreira Júnior

      Valeu pelo comentário, mano!

  • Raphael Ribeiro Neves

    Gostei bastante do programa, mas fico com uma dúvida:
    Sou membro de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”, popularmente conhecida pelo APELIDO de igreja mórmon, e em todas essas pesquisas vejo que nunca aparece o nome da igreja a qual pertenço, pode até ser que eles nos encaixem na categoria de outras religiões, já que não nos consideramos de certa forma evangélicos. Fico curioso com isso, somos atualmente mais de um milhão de membros em todo o Brasil, e nós nunca aparecemos nas pesquisas, ou se aparecemos deve ser na forma de outras (o que não faz sentido já que a porcentagem é muito pouca). Alguém pode me ajudar com esse fato e esclarecer para mim. Obrigado desde já, gosto muito de todo o conteúdo do bibotalk! Parabéns e continuem com o excelente trabalho.

    • Rogério Moreira Júnior

      Fala Raphael, como vai, cara!

      Mano, dá uma olhada no pdf lá da pesquisa – talvez apareça ali, talvez até como “Protestantes – Outros” (por consideraram esse grupo ao mesmo tempo dentro da ideia da reforma das afastado do que chamamos de evangélicos em geral).

      Abraços, cara!

      • Raphael Ribeiro Neves

        Valeu pela dica, olhei o pdf e acho que deve estar enquadrado como outros mesmo kkk, obrigado pela dica. Gosto muito do conteúdo do site, continuem assim.

        • Rogério Moreira Júnior

          Estamos ai, mano! Segue comentando, por favor!