Contraponto 014 – A Chegada

 

Sabe aqueles filmes clichês de ficção científica em que supõem-se que há vida inteligente no Universo além da civilização humana e que, um dia, eles resolvem invadir o planeta Terra? Pois bem, “A Chegada” não segue esse modelo. E, por este e outros motivos, decidimos conversar sobre comunicação, tempo e memória usando como plano de fundo a trama do longa. Além disso, analisamos algumas incongruências do roteiro (ou não, segundo alguns participantes) e fazemos uma relação da indústria com seus produtos pop e um cinema menos mainstream.
Fique tranquilo, há um primeiro bloco SEM SPOILERS e um segundo aprofundando as questões e, assim, COM SPOILERS. Por isso, não há motivo para você não ouvir.

Abner Melanias convida Rodrigo Bibo e Cacau Marques (No Barquinho, Juntos em 1) para esta viagem.
Sonora por Bruno Costa, Canal 42

CLUBE DO CONTRA: https://goo.gl/erwUEl

Arte por Marcelo Nakasse

A hipótese Sapir-Worph
Crítica por “O GLOBO
A reinvenção da “hipótese SapirWhorf”

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Categorias: Contraponto,Podcast

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  • Lourival Gonçalves

    seja bem vindo gracinha.kkk.Baixando.

  • Caraca, que saudade da voz desse gordinho <3

    • Sem graça aqui..rsrsrsrs
      Valeu @disqus_WjUma53GuU:disqus , vc é um querido sempre!

  • Rogério Moreira Júnior

    Poxa, vi esse filme nesse final de semana – e olha ai um podcast pra ajudar a discutir ele.

    Excelente retorno!

  • Queria pontuar aqui que o Jeremy Renner não atrapalha o filme, mas também não ajuda. Em um filme de tamanha carga dramática, o peso ficou todo por conta da Amy Adams. O Arqueiro ficou bem meia boca.

    Por mais que o Abner não curta as segmentações na hora de se afimar que tal filme é “o melhor filme”, vou segmentar aqui pra poder caber. Eu achei um dos melhores filmes de ficção de temática alienígena, hahahaha.

    O papo de vcs foi bom demais, parabéns aos envolvidos. Essa segunda temporada promete! Abraços!

    • Concordamos, @erlantostes:disqus , em relação ao Renner (superestimado). Mas foi só. HAUHUAHUAHUAH

      Obrigado por estar junto!

    • EU ESQUECI de falar, mas colocaram uma narração em off dele na metade do filme só pra ele não passar batido heheh

  • Victor

    Vocês falando de histórias de invasão de aliens para destruir a terra e que essa foge do lugar comum, precisavam ler O Fim da Infância, do Arthur C. Clarke. A sequencia inicial do livro inspirou a chegada das naves em Independence Day mas as semelhanças param por aí. Estória fantástica que aborda até questões teológicas. Recomendo!

    • Ainda não li “O fim da infância”, @VitoPaiva:disqus
      Obrigado pela recomendação!

  • Oi! Eu amei o filme, já gosto de ficção cientifica, mas gosto mais quando a ficção cientifica é só um meio para uma mensagem sobre aquilo que não é tão ficção, que tá super conectado com a realidade. É claro que existem outras histórias e outros filmes que fazem isso também, mas A Chegada fez direitinho então a gente fica feliz hahaha

    Vou comentar algumas coisas que passaram na minha cabeça enquanto eu via o filme e escutava o pod:
    – Algumas das teorias e discussões do filme me lembraram estudos semióticos, que é uma área que eu gosto bastante. É legal porque ela fala não apenas de cognição e comunicação mas também de significação. Uma coisa que falei com os amigos da minha área, é que no filme gente ultrapassa a semiótica da linguagem verbal (dos humanos) pra analisar a linguagem visual dos heptapódes – porque cada forma significa algo. Indico também uma pesquisa sobre Kaspar Hauser como a gente “pensa sem a linguagem que a aprendemos”, existe toda uma discussão muito interessante a respeito disso.

    – Sobre o final utópico rs, no momento que eu terminei de ver o filme eu tava tão envolvida e emocionada que não me incomodou. Gostei muito do link do Cacau com o evangelho, adoro essas piras hahaha (Abner tendo um treco em 5, 4, 3, 2…). Mas, após refletir um pouco, não é muito verossímil mesmo. De fato, da aconteceram coisas muito grandiosas em nossa história humana que poderíamos ter aprendido sobre os malefícios do preconceito e da guerra, que poderiam ter trazido paz e união ao mundo, mas a gente ainda continua apelando para a violência pra resolver as coisas, infelizmente. Quem sabe precisa chegar uns aliens mesmo pra desenhar o que a gente não tá conseguindo aprender. hahaha

    Que saudade que eu tava do Contraponto!
    Beijos gente!

    • @biancarati:disqus , obrigado pelo comentário.

      – Estudo semiótica como curioso e me utilizo dela para análises. Para “A chegada” ainda há muito o que explorar… apenas raspamos a superfície.
      – Não tive um treco, HAUHUAHUAHUAHUHA
      E se chegarem os aliens, faremos o oposto do proposto pelo filme. CERTEZA! rsrsrs

  • Eduardo Urias

    Não gostei desse filme, mas quero ouvir o que falam a respeito. Vai que deixei passar algo que me fosse interessante na trama?

    • E aí @eduardo_urias:disqus o que achou do podcast? Afinal, já sabemos o que achou do filme, rsrsrsrs

      • Eduardo Urias

        O podcast é bom! O filme que é ruim!!!
        kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • spike06

    quando um de vocês começou a falar do evangelho, achei que iam se aprofundar mais em ponto de vista cristão para o filme. É totalmente possível fazer uma interpretação cristã do roteiro, ainda que o autor do conto ou o diretor do filme não tenham pensado nisso. Basta só um pouco de coragem para ver valores cristãos na cultura pop, mesmo que não intencionais

    A propósito, lembrei da análise do bispo Robert Barron sobre A Chegada. Em certo ponto do vídeo ele fala que Bíblia é a Palavra de Deus em palavra de homens, de modo que não deve ser fácil transpor um pensamento de uma inteligência superior como o de Deus na linguagem humana. Infelizmente, está só em inglês.

    https://www.youtube.com/watch?v=gsfRSe-iNPw&t=50s

    • Fala @spike06:disqus
      O aprofundamento sobre um ponto de vista cristão para o filme não era a intenção primeira do podcast, talvez por isso a sua impressão de que “faltou coragem” para “ver” valores cristãos na cultura pop. E, claro, vc pode estar falando do autor ou diretor do filme, então… se puder dizer exatamente…aguardo.

      Obrigado pelo link (vídeo), não conhecia e gostei muita da abordagem.

      Valeu, mano!

  • Esse é o tipo de filme que, enquanto assistia, alcancei o discernimento de um tema muito bom. Mas, quanto mais vejo as pessoas falando a respeito, mais vejo diferentes e ricas abordagens que a obra permite. Como um bom filme de ficção científica, a parte social é a que mais importa. Não achei um filme fantástico, mas ainda assim muito bom.

    Estou feliz com a volta do Contraponto. Ouvi diversos pontos de vista sobre esse filme em outros podcasts mas as ideias que vocês conseguiram expressar foram surpreendentes e inspiradoras para mim. A espera foi longa e estou ansioso pelos próximos podcasts que vocês lançarão. À sombra dos tempos que temos vivido e da forma que avaliamos as obras da cultura pop, gostaria de dizer que este foi o melhor podcast que já ouvi em toda minha vida.

    Que venham mais Contrapontos!

    • Sim, virão mais contrapontos. Ao menos, os 13 dessa temporada.
      Fico mega feliz e um tanto vermelho pro vc dizer que “este foi o melhor podcast que já ouvi em toda minha vida.”, mas logo passa pq lembro dos convidados e eles são os responsáveis por isso.

      Obrigado>

  • Alexandre Ferreira Santos

    Salve irmão!

    Comecei a escrever um comentário, pra não perder o costume… rs
    … mas ele ganhou vida própria:

    https://medium.com/@oferreiro/sobre-spoilers-e-ecos-temporais-c12dccdbfce5

    XD

    Abraço, e viva o ContraPonto!

    • Cara… estou impressionado com sua capacidade de escrita.
      Fico feliz por ter gostado da discussão e isso ter te levado a produzir o artigo!

      Viva Alexandre!

    • PELO AMOR DE ZEUS LEIAM ESSE TEXTO

    • Victor

      Que texto sensacional! O que falou sobre estarmos acostumados a pensar linearmente me fez lembrar de um trecho do conto em que o filme foi baseado em que a protagonista sugere que os aliens acham nossa escrita uma perda de tempo, por escrevermos exatamente o que falamos, e o modo de pensar deles não relaciona a escrita com a fala, e como isso está relacionado com nosso modo de pensar “linear”.

  • Victor

    Fiz um rápido comentário antes de ouvir, mas agora vai depois de ouvir. Antes disso, gostei muito do retorno do Contraponto! Esses tipos de papos me fazem querer conversar muito, mas meu meio não dá margem pra isso, então me gasto aqui um pouco. Tive várias ideias ouvindo o papo de vocês que ampliaram minha visão sobre a obra:

    – Lembrei de um filme que toca (superficialmente) nesse ponto que é o “Herói”, de 2002, aquele chinês com o Jet Li. Não sei qual o gosto de vocês mas esse é um dos meus filmes favoritos. Belíssimo, com jeito de poesia transposta em película. Pois bem, lá pelo final o imperador que estava tentando unificar a China conquistando tudo associa o kung fu com a habilidade de escrever ideogramas e ele passa muito tempo admirando um ideograma que significa “espada”, acho, o qual existem mais uns 20 e poucos com o mesmo significado, e reclama da dificuldade de unir um mesmo povo com múltiplas escritas e línguas, e uma dos problemas diria “humanitários” do filme é a dificuldade de união dos povos pela variedade de línguas. Além do que, talvez explique porque os chineses possivelmente entenderam mais rapidamente a escrita heptápode, pela semelhança dos ideogramas com os semagramas.

    – Minha visão do filme foi atrapalhada porque já tinha lido o conto (apesar dele ser diferente quanto ao conflito com os aliens). Não foi tão impactante pra mim, então se fosse recomendar, diria pra ver o filme primeiro. Mas uma das coisas que prestei atenção no filme, por ter lido no conto foi a ideia levemente tratada na película e citada pelo Bibo, acho, sobre se os heptápodes eram livres ou aprisionados no próprio destino que eles conheciam. No conto, é dito que o “modo de consciência deles não é apenas a coincidência das suas ações com os eventos da história; seus motivos também coincidem com os propósitos da história. Eles agem para criar o futuro, para executar a cronologia” (trecho do livro). Isso faz a protagonista pensar (sobre ela mesma) que “o conhecimento do futuro era incompatível com o livre-arbítrio. O que possibilitava que eu exercesse minha liberdade de escolha também impossibilitava que eu soubesse sobre o amanhã. De modo inverso, agora que conheço o futuro, jamais agiria contra ele; incluindo contar aos outros o que sei: os que conhecem o futuro não falam sobre ele. Os que leram o Livro das Eras nunca admitem.” (trecho do livro). Por isso, no final, ela constrói o futuro simultaneamente com o passado ao falar com o chinês, assim como os heptápodes – numa cena que não existe no livro – mas que mostra que o diretor captou esse conceito muito bem. Logo, ela era como os aliens, nem agia de acordo com a vontade, nem era um “autômato”, mas algo indefinido ou não compreendido pela mente humana (se é possível tal ideia vinda de um humano) em que não há exatamente um início ou fim, mostrado tanto na escrita alien (a ideia do semagrama é de uma “sentença” que não tem inicio ou fim como as frases humanas) como no nome da filha dela, Hannah, em homenagem a esse novo modo de pensar que foi descoberto. Posso até tá viajando, mas o tempo para Deus bem poderia ser semelhante a isso!

    Escrevi demais, mas é isso! Obrigado pela discussão. Estou esperando um sobre Westworld. Valeu!

    • Rafael Paiva da Silva

      Victor, não sei se te agradeço por sua explicação sobre o “tempo” ou fico bravo com você pois fiquei mais na dúvida ainda! rsss
      Fiz um comentário aqui nesse podcast justamente sobre essa minha dúvida: como ela poderia saber o futuro sem alterá-lo, isso acredito ser impossível. Mas pelo que entendi de sua explicação é tipo uma pré-destinação, onde o que ela viu irá acontecer e ela tem que aceitar seu futuro. Acho que os calvinistas adoraram esse filme! 🙂

      • Victor

        Mais ou menos. Pela explicação, o heptápodes nem são totalmente livres nem são destinados. O autor coloca um conceito além do entendimento, mas acho que equivaleria a um tipo de compatibilismo. Mas aí foge do filme entra na explicação do conto.

  • Rafael Paiva da Silva

    Só eu acho a Amy Adams IDÊNTICA a Nicole Kidman?

    Algo que eu fiquei pensando depois de assistir ao filme: é impossível nós visualizarmos o nosso próprio futuro sem alterá-lo!
    Vou tentar explicar, poderíamos sim visualizar um futuro muito distante (100 anos depois), onde não poderíamos alterar nada, ou poderíamos ver o futuro de alguém que não conhecemos lá na China, pois não teríamos como influenciar; agora ver o nosso próprio futuro é inviável, pois ao vê-lo iríamos de alguma forma alterá-lo, aí aquela visão não seria o nosso futuro e sim algum sonho não real. Ou seja, se a Amy decidisse nunca ter filho, aquela visão seria o que? Não seria o futuro mais sim talvez uma possibilidade de futuro, mas isso também não faz sentido, pois se existem trilhões de possibilidades de futuro ela poderia sim ter um filho e ele não ficar doente, já que as possibilidades de futuro são infinitas. Enfim, é difícil me explicar, mas é tipo o Efeito Borboleta: você viu o seu futuro já era, você vai mudar algo (mesmo não querendo) e aquilo que seria o futuro nunca acontecerá.

    • Eita @rafaelpaivadasilva:disqus nunca havia identificado essa semelhança.
      E sua perspectiva sobre a impossibilidade de não alterar o próprio futuro é muito interessante.

  • Marcelo Bittencourt

    Tô curtindo o pod, hein! Parabéns, Abner e equipe! Me fazendo ampliar as possibilidades do filme!

    ATENÇÃO, POSSÍVEIS SPOILERS:
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    Lembrei de um livro escrito pelo rabino Harold Kuschner com o título: Porque coisas ruins acontecem a pessoas boas, onde ele trata o relacionamento dele com Deus, ou seu entendimento sobre isso depois da descoberta que seu filho nasceu com um problema onde viveria apenas poucos anos. E a cada aniversário era uma festa e um luto, pois já contava um ano a menos com seu filho, que nasceu “inocente”e mesmo assim, nao cursaria nem uma universidade, pois nao chegaria a idade. Curti o livro, acho que dá pra fazer um link com o filme bem interessante.

    Outra história que lembrei foi a das Torres Negras, o inacabado de Lewis que vai tratar essa questão da temporalidade e da memória… pena que ele nao acabou o livro, mas viagem era muito boa.

    • Muito obrigado @disqus_oOyPEUn8Vy:disqus pelo carinho de comentar.
      Já recebi indicações dos dois livros que vc cita… acho que vou ter que passá-los à frente da fila.

  • Assisti esse filme, primeiro pela repercussão e também pra contribuir por aqui no nosso Contraponto. Sem a hipérbole apontada pelo pessoal do B9, dá pra dizer que o filme mantém o telespectador acordado do início ao fim. De fato, vai muito além do contato extraplanetário. Momentos como o jogo de memórias, de passado e futuro me deu a sensação de que a pegada do filme, em seu desenvolvimento, queria trazer a sensação estranha que nos acomete em muitos momentos, o tal do Déjà-vu. Tem sim, muito de intertextualidade e a busca incansável de se fazer entender. O roteirista fez valer as bases dos estudos de Claus Cluver que diz que “os traços intertextuais que descobrimos e que nos remetem a uma miríade de pré-textos não dependem do que está no texto e sim do nosso próprio repertório de textos e hábitos de leitura.” O contato foi bem sucedido e até apresentado de forma rápida no filme, justamente porque o background da professora lhe permitiu perder menos tempo no processo de interpretação. Não poderia deixar de traçar um paralelo. Sobre o passado, o presente e o futuro, a oração ensinada por Jesus, já se encarregou de mostrar portas que nos permitem transitar por isso. É ou não é? Um episódio bem discutido, parabéns! Demorei pra comentar, mas não poderia deixar passar essa participação. Até a próxima.

    • @Denys_Cruz:disqus é sempre bom ler seus comentários por aqui, cara.
      Gostei demais do seu ponto: sobre o passado, o presente e o futuro, a oração ensinada por Jesus, já se encarregou de mostrar portas que nos permitem transitar por isso.

  • Eduardo Urias

    Poxa! Só até agora só eu não gostei desse filme. E quanto mais me aprofundo, menos gosto dele.
    Mas da equipe desse podcast eu gosto! hehehe
    Quando assisti não achei esse filme bom. Daí fui sacar o Nerdcast sobre, pra saber se o problema era que eu não tenho pegado a mensagem do filme, mas pela análise deles, foi o que eu tinha imaginado. O que diminuiu mais ainda o brilho do filme. Então resolvi vocês, mais pela consideração do que pela curiosidade do assunto. E nem assim teve como eu gostar do filme.
    Mas isso é questão de gosto.

    • Fala, @eduardo_urias:disqus
      Olha… vc não precisa gostar de “A Chegada”, viu?!? rsrsrsr
      Mas fico pensando vc querendo gostar e o filme não colaborando…rs

      • Eduardo Urias

        kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
        I apoi!!!

  • Rapazes, eu só fui assistir o filme por causa de vocês. Dias atrás ouvi a primeira parte do podcast sem spoiler e pausei. Depois assisti ao filme e fiquei: “ué!” Entendi nada. Kkk
    Então, sabe o que é precisar ouvir o resto do podcast pra entender o filme? Estou aqui ouvindo o resto, mas ainda não tô entendendo nem o filme nem a empolgação de vocês com o filme.. kkk.