Fora do Éden 14½ – Evangélicos no poder, Ritual do túnel e Chip da Besta

 

A Arca vem, singrando os mares diluviais dessa internet de olha só, trazendo quinzenalmente as notícias cristãs pequenas devidamente acondicionadas dentro da nossa imensa embarcação. Nessa semana desembarcamos um lote de notícias estranhas – como aquela cerimônia bizarra do túnel na suíça, ou a lei em São Paulo que quer barrar o apocalipse – infelizmente, sem usar robôs gigantes.

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Notícias comentadas no programa:

Promoção Yonah, o Último Malach

Categorias: Fora do Éden,Podcast

  • Lourival Gonçalves

    Esse pessoal do Chip é tudo fã do Erik Estrada.kkkkkk.Baixando!

    • Marcelo Nakasse

      hahahaha buscou essa lá do fundo heim.

    • Rogério Moreira Júnior

      Poxa mano, perdi a referência =P

  • Ronaldo Lana

    A primeira e a terceira notícia são praticamente complementares e a última acaba justificando porque a primeira não deve ser vista com bons olhos… a gente não tem, na história, registro de coisas boas acontecendo quando a Igreja se aproxima do Estado. Por que hoje seria diferente? Olhemos para as nossas igrejas, analisemos como elas estão, e então julguemos se poderíamos fazer melhor como administradores da coisa pública! A resposta será um retumbante NÃO. Nós, cristãos, devemos nos preocupar com o evangelho e com as pessoas, e não com as instituições, afinal Cristo não disse que veio pra roubar o lugar de César.

    Aliás… o grande problema da política é que aqueles que a exercem não possuem habilidades para fazê-lo. Cargos políticos deveriam exigir conhecimentos técnicos comprovados, e não capacidade demagoga. Só porque o cidadão é conhecido no bairro ou querido na igreja, ele merece virar um gestor? Acho que a quase todos os políticos seriam negadas posições executivas em qualquer empresa por aí…

    Quanto ao túnel… faço eco a Caetano Veloso: cara, que loucura!*

    * Provavelmente tudo aquilo tem explicação e inspiração. Seria adequado buscar o organizador da apresentação.

    • Esdras Martins

      Acho que o problema em si, não é de um cristão ir para a política, mas, sim, um cristão ir para a política e querer aproveitar isso para beneficiar a igreja (ou a sua igreja), sendo assim acaba não fazendo seu trabalho de forma justa e etc…

    • Rogério Moreira Júnior

      Eu acho que o problema pode estar nos políticos cristãos serem mais representantes das Igrejas do que representantes dos cristãos – acho bom que tenhamos bons políticos que sejam cristãos, mas o problema é que votamos no cara mesmo que a única qualidade dele seja a de ser cristão. É tipo música gospel: é sofrível, mas é gospel, e por isso a rapaziada escuta.

  • Bom, eu voto por um quadro fixo do Nacasse, só com notícias parecidas com essa da lei de proibição do chip. Divertidíssimo!

    Rogério, a edição do arquivo ficou com uns 40 minutos em branco no final. Tem como corrigir e atualizar no servidor?

    • Rogério Moreira Júnior

      Vamos mudar mano!

      E sim, Nakasse é um talento perdido que o FdÉ achou =P.

  • Gabriel Marinho

    Quando se falou de Ministros do STF cristãos, falou-se de aprovação de lei que autoriza o casamento homossexual. Na verdade, o que aconteceu foi o reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo. O STF reconheceu a inconstitucionalidade da interpretação do art. 1723 do Código Civil, que restrinja p reconhecimento da união estável entre homem e mulher. Até porque, se fosse aprovação de uma lei, necessariamente teria que ser pelo Legislativo rs.

    Em relação à tese da pesquisador, de que Evangélicos querem assumir o poder, eu acho interessante como todos gostam de zombar das teorias da conspiração quando elas partem dos crentes, como a questão do chip sendo a marca da besta. Quando parte das outras pessoas, está tudo certo. No caso do Rio, Crivella não tem nada que o desabone como político e as propostas do Freixo eram inviáveis. Enfim, Crivella é 10! rs brincadeira!

    Valeu, Cristiano Almeida representando Duque de Caxias. Abraço!

    • Rogério Moreira Júnior

      Exato mano, vacilo todo meu. O STF não legisla, ele apenas dá a interpretação do que já foi escrito. Vou ler essa errata no próximo arca.

      Mas não vejo como conspiração não, mano – não sei. É claro que no caso do Crivella ele teria pouco poder sobre o judiciário, mas você vê o debate todo sobre o Trump lá nos Estados Unidos e as alas mais progressistas com medo de que ele indique no supremo tribunal deles um juiz mais conservador. Imagino que. Seja isso que a articulista quis dizer.

      Abraços!

      • Gabriel Marinho

        Beleza, mano!

        Entendo. Só acredito que evangélicos na política se tem há muito tempo. Porém, agora, o embate em torno de temas de cunho moral e que afetam a moral cristã é muito mais presente. Logo, um cristão que aparece candidato hanhamuita notoriedade, porque se torna alvo daqueles que são contra e o acusarão de conservador e, uma opção para aqueles que querem ver determinadas pautas, como casamento homoafetivo e aborto barradas.

        Agora, em relação a, eventualmente, um haver Presidente cristão que indique para o STF um jurista cristão e seja aprovado pelo Senado, não haverá nada de ilegítimo nisso. Lá ele exercerá sua atividade jurisdicional baseado sim na Constituição, mas nada obsta que ele se paute por seus valores. É consenso no mundo do direito que nenhuma juiz é neutro. No máximo, ele deve buscar o máximo de imparcialidade, mas neutralidade nao é algo exigível, pois, como ser moral, carrega consigo valores. E isso se aplica para os demais poderes, com destaque para o legislativo. Explico: muito se critica deputados e senadores cristãos, acusando-os de quererem governar para um grupo. Bom, mas a representação popular é mais ou menos isso, as pessoas que compõem diversos grupos sociais escolhem representantes dos quais se espera que tutelem seus valores e interesses. Obviamente, esses interesses não podem ser egoístas, mas compatíveis com a constituição, sendo uma expressão do que aquele grupo social entende como melhor para o país. Um deputado evangélico eleito, por exemplo, tem seu cargo legitimamente e representa uma parcela considerável da população, que merece ser ouvida e só o será, quando esse deputado age defendendo valores defendidos por tais pessoas.

        Me estendi demais e até fugi do tema. Foi mal, mano.

        Deus o abençoe.