BTCast 123 – Lutero no banco dos réus

 

Muito bem (3x), começa mais um BTCast, e nele Bibo, Alex e Milho colocam Lutero no banco dos réus e analisam o caso que o reformador teve com os judeus.

Neste episódio, conheça as declarações polêmicas de Lutero sobre os judeus, saiba por que ele não foi antissemita, mas mesmo assim pisou na bola, e veja como não cair na mesma armadilha. Isso e muito mais no BTCast, o seu podcast semanal de teologia.

Comentado no episódio:

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    • Muito bom este BTCast!

      Já sabia algo sobre essa aversão de Lutero aos judeus, mas vocês conseguiram chegar ao âmago da questão. Vê-se então o temperamento de Lutero pelo que ele escreveu.

      Bom se aprofundar mais nestas questões históricas, principalmente em relação à reforma protestante.

      E de novo foi SEM SACIONAL, Milho!

      Abração e fiquem na paz de nosso Senhor!

    • Vitor

      ih Bibo, vão ter que rever alguns conceitos do BTCast ja estão perdendo o respeito contigo hehehehehe! Brincadeirinha.

      BTCast muito bom, gostaria de saber onde posso encontrar estes escritos Tony Râmicos de Lutero onde ele fala a respeito dos judeu, se alguém tiver um site confiável e quiser compartilhar 🙂

    • Welber Martins

      Btcast e vc tudo ha vê! Tony Ramos, outubro rosa e tema cabeludo. Valeu gostei muito do devocional. Ah imagino q i Calvino também vá pro bancos dos réus, será q isso vai precisar chegar no STF? Sabe né tem tanto calvinista chato(ñ sou um) que é perigo eles entreram com recurso kkkkk

    • Welber Martins

      Bah um btcast mamilonicamente hemorrágico. O Alex ñ tem descendência Judaica ? É bom lembrar o projeto humanos é feed separado do anticast demorei achar por causa disso, e vocês já tem a Glória né? Daí ñ tem problemas com anticast kkkk. Muito bom!o Bibo podia colocar uma foto adoradores de Shogum? kkk e Lutero homem Booooooommmmmmmmm…BA

    • Henriques Chimbungo

      Cadê o senhor Maurício Machado?! Saudades MAC…

      • Espero voltar em breve, Henriques. Infelizmente as agendas não coincidiram nos últimos episódios.

    • Alexandre Ferreira Santos

      Longe de querer botar mais lenha na fogueira, mas… kkkk

      Uma pergunta que chegaram a fazer na sala de aula no tempo que eu fazia teologia foi: Mas quem garante que o número de judeus convertidos à Jesus não foi maior que o número dos que não O aceitaram? Sobretudo entre os que já estavam fora da Terra Santa… Quem, de fato, é o resto de Israel?

      Particularmente achei que o tema foi relevante também como lição histórica sobre xenofobia. Estamos vivendo uma onda migratória de proporções globais, sírios, haitianos… E nós? vamos aceitar os estrangeiros do jeito que são, ou eles vão ter que rezar a nossa cartilha?

      Sobre os judeus e o Brasil vale lembrar que, há muito tempo eles chegaram na Península Ibérica, quem sabe até antes da dispersão de 70 d.C., e que o período que mais tiveram paz foi na Dominação Moura, disso resulta que a cultura de Portugal e Espanha é enorme devedora da cultura judaica, consequentemente a nossa. Também, por conta da citada conversão forçada e expulsão para o Novo Mundo talvez a formação étnica brasileira seja mais devedora do judaísmo do que se imagina… Aquilo que o Bibo falou (dos “Shogun” e pá) tem tudo à ver com um “catolicismo cultural” perpetuado na Nossa Terra, pois os preceitos religiosos não eram vividos por convicção mas por força da lei pelos recém convertidos. Muitos dos “Cristãos Novos” e seus descendentes abandonaram os costumes judaicos sem aderir devidamente ao cristianismo. Algumas paróquias católicas no Brasil tinham o costume de anotar no livro de batismo se a pessoa era descendente de “cristão novo” o que denota que nem mesmo a conversão forçada era verdadeiramente aceita na prática.

      Sobre distorcer textos, ao meu ver, Lutero está na companhia de Paulo, pois em termos de teologia o anti-judaísmo se baseia muito nos embates do Apóstolo com os judaizantes. Enfim, aquele que está de pé segure-se pra não cair, somos todos filhos da… nossa era. rs.

      A Igreja Católica manteve até 1959 uma fórmula de oração para a Sexta-Feira-Santa onde se lia: “Oremus et pro perfidis Judaeis” (algo como: “E oremos pelos pérfidos judeus”). É triste ver como a Teologia pode ser usada para sacralizar o preconceito. Desde João Paulo II prá cá os Judeus são chamados de “Irmãos mais Velhos”.

      Obrigado, por mais este conteúdo profundo e divertido. Me desculpem pelo tamanho do comentário, mas me sinto à vontade pra partilhar, se estiver sendo diletante demais me corrijam, por favor. Posso dizer que este para mim também está sendo um “Mês da Reforma”, porque a nossa reforma espiritual não acaba nunca e porque acompanhando vocês aprendo a amar e respeitar cada vez mais “os Irmãos mais Novos”.

      Abraço à todos.

      P.S.: Mac tu é um fanfarrão. Parabéns. rs. Deus abençoe.

      • Alexander Stahlhoefer

        Comente sempre Alexandre, pois teus comentários são profundamente enriquecedores.
        Sobre Paulo… hmmm… se eu jogasse a culpa no apostolo o mundo ia cair, entende? Sei que muito do anti-judaismo na nossa cristologia advem da interpretação substitutória de Paulo. Ainda assim ele deixa uma porta enorme de interpretação pra incluir os judeus no plano de salvação, e o pior, não deixa claro o modo que isso é feito. Ou seja, espaço pra debate tem de monte, pena que ainda há quem prefira usar este espaço pra diminuir outras pessoas, como se crer na condenação de um pecador fosse o mesmo que já condena-lo em vida a sofrer aqui e agora.
        Abraço

        • Mizael Andrade Reis

          Alex,
          Permita-me fazer uma pergunta, mesmo ainda não tendo escutado o pod, mas quando você fala sobre “interpretação substitutória de Paulo” você fala sobre o que pensam ter articulado Paulo ou o que Paulo quis de fato propor em sua teologia? E se estiver falando da segunda, não caberia mais a acepção “interpretação inclusiva de Paulo”, uma vez que ele, ao invés de segregar e prescindir gentios sobre judeus, os incluiu no mesmo grupo de salvos por Cristo, por meio da fé, sendo que a razão porque parece elevar gentios sobre judeus se deu pelo fato de ter sido chamado para pregar para os gentios e que, não poucas vezes, se viu argumentando contra judeus que pensavam prescindir os gentios no plano de salvação?
          Um abraço.

          • Alexander Stahlhoefer

            Oi Mizael, de fato ouvir o podcast vai te fazer entender o que eu disse. Interpretação substitutória tem a ver com a ideia de que a Igreja substitui Israel no plano da eleição divina, e que de acordo com Rm 9-11 Paulo teria ensinando tal teologia substitutiva. O que é muito debatido por diversos teólogos ainda hoje.
            Abraço

            • Mizael Andrade Reis

              Alex,

              Isso foi exatamente o que entendi, quando disse que ao escrever aos gentios, Paulo pode parecer favorecê-los em detrimento dos judeus, quando na verdade contraditou judeus que pensavam prescindir os gentios no plano de salvação por serem o povo da antiga aliança, caducada. A tal visão substitutória, de fato, como entendi, tem a ver com isso. Minha pergunta, veja, tem a ver, não com essa definição, mas com suas palavras, de fato. Sobre o conceito, estamos em concorde, mas me refiri às suas palavras abaixo trancritas:

              “Sei que muito do anti-judaismo na nossa cristologia advem da interpretação substitutória de Paulo”

              Quando você fala isso, você está afirmando, ou divagando sobre o que pensam alguns teólogos? Foi o que perguntei. Ou seja, tem a ver sobre o que dizem ou sobre o que você, você mesmo, acredita que Paulo quis argumentar? Pois pra mim, ao ler suas palavras, pareceu ser essa a sua crença, entendeu? Essa foi a questão. Mas eu a repeti apenas para esclarecimento, já que você, em sua reposta acima disse que essa visão é debatida “por diversos teólogos ainda hoje”, o que naturalmente o exclui dentre esses teólogos.

              Um forte abraço.

    • César Aguiar

      Paz galera! Mais um cast SENSACIONAL!!! Vcs são ferramentas de Deus para nos abençoa; e minha oração é que continuem nessa pegada de vcs! Teológica, sarcásticas, engraçada enfim, do jeito de vcs! Senti falta do Mac e da Glória. Prezados só faltou colocarem o link dos episódios do anticast. Deus os abençoe meus irmãos!!!

    • Kílvia Adriano

      Ouvido! Muito bom! Amo ouvir o Alex. o

    • Samuel

      Milho!! Salvando sua gargalhada efusiva para usar como ringtone no celular!! Morri de rir só escutar. Gargalhada sensacional!!!

      • Alexandre Milhoranza

        Muito obrigado mano!

    • Willian Rochadel

      Que demais esse episódio, com certeza mais um para o hall de hemorragias.

      Acho sensacional trazer o aspecto histórico para compreendermos melhor os fatos. Isso tudo não está exposto facilmente e é necessário uma profunda pesquisa para alcançar. Por isso, que peço que Deus continue inspirando os BTcasters nesse sentido, sempre com ânimo e sem visões viciadas.

      E é ouvindo isso que reflito o quanto o nome de Deus é/já foi usado como desculpa para realizar o mal, o que amedronta ainda mais por saber que religiosos são capazes de manipular multidões facilmente.
      Então cada registro desse é um relato histórico que não pode ser esquecido. Discutir em um podcast com tanta visibilidade como o BiboTalk é de fato uma obra fantástica para alcançar mais pessoas.

      A partir disso lembrei da última música do Fruto Sagrado, “Fé Canibal”:
      https://www.facebook.com/frutosagrado/photos/a.325102394241744.75381.173873542697964/863810887037556/?type=3&theater

    • Marlon Marques

      Olá, Alex!

      Gostaria de saber qual a fonte de onde você afirmou que Erasmo consentia com a discriminação aos judeus. Penso que Erasmo não consentia com isso. Pelo menos essa é a primeira vez que ouço isso.

      Graça e Paz.

      • Alexander Stahlhoefer

        Olá Marlon,

        Hans-Martin Barth em sua “Teologia de Lutero” (disponível só em alemão) cita a pesquisa de Oberman que teria apresentado um cenário do anti-judaismo da época de Lutero com citações de Reuchlin (humanista e hebraisca em Tübingen – tio e professor de Melanchthon), de Erasmo e de João Eck (opositor de Lutero). Erasmo considerava que havia um limite até onde seria possível tolerar a permanencia dos judeus nos territórios “cristãos”. Visto dentro do seu contexto esta fala não teria como ser interpretada como um possíbilidade para tolerancia, mas uma possibilidade para limitar essa tolerancia. Daí que se Erasmo não teria sido anti-judaico, no minimo consentia com ele e até ofereceu a possibilidade de justificar a expulsão deles dos territórios.
        Abraços

    • Willian Rochadel

      Frase do Milho aos 50min30s:
      “‘Se aculturem lá, aceitem o que for dado para comer e anunciem o reino’.
      A questão missiológica ela está muito atrelada ainda em aculturar as pessoas ao nosso sistema de fé. Nós não vemos isso em Jesus e não vemos isso em Paulo, é o anúncio do reino: “Quer quer, não quer dá um tapa na sua butina com a poeira e fala: ‘Saiba que o reino de Deus está próximo'”. Agora impor um valor de fé, as nossas crenças para outros povos, rebaixá-los para que a nossa religião mostre todo o poderio, mostrar que só cristianismo é certo, isso não tem eco na bíblia.”

    • Eduardo Urias

      Esses podcast sobre a reforma estão sendo muito bons. Estou aprendendo muito. Vocês são sensacionais!!!!

    • Vinícius Augusto

      Galera , deixem o link dessa musica que toca no começo do matisyahu pfv .
      Parabéns pelo video !

    • Victor

      Tô gostando muito dessa série sobre a reforma. Pensando no comentário do Alex sobre o discurso anti-semita estar crescendo novamente, apesar dos terríveis testemunhos históricos lembrei de um mini documentário chamado “180 Movie” que tem no Youtube, de um pastor que sai entrevistando jovens americanos nas ruas perguntando se eles conhecem Hitler e a maioria desconhece a figura!!!!! Os que conheciam lembravam vagamente de que ele era famoso e tinha feito algo horrível e pouquíssimos realmente sabiam a história (um dos jovens era neonazista e disse que Hitler era um herói e que os americanos inventaram esse monte de mentiras que todos conhecem, sobre ele). Não tem como dizer que fiquei impressionado, pra não dizer transtornado da história estar sendo esquecida assim tão rápido, e ainda mais por algo que ficou tão marcado na civilização européia. Por isso, não me surpreenderia dos mesmos argumentos contra os judeus estarem levantando-se novamente. Alguém falou uma vez que a história é circular né. Que as mesmas coisas voltam a acontecer pelos mesmos motivos mas num cenário diferente. Talvez tenha um fundo de verdade.

    • gustavo pereira

      Vou ouvir, mas espero que não esteja liberalista demais… kkkk

    • Jackson Morais Ministro Do Eva

      Perfeito,estamos muy acostumados á sempre ver o lado positivo dos reformadores,mais este lado não tinha recebido informaçoes ainda,muito feliz por adquirir mais conhecimento. É interessante ser observado que realmente não se deve impor á fé,como se é feito nos dias conteporâneos,mais apenas divulgar o Reino,até por que,quem convence á pessoa abordada é o Espirito Santo. Muito bom.

    • Senti falta de abordarem a controvérsia sangrenta que Lutero travou contra os anabatistas.

    • Anderson da Paola

      Hemorragia Nasal e pancadas na cara!! Muito bom! A parte de missiologia com certeza deveria virar um Btcast, muito profundo essa questão! Nota! Top a música do Matisyahu no final, eu e meu filho de 14 anos gostamos pacas! Abraço galera!

    • Allydia Silva

      Esse foi o primeiro BTCast que eu ouvi ♥ voltei só pra relembrar esse momento 😀