Contraponto 018 – 13 Reasons Why

 

Polêmicas, um hype gigantesco e assuntos delicados giram em torno de “13 Reasons Why” (Os 13 porquês).
Suicídio, depressão, ansiedade, bullying, são apenas a ponta de um iceberg em que Hannah Baker (Katherine Langford) se vê envolvida e que determinam a decisão final da protagonista. A série acompanha Clay Jensen (Dylan Minnette), um adolescente do High School americana, que recebe uma caixa com 13 fitas de áudio gravadas por sua antiga paixão de escola, Hannah, que cometeu suicídio duas semanas antes. Só na semana do lançamento, 3,5 milhões de posts nas redes sociais falavam sobre série, que baseou-se em livro homônimo de Jay Asher (compre o livro aqui). A Organização Mundial da Saúde criou o documento Prevenção do suicídio: um manual para profissionais de mídia. e baseado nas diretrizes apontadas nele, os principais erros da série são: detalhar o método utilizado no suicídio e atribuir culpados pelo ocorrido. A Netflix com o vídeo making off, exibido ao final da série, argumentou que foi a intenção da produção da série foi criar um retrato fiel à realidade.

Abner Melanias convida Jaqueline Lima (podcast Delas) e Andrea Menezes (podcast Lado a Lado) para discutirem sobre a polêmica série da Netflix, analisarem os porquês dessa série estar sendo tão comentada, não recomendada por diversos críticos e a urgência de tratarmos de temas como abuso sexual, psicológico, culpa e sofrimento.

Crítica de “Os 13 porquês” por PabloVillaça.

SUICÍDIO – BTVLOG

DEPRESSÃO – BTVLOG

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Categorias: Contraponto,Podcast

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  • Cleber S Leite

    Muito bom, bem legal as análises 🙂

  • Ricardo Mota

    clap clap clap clap clap

    Discussão muito boa; não me fez passar a ter vontade de ver a série, mas a discussão à volta é excelente!
    Keep up the good work!

  • Cecília

    Achei os 3 primeiros eps lentos, arrastados e resumi como um bando de adolescentes estúpidos e uma garota desesperada por atenção. Do 4 em diante, percebi q quando eu assistia 2 seguidos, eu ficava meio mal… Tinha alguma coisa ali… Daí comecei a ver 1 por dia e pensava, pq ela não conversa com ninguém? Pq não fala com os pais? Eu tive depressão e só faltei colocar um outdoor na rua pra todo mundo saber. Conversar sobre isso me ajudou a melhorar. Mas aí eu lembrei de uma coisa q meu médico disse. Às vezes as pessoas nascem e morrem com depressão sem saber q estavam doentes. Talvez esse seja o caso da Hannah, ela já tinha uma propensão a desenvolver a depressão e não segurou a onda. Talvez uma garota saudável pudesse sair dessa situação de outra forma. Portanto, se uma criança chora demais ou é quieta demais, nem sempre é birra ou manha, pode sim ser tristeza. Cabe aos pais e professores ficarem de olho. Sobre recomendar a série, sim, recomendo!

    • @disqus_gOVfR5cCzi:disqus gosto demais de ler seus comentários por aqui.
      Eu não quis falar dos meus problemas com ansiedade, pq nem queria tirar o foco da discussão. Por isso, respeito demais seu comentário e coragem em se expor.

      VALEUUUUUUUUUUUUUU

  • Cara, essa discussão foi muito importante!!!

    Quando a Jaque falou que tentar entender a pessoa, é a melhor solução e falar que tudo vai passar, foi como um tapa na minha cara, por mais que eu saiba que falar isso não ajuda, eu pensei em quantas vezes acabei falando isso pra tentar amenizar a situação ou ainda pra tentar fazer a tensão passar ali, pra continuar tudo bem…

    Valeu mesmo pelo episódio, vou tentar terminar a série, pq ela não me pegou logo de cara sabe…

    obrigado mesmo!

    • @abnerlobo:disqus a participação das meninas foram importantes demais para assegurar a qualidade da conversa.

      E… assim, mesmo que não te pegue, a discussão é boa demais para não entrar nela, rs

  • Felipe SagN

    Quero parabenizar por abordar esse assunto mega importante na atualidade.
    Concordo muito com a fala do Abner em direcionar os comentários e análises para o conteúdo da trama e não a escolha de suas escolhas de direção, montagem.
    Eu particularmente achei muito adequado a “demora” no desenrolar a narrativa, ter tempo de e sentir o que está acontecendo, se fosse tudo “rápido” não teríamos impacto.
    Sobre a participação da Andrea creio que ela foi despreparada para o cast, só entrando na discussão do tema no final depois do Abner pontuar as questões realmente importantes para a trama. Aí sim ela “entrou” no cast porém atrasada voltando toda a discussão levada pelo Abner e Jaqueline.
    Abraços.

    • Cecília

      Eu adorei a participação da Andrea! Logo nos primeiros comentários dela eu já me identifiquei. Temos pontos de vista parecidos. 🙂

    • Fala @felipeSagN:disqus … primeiro MEGA OBRIGADO por reservar um tempo e comentar.
      Que bom que curtiu a ideia de direcionar para o conteúdo e não necessariamente na direção, montagem, assuntos técnicos. Penso que nos aproximamos mais.

      Sobre a participação da Andrea: não vejo esse despreparo, não! Aliás, eu mesmo fiz a edição desse episódio e concluo que suas falas não somente contribuíram significativamente para a conversa como um todo, como sem suas posições, o contraponto seria impossível, até mesmo para gerar uma discordância minha relacionada ao andamento, por exemplo. Inclusive, eu sequer “cortei” os posicionamentos dela, pensando em valorizar – como um todo – sua opinião.

      De toda forma, depois me explica o que é esse “entrou”… vc me ajuda a entender melhor.
      Obrigado.

      • Felipe SagN

        Realmente aconteceu um contraponto mesmo por essa questão divergente, o que eu quis dizer é que no começo do podcast senti você e a Jaqueline mais voltado para as questões de conteúdo abordado pela serie, já a Andrea pareceu mais preocupada com outras questões segundarias como andamento por exemplo. Por esse motivo disse que ela só “entrou” no podcast de fato no finalzinho, quando começou a falar mais sobre as questões importantes, porem nesse ponto a maioria da discussão já tinha “passado”, ela poderia ter feito isso antes, junto com você e a Andrea, não ter rebobinada no assunto.

        Mas tirando isso o cast foi excelente, vocês trataram muito bem do assunto. Abraço.

  • André Lopes

    Caras, muito bom o episódio. As opiniões foram muito serenas, de fato a atenção que uma pessoa que está sofrendo algum tipo de transtorno deve ser grande e acompanhando por profissionais. Diminuir a dor do outro porque não se entende ou porque aparentemente não se vê motivo não é um caminho. Não fiquei muito animado para assistir a série, mas gostei muito de ouvir o episódio… quem sabe ainda vejo a série!

    • @disqus_3fy7gYByy6:disqus esse lance de “Diminuir a dor do outro porque não se entende” pode ser verificado em cada comentário jocoso e sem cuidado que se faz sobre as mais diversas situações. Sei lá, parece que é mais fácil e rápido julgar o outro do que entender o que se passa….

  • Muito bom o cast!!! Comecei vendo a série tendo aquela sensação “comum” de que muitos dos motivos mostrados na série não seriam razão de alguém se matar. Porém, comecei a considerar a crescente da série e percebi, acredito que esse seja razão da série parecer lenta, que a proposta é mostrar a cadeia de acontecimentos que foram iniciados com uma coisa “boba”, culminando em um estupro.
    Considerei também minha cabeça de 37 anos, decidindo encarar a série com as coisas que eu pensava quando tinha apenas 14 anos. O porque eu não falava para ninguém que apanhava de um garoto do ultimo ano, e quando era questionado pelos amigos, me calava, não por medo mas por motivos que até hoje eu não sei. O porque eu esnobava as meninas legais que gostavam de mim porque não eram “tão bonitas” quanto aquela menina da classe que eu amava e mal sabia que eu existia. Por que eu morria de medo das reuniões de pais e alunos, mesmo sabendo que eu na pior das hipóteses era um aluno médio.
    A Jack disse algo bem interessante e que eu não havia pensado… A série não foi feito para as Hannas e sim para os Clays, Zacs, Jessicas, Justins, Alexs, etc. Pois a Hanna morreu e uma pessoas que pensa como ela, não vai deixar de se matar por causa da série, talvez muito pelo contrário, passe a enxergar pela ótica da Hanna a forma que ela deva proceder em relação aos problemas.
    A propósito um ponto muito importante, entre tantos outros que não foram abordados no podcast, por falta de tempo, eu sei, é sobre o personagem Alex que também acabou se matando na série e era perceptivelmente alguém que apenas procurava por quem lhe estipulasse limites e não apenas ficasse, assim como o pai dele, jogando tudo para baixo do tapete.

    • @chicogabriel:disqus
      Obrigado pelo comentário, mano! Um jeito de olhar a produção, pessoal e riquíssimo.
      E a Jaq acertou em cheio mesmo “A série não foi feito para as Hannas e sim para os Clays, Zacs, Jessicas, Justins, Alexs, etc.”

  • Luis Augusto Baisch Soares

    Achei bom o episódio por alguns motivos:
    1) as opiniões foram muito boas e foi dado lugar de fala para mulheres, principalmente em relação às cenas de abuso sexual.
    2) o episódio tratou muito bem da questão da violência contra as pessoas que muitas vezes não percebemos que cometemos e da empatia.
    3) no que se propôs a conversar foi muito eficiente.

    No entanto, senti falta de:
    1) análise de outros aspectos da série que não foram levados em conta, por exemplo, a relação dos alunos com a escola. (isso na série mesmo, porque o Abner comenta do trabalho dele, mas faltou conversar como isso ocorre na série), além de outras coisas: conversas com os pais, doença psicológica, etc.
    2) sei que o episódio não foi para isso, mas senti falta de uma análise técnica da série.

    Grande abraço.
    acompanho faz um tempo e espero começar a comentar mais, haha

    • @luisaugustobaischsoares:disqus
      Ao fim da gravação, mesmo com o roteiro, eu tb pensei que deveria ter tido uma análise mais cuidadosa sobre a parte técnica.
      Mas, infelizmente, se eu prosseguisse, o programa ficaria enorme! =(
      É uma crítica bem vinda.

  • Názaro de Brito

    Lá vamos… a Hannah se matou porque ela era uma egoísta. Aliás, penso que os suicidas são egoístas e fracos intelectualmente falando. Conheço uma garota que sofreu muito bullying na escola, coisa do tipo: se você conversa com ela sobre a época escolar ela começa a chorar (sério), mas sabe, ela foi forte. Superou. Casou-se, teve filho… ainda existe a cicatriz mas está sarada (não sei se me fiz entender). Enfim, acho que um aspecto importante da série é mostrar como a protagonista foi fraca. Ela passou por tudo que a maioria dos adolescentes passam e não suportou, e o pior, não procurou ajuda! Se ela quisesse e não fosse arrogante, a Skye poderia ser uma boa amiga pra ela, mas parecia que a dark girl não era boa o suficiente pra ela, ela queria estar no meio da galera descolada (tipo quando ela fez questão de ir na festa da Jessica, quando inclusive presenciou o estupro). Acho que esse é um recado importante da série para os adolescentes: GET OVER IT! Tipo o pai do Clay: sofreu bullying pra caramba na época da escola mas hoje tem uma “fucking beautiful familly”.

    • Názaro, tenho certeza que você era cara do bulling na escola!!! hahahaha… Brincadeiras a parte, em varios momentos fiquei pensando: – Pô, Hanna!!! Fala o que você quer, não fique esperando que as pessoas leiam sua mente!!!

    • @nzarodebrito:disqus obrigado por comentar aqui.
      Não concordo contigo, mas é bom ter outros olhares sobre o tema.
      Valeuuuuu

  • Leandro

    Parabéns, curti mto a conversa.
    Assisti a série apenas para saber o q estavam comentando os adolescentes que lideramos em nossa igreja local e, confesso, ela me fez pensar sobre mtas coisas meio q “adormecidas” aqui no meu inconsciente.
    Da mesma, ouvi-los falando de forma tão sincera sobre este tema, como vc disse: “tão complicado”, me trouxe bons “insights” para a reunião do próximo final de semana e reforçou para mim quão relevante é este seu trabalho aqui no Contraponto.Obg pelo seu esforço em oferecer um material DIFERENCIADO, realmente em caixa alta! abs

    • Fala @gamma1402:disqus que demais ler isso, cara. QUE DEMAIS!!!!
      Isso é combustível para continuar produzindo, valeu!!!!

  • Que bom que vocês comentaram sobre o Alex. Ele foi um belo exemplo que “várias razões” o levaram a tentar o suicídio, mas mesmo depois da Hanna, ninguém deu a mínima para ele, e para o que ele estava passando. Ele se transformou depois do que ocorreu, e isso cresceu cada vez mais dentro dele, perante a indiferença das outras pessoas e da impunidade que ele vivia por causa do pai. Ou seja, é necessário se importar mais com o outro.

    Abraço
    EddieTheDrummer (PADD)